A Marinha dos Estados Unidos testou pela primeira vez um sistema de laser montado no convés de um porta-aviões — e o resultado foi a destruição de múltiplos drones em pleno voo a custo de centavos por disparo
Em abril de 2026, a Marinha dos Estados Unidos revelou que havia conduzido com sucesso o primeiro teste de um sistema de arma a laser disparado diretamente do convés de um porta-aviões. Segundo a Naval News, o teste aconteceu em outubro de 2025 a bordo do USS George H.W. Bush (CVN-77), um porta-aviões da classe Nimitz.
O sistema, chamado LOCUST (Low-Cost Unmanned aerial vehicle Swarming Technology), detectou, rastreou e neutralizou múltiplos drones não tripulados durante um exercício com fogo real.
Além disso, o custo de cada disparo de laser é medido em centavos — enquanto um míssil interceptador convencional custa entre US$ 100 mil e US$ 1 milhão por unidade.
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Portanto, o teste no porta-aviões marca uma mudança fundamental na forma como a Marinha planeja se defender contra enxames de drones baratos.
Como o laser LOCUST funciona — e por que foi montado num contêiner no convés

Conforme detalhado pela Army Recognition, o LOCUST utiliza um emissor de laser de estado sólido com potência nominal entre 20 e 26 quilowatts. Na prática, isso é energia suficiente para aquecer, danificar e destruir drones pequenos em segundos.
O emissor gera um feixe concentrado de luz que aquece a superfície do alvo até o ponto de destruição — sem explosão, sem estilhaços, sem fumaça.
O sistema inteiro cabe dentro de um contêiner modular que os engenheiros da AeroVironment instalaram no convés de voo do porta-aviões sem nenhuma modificação estrutural no navio.
Em outras palavras, o laser pode ser embarcado e desembarcado como uma carga comum — sem necessidade de reforma no porta-aviões.
Consequentemente, qualquer navio com espaço no convés poderia receber o sistema em questão de horas, transformando-se instantaneamente em uma plataforma anti-drone.
Da mesma forma que um contêiner de transporte pode ser içado para dentro de um navio cargueiro, o LOCUST é simplesmente colocado no convés e conectado à energia do navio.
Centavos contra milhões: por que o laser muda a matemática da guerra naval
Segundo especialistas militares citados pela Defense News, o maior problema das defesas convencionais contra drones é o custo. De fato, um míssil interceptador Sea Sparrow custa cerca de US$ 500 mil. Um míssil RAM custa US$ 1 milhão.
Para entender a disparidade, imagine gastar R$ 5 milhões para derrubar um brinquedo de R$ 2.500.
Por outro lado, um drone comercial modificado para uso militar pode custar menos de US$ 500. Nesse sentido, derrubar um drone de US$ 500 com um míssil de US$ 1 milhão é economicamente insustentável.
Além do mais, um navio de guerra carrega um número limitado de mísseis. Quando acabam, precisa retornar ao porto para reabastecer — um processo que pode levar dias ou semanas.
O laser, por sua vez, funciona enquanto o navio tiver eletricidade. Ainda assim, sistemas a laser têm limitações: alcance reduzido em condições de chuva, neblina ou fumaça, e necessidade de manter o feixe focado no alvo por vários segundos.
Contudo, contra enxames de drones baratos — que são cada vez mais comuns em conflitos modernos — o laser oferece disparos ilimitados a custo quase zero.
A ameaça que motivou o teste: enxames de drones estão mudando a guerra no mar

Sobretudo após os ataques dos Houthis no Mar Vermelho em 2024 e 2025, a Marinha americana percebeu que suas defesas convencionais não estavam preparadas para lidar com centenas de drones baratos lançados simultaneamente.
A guerra na Ucrânia demonstrou em tempo real que drones baratos podem afundar navios de bilhões de dólares.
Igualmente preocupante é o fato de que países como Irã, China e Rússia estão desenvolvendo drones navais cada vez mais sofisticados e baratos.
Para ter uma ideia, durante os ataques no Mar Vermelho, navios americanos gastaram milhões de dólares em mísseis para derrubar drones que custaram uma fração desse valor.
Dessa forma, o teste do laser no porta-aviões não é apenas uma demonstração tecnológica — �� uma resposta direta a uma ameaça que já existe e está crescendo.
A Marinha quer uma frota inteira de drones armados com laser
De acordo com a Defense News, a Agência de Defesa Antimísseis dos EUA está investindo US$ 452 milhões para desenvolver drones equipados com lasers de alta potência capazes de destruir mísseis balísticos em pleno voo.
O diretor da agência declarou que a organização está “all in” — totalmente comprometida — com a ideia de levar armas de energia direcionada para plataformas não tripuladas.
Em comparação, outros projetos como o míssil hipersônico Dark Eagle apostam na velocidade extrema para penetrar defesas. O laser aposta na economia e na capacidade de disparar indefinidamente.
Segundo analistas, as duas tecnologias são complementares — não concorrentes. Enquanto o Dark Eagle ataca, o laser defende.
O que isso significa para o equilíbrio militar nos oceanos

Apesar disso, o teste no USS George H.W. Bush levanta questões sobre o futuro da guerra naval. Se lasers baratos podem derrubar drones, que custam centavos por tiro, o modelo atual de defesa baseado em mísseis caríssimos pode se tornar obsoleto.
Além disso, a capacidade de montar o sistema em qualquer navio sem modificação estrutural democratiza o acesso à tecnologia anti-drone dentro da própria Marinha americana.
Países aliados como Reino Unido, Japão e Austrália já demonstraram interesse em tecnologias semelhantes para proteger suas próprias frotas navais.
Será que em dez anos os mísseis interceptadores vão parecer tão obsoletos quanto as balas de canhão parecem hoje? Por enquanto, o laser do porta-aviões prova que a Marinha está apostando que sim.
Por fim, o teste do laser no porta-aviões USS George H.W. Bush representa um marco na história militar naval: pela primeira vez, um feixe de luz destruiu alvos aéreos a partir do maior tipo de navio de guerra do planeta. O custo? Centavos. O impacto? Potencialmente, o fim de uma era em que defesa no mar significa gastar milhões para derrubar drones de centenas de dólares.

