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Magnata compra palácio do rei Luís XV construído em 1770 para amante por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel, salão de mármore e 4 hectares de jardins históricos

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 25/11/2025 às 21:20
Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.
Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.
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Residência histórica ligada à última favorita de Luís XV muda de dono por valor milionário e volta aos holofotes pela combinação de arquitetura neoclássica, jardins raros e importância cultural na França.

O bilionário francês Xavier Niel, fundador do grupo europeu de telecomunicações Iliad, comprou o histórico Pavillon de Musique de la comtesse du Barry, em Louveciennes, nos arredores de Versalhes, por 38,7 milhões de euros – cerca de R$ 242 milhões ao câmbio atual.

Construído por volta de 1770 como pavilhão de recepção para Jeanne Bécu, a condessa du Barry, última amante oficial do rei Luís XV, o imóvel combina arquitetura neoclássica, salões de mármore, vista distante para a Torre Eiffel e jardins históricos com cerca de 4 hectares.

História do pavilhão e ligação com Madame du Barry

Erguido em Louveciennes, na região de Île-de-France, o pavilhão foi projetado pelo arquiteto Claude Nicolas Ledoux, um dos nomes centrais do neoclassicismo francês do século XVIII.

A construção começou no fim de 1770 e se estendeu até o início de 1772, atendendo ao desejo de Madame du Barry de ter um espaço específico para recepções, concertos e jantares longe do protocolo rígido da corte de Versalhes.

Embora não fosse sua residência principal, o pavilhão funcionava como cenário das noites mais reservadas da corte.

Ali, Luís XV encontrava sua favorita, acompanhado por um círculo seleto de convidados.

Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.
Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.

As festas, concertos e ceias reforçavam o papel da condessa como “amante oficial do monarca francês”, status que a colocava no centro da vida política e social do período.

A história do edifício acompanha a própria trajetória da condessa.

Madame du Barry utilizou o pavilhão até a eclosão da Revolução Francesa.

Em 1793, depois de se recusar ao exílio, ela foi presa em Louveciennes e, posteriormente, guilhotinada em Paris.

Seus bens foram confiscados e declarados propriedade nacional, e o pavilhão passou por novos donos ao longo do século XIX.

Arquitetura neoclássica e salões de mármore

O Pavillon de Musique é um exemplo emblemático da arquitetura neoclássica na França pré-revolucionária.

Ledoux desenhou o edifício como um pequeno “templo” de linhas sóbrias, com volumes geométricos, colunatas elegantes e fachadas claras voltadas para o vale do Sena.

No interior, destaca-se um salão principal revestido em mármore, concebido para receber concertos e jantares.

Bustos e elementos dourados, além de painéis decorativos esculpidos, reforçavam o prestígio do local.

As proporções do pavimento térreo foram pensadas para criar uma sequência de grandes salões em enfilade, organizados para circulação fluida entre recepções, música e refeições.

Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.
Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.

Em um nível superior, foram organizados cinco quartos que, hoje, dão para uma longa varanda com vista aberta para Paris e, ao longe, para a Torre Eiffel.

Jardins históricos com vista para Paris

Além da arquitetura, a dimensão paisagística é um dos principais trunfos da propriedade.

O pavilhão se encontra em posição elevada, dominando uma ampla curva do rio Sena.

Relatos de época já destacavam a vista considerada uma das mais belas sobre o vale e, atualmente, descrições imobiliárias mencionam panoramas que se estendem de Paris até Saint-Germain-en-Laye, com a silhueta da Torre Eiffel visível ao longe.

O domínio reúne cerca de 4 hectares de jardins paisagísticos, com árvores centenárias, áreas sombreadas e caminhos remodelados ao longo de diferentes períodos.

Os jardins passaram por várias fases desde o século XVIII.

No fim da monarquia, Madame du Barry introduziu elementos de jardim à inglesa, mais naturalistas.

Nos séculos seguintes, novas intervenções preservaram a integração entre o edifício, o rio e a vista de Paris.

Antigos proprietários: de François Coty à Dior

Depois da Revolução Francesa, o pavilhão passou por diversos proprietários.

Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.
Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.

No início do século XX, o imóvel foi comprado pelo perfumista François Coty, que realizou intervenções estruturais relevantes.

