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China controla mais de 90% do refino de terras raras e acende alerta no mundo: Canadá e Japão se unem em plano bilionário para reduzir dependência e proteger baterias, semicondutores e defesa

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 04/07/2026 às 18:57
Descubra como as terras raras estão moldando acordos comerciais entre Canadá e Japão para segurança de suprimentos.
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Com a China dominando grande parte da mineração e do refino de terras raras, Canadá e Japão discutem estoques conjuntos, mineração, grafite, gálio e contratos de compra futura para reduzir riscos em cadeias que abastecem baterias, semicondutores, defesa, veículos elétricos e energia renovável.

As terras raras entraram no centro de uma nova articulação entre Canadá e Japão. Os dois países discutem estocagem conjunta de minerais críticos, projetos de mineração, compra futura, parcerias para diminuir a dependência da China.

A movimentação ocorreu em missão comercial em Tóquio, considerada a maior já realizada pelo Canadá na Ásia-Pacífico. O encontro reuniu 300 participantes e quase 180 empresas e organizações.

Na agenda, companhias canadenses e japonesas assinaram CA$ 1 bilhão em acordos comerciais. Também foram anunciados planos para avaliar estoques estratégicos de minerais críticos, como grafite e gálio.

Estoques conjuntos entram na pauta

O ministro canadense do Comércio Internacional, Maninder Sidhu, confirmou que Canadá e Japão analisam reservas conjuntas. A ideia é aumentar a segurança de abastecimento diante de interrupções ou escassez.

A preocupação é direta: os dois países dependem de cadeias dominadas pela China. No caso japonês, 80% dos minerais de terras raras vêm do mercado chinês.

A China concentra cerca de 60% da mineração global de terras raras e mais de 90% do refino. Também domina grafite, gálio e materiais em grau de bateria.

Esses insumos são usados em bicos de foguetes, cones frontais de mísseis e semicondutores de banda larga. Também afetam veículos elétricos, energia renovável e sistemas de defesa.

Restrições chinesas aceleram reação

Desde 2023, Pequim passou a restringir o fluxo de gálio e germânio. As medidas foram endurecidas em 2025, ampliando a pressão sobre países dependentes.

Em 4 de abril de 2025, a China impôs controles de exportação sobre sete terras raras pesadas, compostos, metais e ímãs relacionados. Em 9 de outubro de 2025, outra onda adicionou cinco elementos, produtos, equipamentos, tecnologias e especialistas.

Em fevereiro, Pequim proibiu exportações de itens de uso dual para 20 empresas japonesas. O movimento ampliou a urgência de Tóquio em buscar fornecedores alternativos.

Mineração e contratos de compra

Canadá e Japão discutem projetos conjuntos de mineração e contratos de offtake, modelo em que um comprador garante parte da produção futura. Esse acordo dá previsibilidade a projetos minerais.

A Mitsubishi, investidora no LNG Canada, participou da missão e demonstrou interesse em desenvolver minerais críticos canadenses. O Canadá já possui acordo com a Panasonic voltado ao grafite em grau de bateria.

O movimento se conecta a uma articulação maior entre economias industrializadas. Líderes do G7 discutiram a dependência de terras raras e assinaram compromisso para manter a exposição a países fora do grupo abaixo de 60% até 2030.

Por que isso importa

Minerais críticos e terras raras aparecem em etapas essenciais da indústria moderna, da eletrônica avançada à defesa e à transição energética.

Quando a produção, o refino ou a exportação ficam concentrados em poucos fornecedores, qualquer restrição pode afetar preços, prazos e disponibilidade de componentes. Por isso, países buscam estoques estratégicos, contratos de compra futura e novos projetos de mineração.

Essas medidas não eliminam a dependência de imediato, mas criam alternativas para cadeias produtivas que precisam de abastecimento contínuo, especialmente em setores sensíveis como baterias, semicondutores, veículos elétricos e sistemas militares.

Com informações de interestingengineering.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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