Estudo revela que os raios em Júpiter têm energia 100 vezes maior que na Terra, com tempestades gigantes e descargas elétricas intensas captadas pela missão Juno.
A atmosfera de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, abriga raios que liberam energia 100 vezes superior à dos relâmpagos da Terra. O fenômeno foi detalhado em um estudo publicado em março na revista AGU Advances, utilizando dados da missão Juno, da NASA, que sobrevoou tempestades isoladas do gigante gasoso entre 2021 e 2022.
O trabalho científico busca entender como essas descargas se formam, sua intensidade e como se diferenciam das tempestades terrestres.
Tempestades gigantes e descargas elétricas extremas
Em Júpiter, as tempestades podem durar anos e cobrir regiões vastas do planeta, incluindo áreas instáveis como a Grande Mancha Vermelha.
-
Muito além das geleiras colossais: o “culpado oculto” que faz subir o nível do mar, mesmo sem novos blocos de gelo derretendo: o oceano também aquece, se expande e ocupa mais espaço
-
Cada e-mail de 100 palavras que você pede ao ChatGPT pode evaporar o equivalente a uma garrafa de água em data centers do outro lado do mundo; pesquisadores estimam 520 mililitros por mensagem e alertam para o que acontece quando isso é multiplicado por milhões
-
Assustada com a rapidez das fabricantes chinesas, a Renault decidiu copiar o ritmo, fez o novo Twingo elétrico em apenas 21 meses, quer repetir a façanha em 36 modelos até 2030 e, no caminho, vai cortar até 2.400 postos de engenharia
-
Incidente com tecnécio-99m no Ipen chama atenção no Brasil e revela o bastidor pouco conhecido do radiofármaco que sai de São Paulo para abastecer 2 milhões de exames médicos por ano
Durante os sobrevoos da Juno, os cientistas conseguiram focar em tempestades individuais na Faixa Equatorial Norte, medindo relâmpagos que ocorriam, em média, três vezes por segundo.
A sonda registrou 613 pulsos de radiação de micro-ondas, variando de intensidade equivalente a um raio terrestre até 100 vezes mais.

Como a sonda Juno mediu os raios em Júpiter?
Apesar de não ter sido projetada especificamente para detectar raios, a Juno possui instrumentos que captam ondas de rádio e micro-ondas emitidas pelas tempestades.
Essa capacidade permitiu aos cientistas estimar a energia das descargas elétricas mesmo em uma atmosfera caótica, onde múltiplas tempestades acontecem simultaneamente.
Wong compara o desafio da medição à dificuldade de ouvir uma série de estalos sem saber sua origem: “A bagunça dos estalos não permite saber se o barulho corresponde a pipocas explodindo a poucos metros de distância ou fogos de artifício a quarteirão de quem ouve”.
Comparação com os raios da Terra
Os raios de Júpiter superam em muito a potência das descargas terrestres devido a vários fatores.
A atmosfera jupiteriana, dominada por hidrogênio, permite tempestades mais altas e volumosas, com ventos intensos e nuvens que se estendem por milhares de quilômetros.
Na Terra, a atmosfera rica em nitrogênio limita a extensão e energia dos relâmpagos.
“Será que a principal diferença está nas atmosferas de hidrogênio versus nitrogênio, ou nas tempestades mais altas que envolvem distâncias maiores?”, questiona Wong.
Esse contraste é essencial para compreender como fenômenos elétricos variam de planeta para planeta.

Implicações científicas e futuras pesquisas
Estudar os raios em Júpiter não apenas revela o poder das tempestades no gigante gasoso, mas também oferece insights sobre processos eletromagnéticos, formação de tempestades e química atmosférica em condições extremas.
Os resultados podem orientar futuras missões espaciais e ajudar a modelar descargas elétricas, ampliando a compreensão de fenômenos que também ocorrem na Terra.
Mesmo com décadas de exploração, Júpiter continua surpreendendo os cientistas, mostrando que seu clima extremo e relâmpagos gigantes ainda guardam segredos que desafiam nosso conhecimento da física planetária.
Estudo revela que os raios em Júpiter têm energia 100 vezes maior que na Terra, com tempestades gigantes e descargas elétricas intensas captadas pela mishttps://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/noticia/2026/04/raios-em-jupiter-sao-100-vezes-mais-fortes-do-que-na-terra-diz-estudo.ghtmlsão Juno.
Com infomações da Revista Galileu

Parem de mentir nen uma imagem decente