Especialistas alertam: onda de calor e calor extremo ampliam riscos à saúde e exigem cuidados para evitar hipertermia.
A onda de calor que atinge diversas regiões do país e do mundo tem colocado autoridades de saúde em alerta devido ao aumento dos riscos à saúde associados ao calor extremo.
O fenômeno ocorre principalmente durante os meses mais quentes do ano, afeta pessoas de todas as idades e pode levar a quadros graves, como desidratação, hipertermia e, em situações extremas, à morte.
Médicos reforçam que o impacto do calor no organismo depende de fatores individuais, ambientais e comportamentais.
-
Brasileiro promete aos filhos salvar rio, cria ecobarreira nos fundos de casa, já tirou mais de 40 toneladas de lixo da água e ainda inspira a ideia em outros estados do país
-
Como empresa brasileira criou sistema que transforma pallets quebrados de qualquer marca em novos ativos, recicla 80 toneladas de plástico por mês e encontrou uma solução lucrativa para um problema que desafia indústrias em todo o país
-
Rã-touro invasora capaz de devorar outros anfíbios e colocar até 20 mil ovos é encontrada em Florianópolis e acende alerta sobre ameaça à fauna nativa
-
Corrente no Atlântico perde força em silêncio nas profundezas do oceano e preocupa cientistas pelo risco de alterar o clima global sem que quase ninguém consiga enxergar o perigo
De acordo com a cardiologista Cristiane Zambolim, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a elevação intensa da temperatura compromete o equilíbrio do corpo humano, especialmente quando não há hidratação adequada ou quando o organismo é submetido a esforço excessivo.
Calor extremo provoca sintomas que não devem ser ignorados
Durante períodos de calor extremo, o corpo passa a apresentar sinais claros de sobrecarga térmica.
Entre os principais sintomas associados à onda de calor estão o aumento da frequência cardíaca, indisposição, sensação de moleza, boca seca e sonolência.
Além disso, a queda da pressão arterial pode causar tonturas e desmaios, elevando o risco de acidentes.
Em situações mais graves, a falta de controle da temperatura corporal pode desencadear crises convulsivas e perda de consciência, configurando um quadro médico de emergência.
Portanto, reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para reduzir os riscos à saúde durante períodos prolongados de altas temperaturas.
Quando o calor pode se tornar fatal
Estudos científicos recentes mostram que a onda de calor já provoca impactos diretos na mortalidade global.
Um relatório publicado em outubro na revista científica The Lancet apontou que, em 2023, as mortes relacionadas ao calor extremo entre pessoas com mais de 65 anos aumentaram 167% em comparação com 1990.
Por outro lado, uma pesquisa divulgada em dezembro pela revista Science Advances revelou um dado preocupante: no México, 75% das mortes associadas ao calor ocorreram entre pessoas com menos de 35 anos, especialmente na faixa entre 18 e 35 anos.
Esses números mostram que os riscos à saúde não estão restritos apenas aos idosos, exigindo atenção de toda a população.
Hipertermia: o limite perigoso da temperatura corporal
Segundo Cristiane Zambolim, o calor pode levar ao óbito dependendo das condições individuais.
“Os extremos de idade são mais suscetíveis [aos riscos do calor]. Então, quando a temperatura corporal atinge 40 ºC, pode matar”, afirma.
Esse aumento anormal da temperatura do corpo recebe o nome de hipertermia.
A condição ocorre quando o organismo perde a capacidade de dissipar o calor de forma eficiente, comprometendo funções vitais.
A hipertermia está diretamente associada à combinação de altas temperaturas e elevada umidade do ar, cenário comum durante ondas de calor intensas.
Umidade e esforço físico ampliam os riscos
De acordo com a especialista, ambientes quentes e úmidos dificultam a troca de calor entre o corpo e o meio externo.
“Quando a temperatura está quente e úmida, é mais difícil ocorrer a troca de calor entre o corpo e o meio ambiente. Então, a pessoa não consegue, por exemplo, ter o reflexo do suor, que faz com que o corpo resfrie a temperatura interna”, explica.
Além disso, atividades físicas intensas sob calor extremo, aliadas à desidratação, elevam significativamente os riscos à saúde.
Nessas situações, o organismo é exigido além de sua capacidade de manter a homeostase, ou seja, o equilíbrio térmico necessário para manter a temperatura interna em até 37,5 ºC.
Prevenção é essencial durante a onda de calor
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a prevenção é a principal estratégia para enfrentar os efeitos da onda de calor.
A hidratação constante, a redução de atividades físicas nos horários mais quentes e a busca por ambientes ventilados ou climatizados são medidas fundamentais.
Enquanto isso, grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, devem receber atenção especial.
Assim, a adoção de cuidados simples pode fazer a diferença e evitar complicações graves associadas ao calor extremo, à desidratação e à hipertermia.

-
1 pessoa reagiu a isso.