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Inconformada com prédios antigos vazios em pleno centro de São Paulo, prefeitura aprovou transformar um edifício histórico da Praça da República em 80 moradias populares para famílias de até 3 salários, com retrofit de 5 mil m², acessibilidade e estrutura residencial onde antes funcionou um fórum federal

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 04/07/2026 às 18:42 Atualizado em 04/07/2026 às 18:59
Prédio histórico da Praça da República será transformado em 80 moradias populares com retrofit e acessibilidade no centro de São Paulo.
Prédio histórico da Praça da República será transformado em 80 moradias populares com retrofit e acessibilidade no centro de São Paulo.
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Prédio histórico no centro de São Paulo ganhará nova função com moradias populares, retrofit e preservação urbana em área cercada por transporte, serviços e equipamentos públicos, dentro de uma política municipal voltada à recuperação de imóveis antigos e subutilizados.

Um prédio histórico da Praça da República, no centro de São Paulo, foi aprovado para ser transformado em 80 moradias populares voltadas a famílias com renda de até três salários mínimos, dentro de um projeto municipal de requalificação urbana.

Com a adaptação, o edifício antigo passará a ter uso residencial, mantendo sua estrutura principal e recebendo melhorias de segurança, acessibilidade e conforto, conforme as diretrizes do Programa Requalifica Centro.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, esse é o primeiro empreendimento aprovado no Requalifica Centro com unidades de Habitação de Interesse Social 1, categoria destinada à faixa de menor renda.

A proposta reúne retrofit, preservação urbana e criação de moradias em uma região que já concentra transporte público, serviços, comércio e equipamentos urbanos consolidados, o que amplia o alcance social da intervenção.

Ligado à história institucional da cidade, o imóvel chama atenção pela mudança de função em uma das áreas mais conhecidas do centro paulistano.

Inaugurado em 1939, o edifício da Praça da República passou, décadas depois, a abrigar o Fórum Pedro Lessa, considerado o primeiro fórum da Justiça Federal em São Paulo.

Essa função foi exercida até 1982, quando a estrutura da Justiça Federal foi transferida para a Avenida Paulista, deixando o prédio associado a uma etapa importante da vida administrativa da capital.

Prédio histórico da Praça da República será transformado em 80 moradias populares com retrofit e acessibilidade no centro de São Paulo.
Prédio histórico da Praça da República será transformado em 80 moradias populares com retrofit e acessibilidade no centro de São Paulo.

Em vez de permanecer vinculado apenas ao passado institucional do centro, o imóvel será adaptado para receber famílias de baixa renda em unidades residenciais, dentro de uma política voltada à ocupação de edifícios antigos.

A reforma prevista alcança cerca de 5 mil metros quadrados, segundo a Prefeitura, e busca adequar a construção às exigências atuais de moradia, circulação, segurança e acessibilidade.

Divulgado oficialmente em 25 de março de 2026, o projeto integra uma política municipal voltada à recuperação de edifícios antigos no centro de São Paulo, com foco em imóveis subutilizados ou sem a função original.

Pela lógica do Requalifica Centro, construções localizadas em áreas com infraestrutura urbana podem ganhar novos usos, reduzindo a vacância e estimulando maior ocupação residencial em regiões bem servidas por equipamentos públicos.

Moradia no centro de São Paulo fica próxima a transporte e serviços

A escolha da Praça da República reforça o peso simbólico do projeto, já que a região está inserida em uma área central marcada por circulação intensa, oferta de serviços e presença de equipamentos urbanos.

Nas proximidades, há estações de transporte público, corredores comerciais, escolas, órgãos públicos e espaços culturais, elementos que tornam a localização estratégica para famílias que dependem da estrutura existente na cidade.

Para moradores de menor renda, viver em uma área com essa infraestrutura pode reduzir deslocamentos diários e aproximar a rotina de oportunidades de trabalho, atendimento público e serviços essenciais.

