Instalada na Universidade de Zhejiang, em Hangzhou, a centrífuga CHIEF1900 gera até 1.900 G-tons e permite simular terremotos, tempestades, mudanças climáticas e pressões extremas em estruturas, materiais e organismos biológicos
A China apresentou a máquina de hipergravidade CHIEF1900, instalada no Centro de Experimentos Interdisciplinares e de Hipergravidade Centrífuga, sob a Universidade de Zhejiang, em Hangzhou. Com capacidade de gerar até 1.900 G-tons, a centrífuga permite simular condições extremas para estudar desastres naturais, mudanças climáticas, materiais e organismos biológicos. A instalação fica a 50 pés, ou 15 metros, de profundidade, para protegê-la de vibrações externas
Máquina de hipergravidade amplia testes em condições extremas
A CHIEF1900 opera por meio de braços maciços que giram em alta velocidade e geram força centrífuga. Esse movimento empurra objetos para fora e cria ambientes de hipergravidade, com níveis muito acima da gravidade normal da Terra.
Segundo Dan Wilson, diretor associado do Centro de Modelagem Geotécnica da Universidade da Califórnia, Davis, a centrífuga pode gerar níveis de gravidade centenas de vezes maiores que a gravidade terrestre.
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A máquina de hipergravidade permite reproduzir pressões associadas a planetas maiores, profundezas da Terra, fundo do oceano e espaço sideral. A diferença em relação a modelos anteriores está na escala, que viabiliza experimentos mais ambiciosos.

Máquina de hipergravidade pode acelerar estudos sobre desastres naturais
Um dos usos previstos para a CHIEF1900 está na simulação de terremotos, tempestades, fluxos de detritos, incêndios florestais e efeitos associados às mudanças climáticas. A ideia é submeter modelos reduzidos de estruturas e ambientes a forças extremas.
Pontes, barragens e outras infraestruturas podem ser testadas em cenários controlados. Isso ajuda pesquisadores a observar possíveis danos em condições que representam situações reais, mas sem depender da ocorrência desses eventos na natureza.
A centrífuga também permite comprimir o tempo de processos ambientais. Alterações que normalmente levariam anos para serem acompanhadas podem ser simuladas em períodos mais curtos, com controle das condições aplicadas no experimento.
“A expansão das capacidades também nos ajudará a construir resiliência social a processos afetados pelo clima, como fluxos de detritos e incêndios florestais, criando novas oportunidades em uma ampla gama de questões científicas”, afirmou Wilson.

CHIEF1900 também mira materiais, oceano profundo e espaço
A máquina de hipergravidade também será usada em pesquisas de engenharia de materiais. Ao submeter materiais a condições gravitacionais extremas, cientistas conseguem avaliar respostas de tensão, durabilidade e desempenho em ambientes hostis.
Esse tipo de teste pode ajudar no desenvolvimento de materiais para tecnologia aeroespacial, exploração em águas profundas, perfuração, mineração e construção de espaços subterrâneos profundos.
A CHIEF1900 pode simular pressões e gravidade encontradas no fundo do oceano ou nas profundezas da crosta terrestre.
Com isso, pesquisadores podem avaliar como ligas avançadas e outros materiais se comportam antes de serem aplicados em situações extremas.
Controle das forças é parte central da pesquisa
A Popular Mechanics explica que os braços da centrífuga giram em velocidades muito altas para criar as forças necessárias aos experimentos.
Essas forças podem ser controladas cuidadosamente para evitar danos provocados por ressonâncias indesejadas.
Essa precisão é importante porque a máquina será usada tanto para estruturas e materiais quanto para organismos biológicos.
A CHIEF1900 abre espaço para observar reações sob estresse intenso, em uma escala antes limitada por equipamentos menores.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Popular Mechanics e do material fornecido sobre a CHIEF1900, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


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