Estudo revela que os raios em Júpiter têm energia 100 vezes maior que na Terra, com tempestades gigantes e descargas elétricas intensas captadas pela missão Juno.
A atmosfera de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, abriga raios que liberam energia 100 vezes superior à dos relâmpagos da Terra. O fenômeno foi detalhado em um estudo publicado em março na revista AGU Advances, utilizando dados da missão Juno, da NASA, que sobrevoou tempestades isoladas do gigante gasoso entre 2021 e 2022.
O trabalho científico busca entender como essas descargas se formam, sua intensidade e como se diferenciam das tempestades terrestres.
Tempestades gigantes e descargas elétricas extremas
Em Júpiter, as tempestades podem durar anos e cobrir regiões vastas do planeta, incluindo áreas instáveis como a Grande Mancha Vermelha.
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Durante os sobrevoos da Juno, os cientistas conseguiram focar em tempestades individuais na Faixa Equatorial Norte, medindo relâmpagos que ocorriam, em média, três vezes por segundo.
A sonda registrou 613 pulsos de radiação de micro-ondas, variando de intensidade equivalente a um raio terrestre até 100 vezes mais.

Como a sonda Juno mediu os raios em Júpiter?
Apesar de não ter sido projetada especificamente para detectar raios, a Juno possui instrumentos que captam ondas de rádio e micro-ondas emitidas pelas tempestades.
Essa capacidade permitiu aos cientistas estimar a energia das descargas elétricas mesmo em uma atmosfera caótica, onde múltiplas tempestades acontecem simultaneamente.
Wong compara o desafio da medição à dificuldade de ouvir uma série de estalos sem saber sua origem: “A bagunça dos estalos não permite saber se o barulho corresponde a pipocas explodindo a poucos metros de distância ou fogos de artifício a quarteirão de quem ouve”.
Comparação com os raios da Terra
Os raios de Júpiter superam em muito a potência das descargas terrestres devido a vários fatores.
A atmosfera jupiteriana, dominada por hidrogênio, permite tempestades mais altas e volumosas, com ventos intensos e nuvens que se estendem por milhares de quilômetros.
Na Terra, a atmosfera rica em nitrogênio limita a extensão e energia dos relâmpagos.
“Será que a principal diferença está nas atmosferas de hidrogênio versus nitrogênio, ou nas tempestades mais altas que envolvem distâncias maiores?”, questiona Wong.
Esse contraste é essencial para compreender como fenômenos elétricos variam de planeta para planeta.

Implicações científicas e futuras pesquisas
Estudar os raios em Júpiter não apenas revela o poder das tempestades no gigante gasoso, mas também oferece insights sobre processos eletromagnéticos, formação de tempestades e química atmosférica em condições extremas.
Os resultados podem orientar futuras missões espaciais e ajudar a modelar descargas elétricas, ampliando a compreensão de fenômenos que também ocorrem na Terra.
Mesmo com décadas de exploração, Júpiter continua surpreendendo os cientistas, mostrando que seu clima extremo e relâmpagos gigantes ainda guardam segredos que desafiam nosso conhecimento da física planetária.
Estudo revela que os raios em Júpiter têm energia 100 vezes maior que na Terra, com tempestades gigantes e descargas elétricas intensas captadas pela mishttps://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/noticia/2026/04/raios-em-jupiter-sao-100-vezes-mais-fortes-do-que-na-terra-diz-estudo.ghtmlsão Juno.
Com infomações da Revista Galileu

Parem de mentir nen uma imagem decente