Durante a requalificação, a Prefeitura informa que a estrutura principal do edifício será preservada, enquanto o espaço interno passará por adaptações para receber uso residencial de forma segura e acessível.

Conhecida como retrofit, essa intervenção moderniza prédios existentes sem demolir completamente a construção original, permitindo que imóveis antigos sejam atualizados para novas funções urbanas.

Além das 80 moradias previstas no prédio da Praça da República, São Paulo possui 49 edifícios em processo de requalificação urbana, segundo dados divulgados pela gestão municipal.

Dentro desse conjunto, 30 projetos foram aprovados no Requalifica Centro e 31 empreendimentos estão credenciados na Subvenção Econômica, sendo que 12 participam simultaneamente dos dois programas.

Requalifica Centro reúne projetos para recuperar edifícios antigos

Prédio histórico da Praça da República será transformado em 80 moradias populares com retrofit e acessibilidade no centro de São Paulo.
Prédio histórico da Praça da República será transformado em 80 moradias populares com retrofit e acessibilidade no centro de São Paulo.

Os números informados pela Prefeitura indicam que esses projetos somam mais de 5 mil novas moradias em edificações requalificadas, com parte crescente destinada a famílias de menor renda.

Entre os empreendimentos vinculados à recuperação de imóveis urbanos, a administração municipal também informou que 13 já tiveram obras concluídas, ampliando a presença residencial em prédios antes associados a outros usos.

No caso da Praça da República, três elementos tornam o projeto especialmente relevante: a localização central, o valor histórico da construção e a destinação habitacional voltada a famílias de baixa renda.

Ao aproveitar uma estrutura já inserida na malha urbana, a política busca criar moradia onde ruas, transporte, serviços públicos e equipamentos da cidade já estão disponíveis para uso cotidiano.

Essa estratégia também dialoga com mudanças vividas pelo centro de São Paulo nas últimas décadas, quando parte das atividades corporativas e institucionais migrou para outros eixos da capital.

Com a perda de função de alguns edifícios comerciais e administrativos mais antigos, políticas de reocupação residencial passaram a ganhar espaço como alternativa para recuperar imóveis bem localizados.

Habitação de interesse social ocupa imóvel ligado à Justiça Federal

No antigo prédio ligado à Justiça Federal paulista, a requalificação propõe uma nova função para uma construção que acompanhou fases importantes da urbanização e da organização administrativa da capital.

O imóvel surgiu durante a consolidação do chamado centro novo de São Paulo como polo institucional e agora passa a integrar uma estratégia de moradia popular em área central.

Para a gestão municipal, a criação de unidades HIS-1 no centro amplia a diversidade social da região e favorece o acesso à moradia bem localizada para famílias de menor poder aquisitivo.

Essa classificação habitacional diferencia o projeto de empreendimentos residenciais voltados a faixas de renda mais altas, comuns em áreas centrais revalorizadas por novas intervenções urbanas.

A adaptação de prédios existentes também reduz a necessidade de abrir novas frentes urbanas em áreas afastadas, aproveitando construções já conectadas à rede de serviços da cidade.

Embora cada edifício exija avaliação técnica própria, o modelo permite recuperar imóveis antigos e direcioná-los a usos compatíveis com as demandas atuais de habitação e ocupação urbana.

No centro de São Paulo, onde convivem prédios históricos, comércio popular, escritórios, serviços públicos e imóveis ociosos, a transformação de edifícios antigos em moradia popular ganha apelo social e urbanístico.

Mais do que reformar uma construção, a proposta altera a forma como um espaço histórico pode voltar a participar da vida cotidiana de famílias que precisam morar perto de tudo.

A aprovação das 80 moradias populares na Praça da República coloca em evidência uma pergunta que acompanha o futuro das grandes capitais brasileiras: prédios antigos e bem localizados devem continuar vazios ou podem virar casa para quem mais precisa morar perto de tudo?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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