EUA desenvolvem réplica do míssil chinês HQ-22 para treinar pilotos e equipes de guerra eletrônica em cenários de combate realistas.Força Aérea dos EUA investe em réplicas realistas de mísseis chineses para aprimorar treinamentos e preparar pilotos para combates de alta intensidade.
A Força Aérea dos Estados Unidos deve incluir em breve uma réplica em escala real do sistema de mísseis terra-ar HQ-22 da China no treinamento de suas tripulações.
O equipamento, desenvolvido pela empresa norte-americana Torch Technologies, imita a aparência, a assinatura de radar e o comportamento no campo de batalha do modelo original.
Segundo a fabricante, a réplica é fundamental para preparar pilotos e equipes de guerra eletrônica para ameaças antiaéreas modernas em cenários de alta intensidade.
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O HQ-22 entrou em operação na China na década de 2010 e é comparado à série russa S-300, capaz de atingir alvos a até 170 quilômetros.

Características da réplica
Diferente de modelos estáticos, a cópia norte-americana reproduz fielmente dimensões e perfil visual do míssil chinês.
Embora não dispare, o sistema usa emissores que simulam sinais de radar e calor, criando um desafio mais próximo da realidade para os treinamentos.
O HQ-22 real conta com rede de radar em camadas e zonas de engajamento sobrepostas, sendo um dos pilares da defesa aérea chinesa.
A réplica oferece aos militares dos EUA a possibilidade de treinar contra sistemas de ameaça sem precisar operar armamentos inimigos reais.
Ampliação do programa
Essa é a segunda réplica de míssil chinês apresentada nos últimos meses. Em julho, a Força Aérea exibiu no AirVenture, em Oshkosh, um substituto do HQ-16.
Assim como o HQ-22, ele foi desenvolvido para ajudar na identificação, prevenção e combate a defesas avançadas.
Autoridades destacam que simulações realistas são essenciais, principalmente diante do foco dos EUA em possíveis conflitos contra adversários como China e Rússia.
Os exercícios permitem ensaiar missões de supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD) e testar técnicas de interferência e engano em condições próximas às de combate real.
Uso conjunto e impacto estratégico
As réplicas também participam de treinamentos conjuntos e multinacionais, permitindo que forças aliadas alinhem estratégias para neutralizar sistemas de defesa sofisticados.
Embora a Força Aérea não tenha revelado onde os modelos HQ-22 serão instalados, é comum que esses equipamentos fiquem em campos de treinamento espalhados pelo país.
A produção dos modelos pela Torch Technologies integra um esforço para ampliar o leque de ameaças simuladas disponíveis às forças norte-americanas.
O objetivo é simples: garantir que pilotos e tripulações não encontrem sistemas inimigos pela primeira vez em uma situação real de combate.
Como afirmou a própria Força Aérea, quanto mais realista for o treinamento, maior será a chance de sucesso em uma operação verdadeira.
