Residência histórica ligada à última favorita de Luís XV muda de dono por valor milionário e volta aos holofotes pela combinação de arquitetura neoclássica, jardins raros e importância cultural na França.
O bilionário francês Xavier Niel, fundador do grupo europeu de telecomunicações Iliad, comprou o histórico Pavillon de Musique de la comtesse du Barry, em Louveciennes, nos arredores de Versalhes, por 38,7 milhões de euros – cerca de R$ 242 milhões ao câmbio atual.
Construído por volta de 1770 como pavilhão de recepção para Jeanne Bécu, a condessa du Barry, última amante oficial do rei Luís XV, o imóvel combina arquitetura neoclássica, salões de mármore, vista distante para a Torre Eiffel e jardins históricos com cerca de 4 hectares.
História do pavilhão e ligação com Madame du Barry
Erguido em Louveciennes, na região de Île-de-France, o pavilhão foi projetado pelo arquiteto Claude Nicolas Ledoux, um dos nomes centrais do neoclassicismo francês do século XVIII.
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A construção começou no fim de 1770 e se estendeu até o início de 1772, atendendo ao desejo de Madame du Barry de ter um espaço específico para recepções, concertos e jantares longe do protocolo rígido da corte de Versalhes.
Embora não fosse sua residência principal, o pavilhão funcionava como cenário das noites mais reservadas da corte.
Ali, Luís XV encontrava sua favorita, acompanhado por um círculo seleto de convidados.

As festas, concertos e ceias reforçavam o papel da condessa como “amante oficial do monarca francês”, status que a colocava no centro da vida política e social do período.
A história do edifício acompanha a própria trajetória da condessa.
Madame du Barry utilizou o pavilhão até a eclosão da Revolução Francesa.
Em 1793, depois de se recusar ao exílio, ela foi presa em Louveciennes e, posteriormente, guilhotinada em Paris.
Seus bens foram confiscados e declarados propriedade nacional, e o pavilhão passou por novos donos ao longo do século XIX.
Arquitetura neoclássica e salões de mármore
O Pavillon de Musique é um exemplo emblemático da arquitetura neoclássica na França pré-revolucionária.
Ledoux desenhou o edifício como um pequeno “templo” de linhas sóbrias, com volumes geométricos, colunatas elegantes e fachadas claras voltadas para o vale do Sena.
No interior, destaca-se um salão principal revestido em mármore, concebido para receber concertos e jantares.
Bustos e elementos dourados, além de painéis decorativos esculpidos, reforçavam o prestígio do local.
As proporções do pavimento térreo foram pensadas para criar uma sequência de grandes salões em enfilade, organizados para circulação fluida entre recepções, música e refeições.

Em um nível superior, foram organizados cinco quartos que, hoje, dão para uma longa varanda com vista aberta para Paris e, ao longe, para a Torre Eiffel.
Jardins históricos com vista para Paris
Além da arquitetura, a dimensão paisagística é um dos principais trunfos da propriedade.
O pavilhão se encontra em posição elevada, dominando uma ampla curva do rio Sena.
Relatos de época já destacavam a vista considerada uma das mais belas sobre o vale e, atualmente, descrições imobiliárias mencionam panoramas que se estendem de Paris até Saint-Germain-en-Laye, com a silhueta da Torre Eiffel visível ao longe.
O domínio reúne cerca de 4 hectares de jardins paisagísticos, com árvores centenárias, áreas sombreadas e caminhos remodelados ao longo de diferentes períodos.
Os jardins passaram por várias fases desde o século XVIII.
No fim da monarquia, Madame du Barry introduziu elementos de jardim à inglesa, mais naturalistas.
Nos séculos seguintes, novas intervenções preservaram a integração entre o edifício, o rio e a vista de Paris.
Antigos proprietários: de François Coty à Dior
Depois da Revolução Francesa, o pavilhão passou por diversos proprietários.

No início do século XX, o imóvel foi comprado pelo perfumista François Coty, que realizou intervenções estruturais relevantes.
Coty reforçou a construção com concreto e aço e reconstituiu a fachada em pedra, mantendo elementos decorativos originais.
A operação ajudou a preservar o monumento diante de problemas do terreno.
Na segunda metade do século XX, o prédio chegou a abrigar a American School of Paris antes de ser adquirido por empresários franceses.
A partir dos anos 2000, ficou sob a responsabilidade da Fondation Julienne Dumeste, que restaurou o local e o abriu esporadicamente ao público até colocá-lo à venda em 2019.
Mais recentemente, o pavilhão ganhou nova visibilidade como cenário de uma campanha da Christian Dior Couture, usada em imagens da coleção Lady Dior.
Estratégia de Xavier Niel e a compra milionária
A transação de 38,7 milhões de euros foi registrada em julho de 2025 após o imóvel permanecer no mercado desde 2019 por um valor inicial de 44 milhões de euros.

O negócio foi concluído em favor da fundação proprietária, que utilizava o espaço para eventos, e passou ao patrimônio pessoal de Xavier Niel.
Niel, cuja fortuna supera US$ 13 bilhões, construiu sua trajetória principalmente no setor de telecomunicações, com o grupo Iliad e a marca Free.
Nos últimos anos, porém, ele reforça a estratégia de investir em imóveis históricos e de alto padrão, considerados por ele um pilar de diversificação de negócios.
Entre as aquisições conhecidas estão o Hôtel Lambert, mansão histórica na Île Saint-Louis, além de participações no grupo imobiliário Unibail-Rodamco-Westfield.
Niel também está ligado a iniciativas de inovação e educação, como o campus de startups Station F e a escola de programação 42.
Com o Pavillon de Musique, o empresário adiciona ao portfólio um monumento classificado como patrimônio histórico e associado à memória da monarquia francesa.
Ainda não há definição oficial sobre o uso futuro do local, que hoje funciona como pavilhão de recepção e espaço para eventos privados.

Poderiam transformar em museu de história da época seria mais interessante.
É MUITA EFEMERIDADE ; PAGAR $ 242 MILHÕES POR UMA CASA VELHA. ELE QUER RESSUSCITAR LUÍS XV PRÁ MORAR COM O CASAL NESSE BAÚ DE MOFO ? MORADA DE FANTASMAS !
PENSE NUM PRESENTE DE **** !
A VERDADEIRA VIDA, CONSISTE EM VALORES HUMANOS E REAIS. PRESENTES VERDADEIROS NÃO SE COMPRA.
Quem pode, pode. Quem não pode ser sacode.
E você já entrou ou morou nessa mansão pra afirmar que é baú de mofo ? O fato de ser antigo não quer dizer até seja mal cuidada e suja . Tem casas , mansões atuais que são feias , retas e cheias de podridão , física e dos donos ..
Não fosse a vida efêmera, mas,a arte persiste. Bravo!!!
O cara deve morar de aluguel na zona leste de São Paulo, ou em São Gonçalo no Rio, ai vem pitacar, que, “presentes verdadeiros não se compra”. O cara trabalhou é bilionário e compra o que quiser! Os phudidos ficam só comentando! 🤣🤣🤣
Realmente verdade verdadeira
Em Itajubá MG tem uma réplica, pesquise por Clube itajubense, em Itajubá MG.