Registro de agrotóxicos avança com liberação de 122 produtos pelo Ministério da Agricultura. Veja os impactos no campo.
O Ministério da Agricultura aprovou, nesta segunda-feira (29), o registro de agrotóxicos que libera 122 novos produtos de uso final nas lavouras, além de 40 produtos técnicos e pré-misturas, ampliando o portfólio de defensivos disponíveis para a agricultura brasileira.
O governo oficializou a medida por meio de atos publicados no Diário Oficial da União, com o objetivo de ampliar a oferta de insumos agrícolas e reforçar a competitividade do setor produtivo no país
A Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária divulgou a autorização e incluiu substâncias amplamente utilizadas no campo, como o glifosato, além de outras moléculas essenciais para o controle de pragas, ervas daninhas e doenças agrícolas
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Segundo os atos publicados, a liberação segue os critérios técnicos e regulatórios vigentes no Brasil.
Registro de agrotóxicos amplia opções para produtores rurais
Do total de agrotóxicos liberados, nove produtos possuem glifosato em sua composição, uma das substâncias mais utilizadas no manejo agrícola no país.
Além disso, seis registros envolvem o componente químico 2,4-D, outros seis incluem dicamba e quatro utilizam glufosinato, todas moléculas amplamente empregadas na agricultura brasileira.
Esses produtos se enquadram como defensivos de uso final, ou seja, já chegam prontos para aplicação direta nas lavouras.
Assim, os agricultores passam a contar com mais alternativas comerciais para o manejo de culturas estratégicas, como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.
Enquanto isso, especialistas do setor avaliam que a ampliação do registro de agrotóxicos pode aumentar a concorrência entre fabricantes
o que tende a impactar positivamente os preços e a disponibilidade desses insumos no mercado.
Glifosato segue como uma das moléculas mais presentes
Entre as substâncias autorizadas, o glifosato continua ocupando posição de destaque.
Produtores utilizam amplamente o composto para controlar plantas daninhas e o consideram fundamental para o modelo produtivo atual da agricultura brasileira, especialmente no sistema de plantio direto
Por outro lado, o uso do glifosato segue no centro de debates técnicos, ambientais e regulatórios.
Apesar disso, o Ministério da Agricultura reforça que equipes técnicas avaliam rigorosamente todos os produtos, com base em critérios agronômicos, toxicológicos e ambientais, antes de liberá-los para comercialização.
Produtos técnicos abrem caminho para novos defensivos
Além dos produtos de uso final, o governo também aprovou o registro de 40 produtos técnicos e pré-misturas.
Esses insumos não são aplicados diretamente nas lavouras; as empresas os utilizam como base para formular e registrar novos agrotóxicos no futuro
Na prática, isso significa que empresas do setor passam a ter mais possibilidades para desenvolver e registrar novos defensivos agrícolas, ampliando o portfólio disponível no mercado nacional.
Portanto, a decisão tende a gerar impactos de médio e longo prazo na cadeia produtiva.
Impactos na agricultura brasileira e no setor produtivo
A ampliação do registro de agrotóxicos ocorre em um momento estratégico para a agricultura brasileira, que enfrenta desafios relacionados à produtividade, custos de produção e competitividade internacional.
Com mais opções disponíveis, produtores podem ajustar melhor o manejo agrícola às características de cada região e cultura.
Além disso, o Ministério da Agricultura argumenta que a diversificação de produtos contribui para evitar a resistência de pragas e plantas daninhas
Um problema recorrente quando há dependência excessiva de poucas moléculas.
Fiscalização e critérios seguem mantidos, diz ministério
Apesar da ampliação nos registros, o governo afirma que os critérios de fiscalização e controle permanecem inalterados.
Segundo o ministério, apenas produtos que atendem às exigências legais e técnicas conseguem aprovação.
Assim, o registro de agrotóxicos continua condicionado a análises detalhadas, garantindo que os defensivos autorizados estejam alinhados às normas brasileiras de segurança e uso agrícola.
Com isso, a nova rodada de registros reforça o papel do Ministério da Agricultura na regulação do setor e evidencia a importância estratégica dos agrotóxicos, do glifosato e de outras moléculas para o desempenho da agricultura brasileira
Especialmente em um cenário de alta demanda global por alimentos e commodities agrícolas.
