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Matemático que diz ter acertado os três últimos campeões aponta o vencedor da Copa do Mundo de 2026 e o nome que saiu do modelo pegou muita gente de surpresa

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 11/06/2026 às 21:45
Atualizado em 11/06/2026 às 21:47
Matemático que diz ter acertado os três últimos campeões aponta a Holanda como vencedora da Copa do Mundo de 2026, mas a Opta vê a Espanha na frente.
Matemático que diz ter acertado os três últimos campeões aponta a Holanda como vencedora da Copa do Mundo de 2026, mas a Opta vê a Espanha na frente.
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Joachim Klement rodou de novo o modelo estatístico que o ficou famoso e cravou a Holanda no topo. A escolha chama atenção porque a seleção nem sequer aparece entre as favoritas de outras projeções, o que serve de lembrete: estatística aponta tendência, não garante resultado em campo.

O economista alemão Joachim Klement voltou a mexer com o mundo do futebol ao soltar sua aposta para a Copa do Mundo de 2026. Ele ficou conhecido por uma façanha que poucos analistas conseguem exibir: segundo a publicação que divulgou o caso, teria apontado certo os campeões das três últimas edições, a Alemanha em 2014, a França em 2018 e a Argentina em 2022. Foi esse retrospecto que fez a nova previsão correr o mundo em questão de dias.

Desta vez, o nome que saiu da conta surpreendeu até quem acompanha o assunto de perto. Em vez de uma das potências de sempre, o modelo de Klement colocou a Holanda no alto da lista para a Copa do Mundo de 2026. A projeção mistura ranking da FIFA, indicadores econômicos, população e uma série de outros números, e o resultado virou assunto entre torcedores e comentaristas justamente por fugir do óbvio. Convém lembrar, desde já, que se trata de uma simulação, não de uma certeza.

A Holanda no topo e um caminho nada fácil

Matemático que diz ter acertado os três últimos campeões aponta a Holanda como vencedora da Copa do Mundo de 2026, mas a Opta vê a Espanha na frente.
Pelo que o modelo desenhou, os holandeses chegariam à taça pela porta mais difícil. 

A simulação traçou um trajeto de respeito até o título: nas quartas de final, a Holanda passaria pela França.

Na semifinal, deixaria a Espanha pelo caminho. E, na decisão, bateria Portugal para levantar o troféu.

Não é exatamente um passeio.

O próprio autor admitiu ter estranhado o que viu. 

Klement contou que poucos dos cenários testados mostravam uma caminhada tão dura quanto a da Holanda rumo ao título.

Mesmo assim, quando os números foram somados, foi a seleção laranja que terminou na ponta das probabilidades.

O detalhe alimentou ainda mais a discussão, porque colocou a Holanda em evidência num posto que outras análises reservam a nomes diferentes.

O supercomputador da Opta discorda

E aqui a história ganha um contraponto que vale ouro: nem todo mundo enxerga a mesma coisa. 

O supercomputador da Opta, empresa especializada em estatística esportiva, montou um cenário bem diferente para a Copa do Mundo de 2026.

Na conta deles, quem larga na frente é a Espanha, com 15,8 por cento de chance de ficar com a taça.

A Holanda, a tal favorita de Klement, aparece lá embaixo nessa lista, com apenas 3,8 por cento.

O que a Opta mostra é um pelotão apertado na briga pelo título. 

Logo atrás da Espanha vêm França, Inglaterra, Argentina, Portugal, Brasil, Alemanha e a própria Holanda, com percentuais que caem de forma gradual e sem nenhum favoritismo esmagador.

Em outras palavras, dois modelos sérios olharam para o mesmo torneio e chegaram a respostas que mal se encontram, o que diz bastante sobre o tamanho da incerteza.

Chances de título segundo a Opta

  • Espanha: 15,8%
  • França: 12,7%
  • Inglaterra: 10,9%
  • Argentina: 10,5%
  • Portugal: 6,9%
  • Brasil: 6,5%
  • Alemanha: 5,6%
  • Holanda: 3,8%

O retrospecto impressiona, mas pede um pé atrás

Acertar três campeões seguidos é o tipo de currículo que rende manchete, e não é à toa que a previsão de Klement viralizou. 

O histórico, contado pela publicação, dá ao estudo uma aura de quase infalível aos olhos de muito torcedor.

A credibilidade que ele ganhou nasce daí, desse retrospecto que parece bom demais para ser só estatística.

Só que vale segurar a empolgação antes de tratar a Holanda como campeã antecipada. 

Modelos como esse trabalham com probabilidade, e três acertos em sequência convivem com uma boa dose de sorte, ainda mais num esporte tão imprevisível.

A prova de que nada está decidido é o próprio choque com a Opta, que sequer vê os holandeses entre os principais candidatos.

Quando dois estudos respeitados discordam tanto, o recado é simples: ninguém tem a resposta guardada no bolso.

O Brasil e a caçada ao hexa num torneio diferente

Para o torcedor brasileiro, a pergunta de sempre continua de pé: vem hexa? 

A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, e traz uma mudança e tanto: pela primeira vez, serão 48 seleções em campo, com mais jogos e confrontos inéditos.

A Seleção, nesse cenário, tenta enfim encerrar o jejum que se arrasta desde o penta de 2002 e colocar a sexta estrela no peito.

Os números, porém, não chutam a bola por ninguém. 

Na lista da Opta, o Brasil aparece com 6,5 por cento de chance, num grupo embolado de candidatos, e nenhuma planilha substitui o que acontece dentro das quatro linhas.

Vale o que sempre valeu: previsão ajuda a entender quem chega mais forte, mas é o jogo que decide.

E, com um formato ampliado e mais zebras à espreita, 2026 promete ser uma das edições mais imprevisíveis da história recente.

No fim das contas, a previsão de Klement vale pelo debate que provoca, não por um veredito que ela não pode dar. 

A Holanda no topo de um modelo e fora do pódio de outro resume bem o espírito da coisa: a Copa do Mundo de 2026 chega cercada de palpite, planilha e opinião, mas sem favorito unânime.

É disso que o futebol vive, afinal, da dúvida que só a bola rolando resolve.

E você, acredita na conta que coloca a Holanda como campeã ou aposta em outra seleção? Conte nos comentários quem você crava como vencedor da Copa do Mundo de 2026, se confia mais no modelo de Klement ou no supercomputador da Opta, e até onde imagina que o Brasil vai nesse Mundial. A discussão está aberta, com respeito a quem torce por cada seleção.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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