Coty reforçou a construção com concreto e aço e reconstituiu a fachada em pedra, mantendo elementos decorativos originais.

A operação ajudou a preservar o monumento diante de problemas do terreno.

Na segunda metade do século XX, o prédio chegou a abrigar a American School of Paris antes de ser adquirido por empresários franceses.

A partir dos anos 2000, ficou sob a responsabilidade da Fondation Julienne Dumeste, que restaurou o local e o abriu esporadicamente ao público até colocá-lo à venda em 2019.

Mais recentemente, o pavilhão ganhou nova visibilidade como cenário de uma campanha da Christian Dior Couture, usada em imagens da coleção Lady Dior.

Estratégia de Xavier Niel e a compra milionária

A transação de 38,7 milhões de euros foi registrada em julho de 2025 após o imóvel permanecer no mercado desde 2019 por um valor inicial de 44 milhões de euros.

Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.
Bilionário Xavier Niel compra palácio de 1770 ligado a Madame du Barry por R$ 242 milhões, com vista para a Torre Eiffel e jardins históricos.

O negócio foi concluído em favor da fundação proprietária, que utilizava o espaço para eventos, e passou ao patrimônio pessoal de Xavier Niel.

Niel, cuja fortuna supera US$ 13 bilhões, construiu sua trajetória principalmente no setor de telecomunicações, com o grupo Iliad e a marca Free.

Nos últimos anos, porém, ele reforça a estratégia de investir em imóveis históricos e de alto padrão, considerados por ele um pilar de diversificação de negócios.

Entre as aquisições conhecidas estão o Hôtel Lambert, mansão histórica na Île Saint-Louis, além de participações no grupo imobiliário Unibail-Rodamco-Westfield.

Niel também está ligado a iniciativas de inovação e educação, como o campus de startups Station F e a escola de programação 42.

Com o Pavillon de Musique, o empresário adiciona ao portfólio um monumento classificado como patrimônio histórico e associado à memória da monarquia francesa.

Ainda não há definição oficial sobre o uso futuro do local, que hoje funciona como pavilhão de recepção e espaço para eventos privados.

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Isabel M Velloso
Isabel M Velloso
27/11/2025 22:32

Poderiam transformar em museu de história da época seria mais interessante.

José Alves
José Alves
27/11/2025 18:28

É MUITA EFEMERIDADE ; PAGAR $ 242 MILHÕES POR UMA CASA VELHA. ELE QUER RESSUSCITAR LUÍS XV PRÁ MORAR COM O CASAL NESSE BAÚ DE MOFO ? MORADA DE FANTASMAS !
PENSE NUM PRESENTE DE **** !
A VERDADEIRA VIDA, CONSISTE EM VALORES HUMANOS E REAIS. PRESENTES VERDADEIROS NÃO SE COMPRA.

Chicao
Chicao
Em resposta a  José Alves
28/11/2025 17:54

Quem pode, pode. Quem não pode ser sacode.

Estêvão Lee
Estêvão Lee
Em resposta a  José Alves
29/11/2025 11:16

E você já entrou ou morou nessa mansão pra afirmar que é baú de mofo ? O fato de ser antigo não quer dizer até seja mal cuidada e suja . Tem casas , mansões atuais que são feias , retas e cheias de podridão , física e dos donos ..

William
William
Em resposta a  José Alves
01/12/2025 01:56

Não fosse a vida efêmera, mas,a arte persiste. Bravo!!!

Justiceiro Hroth-Beorht
Justiceiro Hroth-Beorht
Em resposta a  José Alves
01/12/2025 19:37

O cara deve morar de aluguel na zona leste de São Paulo, ou em São Gonçalo no Rio, ai vem pitacar, que, “presentes verdadeiros não se compra”. O cara trabalhou é bilionário e compra o que quiser! Os phudidos ficam só comentando! 🤣🤣🤣

Francisco Ribeiro do Nascimento
Francisco Ribeiro do Nascimento
Em resposta a  José Alves
02/12/2025 08:39

Realmente verdade verdadeira

Luis Henrique dos Santos
Luis Henrique dos Santos
27/11/2025 18:13

Em Itajubá MG tem uma réplica, pesquise por Clube itajubense, em Itajubá MG.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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