A Marinha do Brasil celebrou um grande feito na última sexta-feira (12), pois recebeu o segundo submarino da classe Scorpène, parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Iniciado em 2008 através de uma associação entre o Brasil e a França, o Prosub tem por fim não apenas aumentar a capacidade submarina, mas também desenvolver a cooperação de tecnologia entre os dois países.
Avanço Estratégico no Prosub
O Programa de Desenvolvimento é uma iniciativa ampla que contempla a construção de quatro submarinos convencionais da categoria Scorpène, da França. Além disso, está prevista a fabricação do primeiro de propulsão nuclear no Brasil, com conclusão estimada para 2029 e lançamento em 2033. Todas essas atividades estão sendo realizadas no Complexo Naval de Itaguaí, que fica no estado do Rio de Janeiro.
Submarinos como Pilar da Defesa Nacional
O Humaitá, enfim oficialmente incorporado à Marinha do Brasil, é o segundo dos quatro submarinos que o estaleiro francês DCNS adquiriu, sendo subvencionado pelo banco BNP Paribas. Esta entrega é crucial para fortalecer a capacidade de defesa submarina do país, proporcionando uma presença estratégica nas águas territoriais.
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O negócio com a nação francesa na criação desses submarinos tem o propósito de proteger a soberania nacional, e exercer uma ajuda importante na segurança marítima e na defesa das águas territoriais brasileiras. O Humaitá se junta ao Riachuelo, entregue em 2022, como um componente essencial nesse esforço conjunto.
Rumo ao Futuro: Marinha Visa Propulsão Nuclear
O ápice do Prosub será a conclusão do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, nomeado Álvaro Alberto em homenagem ao almirante brasileiro que deu o pontapé inicial no estudo nuclear. Esse avanço representa não apenas um salto nas capacidades da Marinha do Brasil, mas também consolida a posição do país no quadro internacional como operador de submarinos nucleares.
Os submarinos da classe Scorpène, fundamentais para operações subaquáticas, passaram por adaptações para melhorar o conforto da tripulação e ampliar a capacidade de alcance. Eles são, portanto, uma peça chave para a defesa nacional, reforçando a habilidade do Brasil em salvaguardar suas águas territoriais e interesses marítimos.
