Polícia Civil desarticula esquema de mineração clandestina de criptomoedas com furto de energia elétrica e prejuízo de R$ 100 mil mensais.
A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, nesta semana, um esquema de mineração clandestina de criptomoedas que operava com furto de energia elétrica em imóveis urbanos e rurais da região de São Sebastião.
A ação, conduzida pela 30ª Delegacia de Polícia, revelou que cada unidade clandestina causava um prejuízo mensal estimado em R$ 100 mil aos cofres públicos, alimentando ilegalmente equipamentos de alto consumo energético.
O esquema foi descoberto após denúncias anônimas e investigado ao longo de 45 dias, culminando em duas operações consecutivas.
-
Idosos que possuem mais de 60 anos podem viajar de graça pelo Brasil em viagens interestaduais: Estatuto da Pessoa Idosa garante 2 vagas gratuitas por ônibus e desconto de 50% quando elas se esgotam para quem recebe até 2 salários mínimos
-
Detran RJ passa a exigir exame toxicológico para quem for tirar primeira habilitação na categoria de carros e motos a partir de 29 de junho; veja quem será afetado
-
Flórida leva TikTok à Justiça e acusa a gigante chinesa ByteDance de ignorar lei que barra menores de 14 anos, enquanto pais e autoridades cobram mais proteção para crianças nas redes sociais
-
Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos; e agora?
Logo no início da apuração, os investigadores identificaram indícios claros de um padrão típico de organização criminosa, com estrutura técnica sofisticada, uso de imóveis estratégicos e desvio sistemático de recursos essenciais para sustentar a atividade ilegal de mineração de criptomoedas.
Como funcionava a mineração clandestina de criptomoedas
A mineração clandestina consiste no uso de computadores especializados para validar transações digitais e gerar criptomoedas, como o bitcoin, sem arcar com os altos custos de energia elétrica.
Para isso, os suspeitos recorriam ao furto de energia elétrica, além do roubo de cabos de internet e telefonia, garantindo operação contínua e invisível aos sistemas de cobrança.
Segundo a Polícia Civil, as estruturas estavam montadas de forma a dificultar a identificação do consumo real.
Enquanto isso, os equipamentos operavam 24 horas por dia, gerando alto lucro ilícito e ampliando os prejuízos financeiros e técnicos à rede elétrica.
Operação da Polícia Civil revelou imóveis urbanos e rurais
A ofensiva policial ocorreu em dois dias consecutivos. Na quarta-feira (7/1), os agentes localizaram o primeiro imóvel utilizado como usina clandestina de mineração de criptomoedas.
Ambos os espaços estavam adaptados para suportar dezenas de equipamentos ligados simultaneamente, o que elevava drasticamente o consumo de energia desviada de forma ilegal.
Equipamentos apreendidos e prejuízo milionário
Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu 47 equipamentos de mineração em apenas uma das unidades.
O delegado responsável pelo caso, Ronney Augusto Matsui, destacou a dimensão do esquema.
“Eles (os criminosos) movimentavam, em cada uma, R$ 100 mil em desvio de furto de energia por mês. Os equipamentos apreendidos são avaliados em R$ 5 mil cada”.
O valor reforça o impacto financeiro direto causado pelo furto de energia elétrica, além dos riscos à segurança da rede e da população local.
Suspeito identificado e investigação avança sobre organização criminosa
As investigações permitiram identificar o principal suspeito de integrar a quadrilha: Roberio de Oliveira Rocha.
A partir dessa identificação, a Polícia Civil ampliou o foco do inquérito para apurar possíveis ramificações do grupo.
Além disso, os investigadores analisam indícios de organização criminosa estruturada e eventual prática de lavagem de dinheiro, ligada tanto à destinação dos lucros obtidos com a mineração clandestina quanto à comercialização das criptomoedas geradas ilegalmente.
Polícia Civil pede apoio da população
Por outro lado, a 30ª Delegacia de Polícia reforça que o trabalho ainda não foi concluído.
Novas diligências estão em andamento para identificar outros envolvidos e mapear possíveis novas estruturas clandestinas na região.
Impactos do furto de energia vão além do prejuízo financeiro
Assim, além do dano econômico, o furto de energia elétrica utilizado na mineração clandestina pode provocar sobrecarga na rede.
Por isso, as autoridades alertam que esse tipo de crime afeta diretamente a segurança coletiva e a qualidade dos serviços essenciais.
Enquanto isso, operações como essa reforçam a atuação da Polícia Civil no combate a crimes tecnológicos e financeiros.
