Com capacidade nominal de aproximadamente 127 toneladas, motor elétrico de 783 kW e integração em contrato de US$ 400 milhões para até 100 veículos entre 70 e 130 toneladas, a carregadeira elétrica marca etapa central no plano da Fortescue de eliminar diesel e combustíveis fósseis das operações em Pilbara até 2030.
A carregadeira elétrica de 127 toneladas da XCMG foi entregue à Fortescue como parte de um pedido de US$ 400 milhões para eletrificação da mineração na Austrália Ocidental, com meta de até 100 veículos elétricos e eliminação de combustíveis fósseis até 2030.
A XCMG entregou duas de suas maiores máquinas movidas a bateria para a mineradora australiana Fortescue. A pá carregadeira elétrica de rodas XC9260BEWL e o trator de esteiras de rodas XC9260BEWD são as primeiras unidades de um pedido recorde de US$ 400 milhões.
O objetivo central do contrato é reduzir a pegada de carbono operacional da Fortescue. As máquinas fazem parte do topo da gama de veículos elétricos da fabricante chinesa e foram projetadas para igualar ou superar o desempenho dos modelos híbridos diesel-elétricos XC9260 já existentes.
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Carregadeira elétrica de 127 toneladas atinge 280.000 libras de capacidade de carga
A carregadeira elétrica opera com motor elétrico de 783 kW, obtendo energia integralmente de sistemas de baterias a bordo. A proposta é aproximar a mineração em larga escala de operações com emissão zero.
As pás carregadeiras elétricas atingem 280.000 libras de capacidade de carga nominal, equivalente a cerca de 127 toneladas. As capacidades de caçamba variam entre 15 e 19 jardas cúbicas.
Os modelos elétricos a bateria foram construídos para corresponder à mesma classe de serviço pesado dos híbridos. A carregadeira elétrica é classificada como equipamento de mineração de superfície de grande porte.
Isso permite movimentar os mesmos volumes de material por turno que carregadeiras a diesel tradicionais, porém sem queima de combustível ou emissões de gases de escape.
Sistemas de bateria seguem referência de modelo anterior com 1.002 kWh
A XCMG ainda não divulgou detalhes técnicos das baterias das novas máquinas XC9260BE. No entanto, existe referência recente da empresa no segmento elétrico.
No ano anterior, foi lançada versão elétrica a bateria de 15 toneladas do modelo XC9150. Essa unidade utilizava bateria de fosfato de ferro-lítio de 1.002 kWh, desenvolvida em parceria com a BYD.
O sistema era projetado para suportar carregamento rápido de corrente contínua de alta potência. Essa configuração indica o tipo de armazenamento de energia que pode sustentar as novas carregadeiras elétricas ultragrandes.
Considerando a escala dos sistemas anteriores, é esperado que as máquinas XC9260BE destinadas à Fortescue utilizem baterias pelo menos do mesmo porte, possivelmente maiores.
Essas unidades de mineração de ultra-classe enfrentam ciclos de trabalho intensos. Por isso, exigem grande armazenamento de energia para suportar longos turnos, alta potência e recargas rápidas entre operações.
Pedido inclui até 100 veículos elétricos entre 70 e 130 toneladas
Como parte de sua estratégia de descarbonização, a Fortescue planeja introduzir até 100 veículos elétricos a bateria ultrapesados da XCMG.
A frota incluirá caminhões de transporte, carregadeiras e tratores de esteira com capacidades entre 70 e 130 toneladas. A meta é transformar as operações de minério de ferro em Pilbara, na Austrália Ocidental.
O objetivo declarado é criar um sistema de mineração verdadeiramente zero até 2030. Isso envolve eliminar não apenas o diesel, mas todos os combustíveis fósseis e de base biológica na mineração, no transporte de materiais e na geração de energia no local.
Se concretizado, o projeto representará um dos maiores esforços de eletrificação já tentados na mineração industrial em larga escala.
Parceria entre XCMG e Fortescue acelera metas de emissões líquidas zero
Segundo o co-CEO Gus Pichot, a chegada dos protótipos marca avanço relevante na parceria entre Fortescue e XCMG. Ele afirmou que o projeto demonstra a rapidez com que os planos de descarbonização estão sendo transformados em ações concretas.
Pichot declarou que as novas máquinas evidenciam progresso tangível na construção das tecnologias verdes necessárias para atingir emissões líquidas zero até 2030.
Ele acrescentou que ambas as empresas estão empenhadas em entregar resultados rapidamente. O objetivo é provar que a indústria pesada pode eliminar emissões de forma economicamente viável.
A carregadeira elétrica integra esse conjunto de iniciativas e simboliza a transição para operações sem combustão. Ao substituir modelos a diesel por máquinas movidas exclusivamente a bateria, o projeto busca redefinir o padrão operacional da mineração industrial.
A entrega inicial das duas unidades inaugura a implementação prática do contrato de US$ 400 milhões. Com isso, a carregadeira elétrica passa a operar como peça central na estratégia de redução de emissões da Fortescue.
A escala do investimento e o volume de equipamentos previstos indicam uma mudança estrutural no modelo energético das operações em Pilbara. O cronograma estabelecido aponta para 2030 como marco final da transição.
Com a introdução progressiva de até 100 veículos elétricos, a empresa pretende consolidar um sistema que elimine totalmente o uso de combustíveis fósseis. A carregadeira elétrica, nesse contexto, representa um dos principais vetores dessa transformação operacional.

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