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Montadora alemã “abandona” cola industrial, volta aos parafusos e promete manutenção mais barata

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 19/12/2025 às 09:25
Montadora Mercedes-Benz altera processo de montagem, abandona cola industrial e adota parafusos para reduzir custos de conserto e facilitar reciclagem de veículos.
Montadora Mercedes-Benz altera processo de montagem, abandona cola industrial e adota parafusos para reduzir custos de conserto e facilitar reciclagem de veículos.
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Montadora Mercedes-Benz altera processo de montagem, abandona cola industrial e adota parafusos para reduzir custos de conserto e facilitar reciclagem de veículos.

A Mercedes-Benz anunciou uma revisão profunda em sua engenharia de produção ao decidir eliminar o uso de cola industrial na fixação de peças e adotar parafusos convencionais.

A mudança começa pelos faróis, afeta diretamente o custo de manutenção dos veículos e integra uma política global da montadora voltada à economia circular, com foco em reparabilidade, reaproveitamento de materiais e redução de impactos ambientais.

Um problema invisível para quem compra o carro

Para o consumidor, a forma como um veículo é montado raramente chama atenção no momento da compra.

No entanto, essa decisão técnica pode se transformar em dor de cabeça anos depois.

Em modelos mais recentes, a colagem definitiva de componentes impede desmontagens simples.

Como resultado, danos pontuais levam à troca completa de conjuntos inteiros, mesmo quando grande parte da peça continua em perfeito funcionamento.

A Mercedes decidiu enfrentar esse problema de frente.

O retorno dos parafusos muda a lógica na oficina da Mercedes-Benz

Ao substituir a cola por fixações mecânicas, a montadora permite que componentes sejam removidos sem causar danos estruturais.

Isso muda completamente a dinâmica dos reparos.

Nos faróis, por exemplo, oficinas poderão intervir apenas na parte afetada, preservando módulos eletrônicos e sistemas internos.

O resultado direto é a redução do valor cobrado no conserto e menor descarte de peças.

Esse novo padrão também tende a ampliar a vida útil dos componentes.

A decisão não foi tomada apenas por questões econômicas. A Mercedes-Benz também apontou ganhos ambientais relevantes.

A cola industrial dificulta a separação de materiais durante a reciclagem.

Com parafusos, a desmontagem ocorre de forma limpa, permitindo que plástico, vidro e metal sigam para reaproveitamento adequado.

A fabricante estima que essa alteração no projeto pode reduzir pela metade as emissões de CO₂ associadas a determinadas peças, além de elevar o índice de recuperação de materiais.

Circularidade deixa de ser conceito e vira prática

A mudança faz parte da estratégia chamada Design para a Circularidade, que orienta os projetos da marca desde a concepção até o descarte do veículo.

Nesse modelo, cada peça precisa ser fácil de desmontar, reutilizar ou reciclar.

A ideia é romper com a lógica linear de produzir, usar e descartar, adotando um ciclo contínuo de reaproveitamento.

Esse conceito vem sendo expandido gradualmente para diferentes áreas do carro.

Além da troca na fixação, a Mercedes também trabalha para reduzir o uso de materiais compostos, que misturam diferentes tipos de plástico e dificultam a reciclagem.

A preferência agora é por monomateriais, que podem ser reciclados com mais eficiência e reaplicados sem perda de qualidade.

Hoje, alguns reservatórios de veículos da marca já são produzidos com plástico totalmente reciclado, enquanto partes externas, como para-choques, incorporam porcentagens de 25% de material reaproveitado.

Uma decisão técnica com efeito prático para o consumidor da Mercedes-Benz

Embora pareça um detalhe de engenharia, a troca da cola por parafusos traz reflexos diretos para quem dirige.

Reparos mais simples, custos menores e menor impacto ambiental passam a fazer parte da equação.

Ao rever práticas consolidadas da indústria, a Mercedes-Benz sinaliza uma mudança de mentalidade.

Em vez de soluções definitivas e pouco flexíveis, a marca aposta em projetos mais inteligentes, que consideram manutenção, reciclagem e sustentabilidade desde o início.

Com informações do site AutoPapo.

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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