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Mistério no deserto segue sem resposta, o Homem de Marree, geoglifo de até 4 km visto em 1998 no sul da Austrália, ainda não tem autor confirmado

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 23/12/2025 às 00:17
Mistério no deserto segue sem resposta, o Homem de Marree, geoglifo de até 4 km visto em 1998 no sul da Austrália, ainda não tem autor confirmado
Foto: Homem de Marree completa 27 anos sem autoria confirmada e segue como um dos maiores geoglifos modernos do deserto australiano.
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Uma figura humana colossal surgiu do nada no sul da Austrália, foi registrada por satélites e, décadas depois, segue sem autoria assumida. Entre pistas, restauração e teorias, a pergunta continua a mesma.

Em junho de 1998, um piloto que sobrevoava uma área remota do sul da Austrália avistou algo que parecia impossível de existir sem ninguém notar. No chão do deserto, havia o contorno de um homem gigante, com traços bem definidos e proporções consistentes, como se fosse uma “assinatura” deixada na paisagem.

A silhueta ficou conhecida como Homem de Marree ou Marree Man, em referência à pequena cidade de Marree, a cerca de 60 km do local. O desenho foi gravado no planalto de Finniss Springs e se tornou um dos maiores geoglifos modernos do mundo.

O que mais intriga não é só o tamanho. É o fato de ninguém ter assumido a autoria, apesar de o trabalho sugerir planejamento, equipamentos e conhecimento técnico para executar linhas contínuas em uma área tão isolada.

Passados 27 anos, o desenho já foi parcialmente apagado pelo tempo, refeito por moradores e voltou a aparecer com clareza em imagens de satélite. Mesmo assim, a origem segue sem confirmação, alimentando um dos “quem fez isso” mais famosos do outback.

Onde fica o Homem de Marree e por que ele virou um enigma mundial

O geoglifo representa um caçador aborígene segurando um objeto que pode ser um bumerangue ou um bastão de arremesso. Em registros de satélite e relatos de observadores, o contorno impressiona pela continuidade das linhas e pelo encaixe do desenho no terreno.

O tamanho exato varia conforme a medição citada por diferentes publicações. A NASA descreve o desenho com cerca de 3,5 km de extensão do alto à base, enquanto outras reportagens mencionam algo em torno de 4,2 km, mas sempre com um perímetro na casa de dezenas de quilômetros.

Esse contraste entre escala monumental e ausência de autoria ajudou a transformar o Homem de Marree em uma mistura de arte, curiosidade turística e caso de investigação informal. Para uma região com pouca infraestrutura e grandes distâncias, a história também virou argumento de atração para voos panorâmicos e visitas ao outback.

O que imagens de satélite sugerem sobre quando ele foi feito

Seu contorno se estende por cerca de 28 quilômetros. (Foto: NASA)

Uma das partes mais citadas do mistério é a janela de tempo em que o geoglifo “apareceu”. Análises com base em imagens do programa Landsat indicam que a figura não era visível em uma data e já aparecia pronta pouco depois, sugerindo que foi feita em um intervalo curto.

Em reportagens recentes que compilaram esses registros, a criação teria ocorrido em uma janela de 16 dias, entre o fim de maio e meados de junho de 1998. Esse tipo de pista fortalece a ideia de que não foi um trabalho artesanal lento, mas algo feito com maquinário e algum método de marcação.

Para especialistas e curiosos, isso coloca a execução em um ponto sensível da época. GPS existia, mas não era tão acessível e preciso como hoje, o que faz o caso parecer “adiantado demais” para o contexto de uma área tão remota.

Faxes anônimos e pistas enterradas que deixaram o caso ainda mais estranho

Pouco depois da descoberta, o mistério ganhou uma camada nova com mensagens anônimas. Segundo relatos reunidos pela ABC, empresas e pessoas ligadas à região receberam faxes de alguém que dizia estar por trás do Homem de Marree e descrevia o desenho como uma grande figura aborígene feita para chamar atenção.

Os faxes não pararam na descrição. Eles abriram espaço para uma narrativa de “caça ao tesouro”, com promessas de explicar quem, como e por quê, além de referências que pareciam deslocadas para o interior australiano.

Em um dos episódios mais marcantes, a investigação relatada pela ABC cita a descoberta de uma placa enterrada perto da cabeça da figura, com uma bandeira dos EUA e algo que lembrava os anéis olímpicos. Para muita gente, esse detalhe virou munição para a hipótese de envolvimento americano, mas também pode ter sido uma distração deliberada.

Outro elemento que aumentou o ruído foi o estilo de linguagem atribuído a algumas mensagens, com termos e grafias associados ao inglês americano. Isso ajudou a empurrar o debate para teorias ligadas a bases militares, projetos de defesa e acesso a tecnologia.

E então a trilha esfriou. Depois de um período de pistas e expectativa, as mensagens cessaram, sem uma conclusão pública e sem alguém apresentar provas verificáveis de autoria.

A erosão quase apagou o geoglifo e moradores refizeram o desenho em 2016

Com o tempo, vento e chuvas foram diminuindo o contraste do contorno no solo. Por volta da década de 2010, o geoglifo já estava bem menos visível, o que ameaçava tanto a curiosidade científica quanto o apelo turístico local.

Em agosto de 2016, um grupo de moradores e empresários da região decidiu retraçar o Homem de Marree usando uma motoniveladora e coordenadas de GPS. A restauração levou cerca de cinco dias e teve como objetivo trazer de volta o desenho com fidelidade ao original.

A estratégia incluiu a criação de sulcos pensados para reter água e favorecer o crescimento de vegetação ao redor das linhas, na tentativa de aumentar a durabilidade. Depois, uma imagem do Landsat registrou o geoglifo restaurado com nitidez, reacendendo o interesse internacional no caso.

Teorias sobre autoria, recompensa em dinheiro e por que ninguém assume em 2025

Entre as teorias mais repetidas está a possibilidade de envolvimento do artista Bardius Goldberg, citado em reportagens australianas como alguém que teria perfil para obras de grande escala. Outra linha insiste na hipótese de participação de pessoas com conexão militar, alimentada pela proximidade de áreas controladas e pelos elementos “americanos” do caso.

Há ainda suspeitas de uso de maquinário disponível na região por interesses privados, como empresas com operação no outback, embora isso permaneça no campo do “pode ser”. A falta de uma prova direta torna o debate circular, com cada pista abrindo novas leituras.

Para tentar quebrar o silêncio, o caso chegou a ter até recompensa por informação. Em 2018, a ABC noticiou uma oferta de US$ 5.000 por dados que levassem ao responsável, mas sem uma confirmação definitiva que encerrasse o mistério.

No fim, o Homem de Marree virou também um símbolo do próprio anonimato. Em um tempo em que quase tudo deixa rastros digitais, uma obra gigantesca que ninguém reivindica continua parecendo uma provocação.

Se você tivesse que apostar, qual teoria faz mais sentido: arte anônima planejada por um grupo, ação de marketing que saiu do controle ou uma “pegadinha” com pistas plantadas para culpar terceiros? Deixe sua opinião nos comentários e diga o que mais te convence ou o que te parece incoerente nessa história.

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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