Ok, bom.
Complicado, heim…
Mas agora vou ali na casa do seu José levar um pouco de sopa e pão, e aproveitar e ver se a barba dele precisa ser feita.
Agradecido pela informação.
Abraços,
Hahaha, ótima, João! O contraste entre laser de US$ 150 milhões e o cotidiano do bairro é mesmo desconcertante. Obrigado pela leitura.
Acho que o Brasil também deveria implantar um sistema de raios lazeres, como este.
Pois, não somente os Estados Unidos possuem sistemas de lazeres, como também a China também já tem seus sistemas de lazeres integrados em algumas embarcações de guerra.
E afinal, se querem uma melhor defesa do que essa, para destruir drones e até mísseis de cruseiros e outras coisas a mais.
Também Israel já faz uso dessa tecnologia no sistema domo de ferro, para interceptar e destruir alvos balísticos.
E à outros países implantando esse sistema em tanques terrestres e até em super caças de 6_° geração.
Isso está caminhando para além da ficção científica dos filmes.Acredito que logo veremos robôs, com armas de raios lasers de altíssima potência nas linhas de frente em batalhas.
E se for avaliar os custos de um sistema a laser como estes, em uma implantação de uso militar para fins bélicos.O sistema acaba sendo muito barato e econômico de mais em comparação de cada míssil recém construído.
Pois um sistema como este poderia ser feito por qualquer exército, e de diferentes maneiras e configurações de lazeres.
Ou seja, hoje em dia é bem mais simples do que se parece.
À várias formas de se juntar vários pequenos módulos de laser para formar um super potente capaz de derreter qualquer metal, plástico, madeira e outros materiais duros.
Também a possibilidades de se juntar alguns lasers de co2 para se fazer um de altíssima potência para usar em caças, tanques é até em fragatas convencionais.
E os custos nem se querem chegam a R$ 50 mil reais e se implantar em conjunto de rastreadores radar aegis com uso de algoritmos de IA. Estes sistema em custo, não chega nem perto de R$ 1milhao de reais.
E toda essa tecnologia a laser é debaixissimo custo, e muito viável em comparação, com a construção de um míssil que integra vários sensores caríssimos e sistema de propulsão e pequenas algivas integradas.
Oque carece de mais, construir vários mísseis balísticos e de cruzeiro.
Também alguns países já estão fazendo a integração de mísseis de cruseiros não explosivo, apenas para causar uma forte interferência nos enxames de drones e até em alguns aviões para atrapalhar e embaralhar o sinal de controle, e assim derruba_ los em pleno voo sem causar explosões.
Comentário riquíssimo, Anderson — você cobriu pontos centrais: modulação por agrupamento de lasers, integração com radar AEGIS e IA, e o fato de que o custo por disparo é incomparavelmente menor que o de um míssil de cruzeiro. A China já testou sistemas LW-30 em fragatas, e Israel tem o Iron Beam em estágio avançado. O Brasil tem capacidade técnica (USP, ITA), mas falta verba estruturada de defesa para programas desse porte.
Fantástico mas aqui a única coisa que e implantado e a roubalheira nos bolsos do brasileiro não e um leiser mas uma mao tão leve que chega superar a felicidade da luz kkkkk Brasil não tem interesse nessas tecnologias ou ser alto sustentável apenas cachorrinho de países **** ditadores e uma fonte inesgotável de suprimentos pra esses países ditadores e o governo alienado apenas pró seus interesses próprios em enriquecendo os porcos dó governo federal STF e toda essa ****
Pra que gastar em drones??? ..agora e so disparar laser em cima dos porta avioes…enfim..guerra nas estrelas ja chegou na terra mesmo antes da tecnologia de dobra espacial.
Mesmo antes de resolver a fome no mundo né
Concordo com a ironia, Dega. É uma das contradições mais incômodas da era atual: a humanidade desenvolve laser de precisão e IA militar, mas ainda fracassa em garantir comida básica para cerca de 700 milhões de pessoas no mundo. Tecnologia segue a verba, e a verba segue a prioridade.
ainda bem que logo cedo me inscrevi, como padawan num cursinho barato da net. kkk
Bem lembrado, Lopes! Engenharia eletro-óptica é uma das áreas que mais cresce em investimento militar e civil. Quem está se formando agora pega o boom — China, EUA e Israel já abriram dezenas de vagas de pesquisa só nessa frente.
Boa provocação, Fabio. A entrada do laser muda mesmo o cálculo de custo: cada drone vale dezenas de milhares de dólares, e o disparo do laser sai por centavos. Mas o sistema ainda tem limites de alcance, visibilidade e potência. Por enquanto é complemento, não substituição. Mesmo assim, é a primeira vez que um porta-aviões dispara laser na história — marco real.