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Mineração clandestina de criptomoedas gerava prejuízo de R$ 100 mil por mês com furto de energia

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 11/01/2026 às 19:50
Polícia Civil desarticula esquema de mineração clandestina de criptomoedas com furto de energia elétrica e prejuízo de R$ 100 mil mensais.
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Polícia Civil desarticula esquema de mineração clandestina de criptomoedas com furto de energia elétrica e prejuízo de R$ 100 mil mensais.

Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, nesta semana, um esquema de mineração clandestina de criptomoedas que operava com furto de energia elétrica em imóveis urbanos e rurais da região de São Sebastião.

A ação, conduzida pela 30ª Delegacia de Polícia, revelou que cada unidade clandestina causava um prejuízo mensal estimado em R$ 100 mil aos cofres públicos, alimentando ilegalmente equipamentos de alto consumo energético.

O esquema foi descoberto após denúncias anônimas e investigado ao longo de 45 dias, culminando em duas operações consecutivas. 

Logo no início da apuração, os investigadores identificaram indícios claros de um padrão típico de organização criminosa, com estrutura técnica sofisticada, uso de imóveis estratégicos e desvio sistemático de recursos essenciais para sustentar a atividade ilegal de mineração de criptomoedas

Como funcionava a mineração clandestina de criptomoedas 

mineração clandestina consiste no uso de computadores especializados para validar transações digitais e gerar criptomoedas, como o bitcoin, sem arcar com os altos custos de energia elétrica.

Para isso, os suspeitos recorriam ao furto de energia elétrica, além do roubo de cabos de internet e telefonia, garantindo operação contínua e invisível aos sistemas de cobrança. 

Segundo a Polícia Civil, as estruturas estavam montadas de forma a dificultar a identificação do consumo real.

Enquanto isso, os equipamentos operavam 24 horas por dia, gerando alto lucro ilícito e ampliando os prejuízos financeiros e técnicos à rede elétrica. 

Operação da Polícia Civil revelou imóveis urbanos e rurais 

A ofensiva policial ocorreu em dois dias consecutivos. Na quarta-feira (7/1), os agentes localizaram o primeiro imóvel utilizado como usina clandestina de mineração de criptomoedas.

Ambos os espaços estavam adaptados para suportar dezenas de equipamentos ligados simultaneamente, o que elevava drasticamente o consumo de energia desviada de forma ilegal. 

Equipamentos apreendidos e prejuízo milionário 

Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu 47 equipamentos de mineração em apenas uma das unidades.  

O delegado responsável pelo caso, Ronney Augusto Matsui, destacou a dimensão do esquema. 

“Eles (os criminosos) movimentavam, em cada uma, R$ 100 mil em desvio de furto de energia por mês. Os equipamentos apreendidos são avaliados em R$ 5 mil cada”. 

O valor reforça o impacto financeiro direto causado pelo furto de energia elétrica, além dos riscos à segurança da rede e da população local. 

Suspeito identificado e investigação avança sobre organização criminosa 

As investigações permitiram identificar o principal suspeito de integrar a quadrilha: Roberio de Oliveira Rocha.

A partir dessa identificação, a Polícia Civil ampliou o foco do inquérito para apurar possíveis ramificações do grupo. 

Além disso, os investigadores analisam indícios de organização criminosa estruturada e eventual prática de lavagem de dinheiro, ligada tanto à destinação dos lucros obtidos com a mineração clandestina quanto à comercialização das criptomoedas geradas ilegalmente. 

Polícia Civil pede apoio da população 

Por outro lado, a 30ª Delegacia de Polícia reforça que o trabalho ainda não foi concluído.

Novas diligências estão em andamento para identificar outros envolvidos e mapear possíveis novas estruturas clandestinas na região. 

Impactos do furto de energia vão além do prejuízo financeiro 

Assim, além do dano econômico, o furto de energia elétrica utilizado na mineração clandestina pode provocar sobrecarga na rede.

Por isso, as autoridades alertam que esse tipo de crime afeta diretamente a segurança coletiva e a qualidade dos serviços essenciais. 

Enquanto isso, operações como essa reforçam a atuação da Polícia Civil no combate a crimes tecnológicos e financeiros. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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