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Lula manda PF ir “a últimas consequências” em fraude no INSS, enquanto ministro Wolney Queiroz afirma descobrir operações da polícia pela imprensa

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Escrito por Carla Teles Publicado em 18/09/2025 às 12:47
Lula manda PF ir "a últimas consequências" em fraude no INSS, enquanto ministro Wolney Queiroz afirma descobrir operações da polícia pela imprensa
Lula exige investigação máxima da fraude do INSS e libera R$ 3,3 bi para vítimas, mas Ministro da Previdência admite saber de operações da PF pela imprensa.
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Governo abre crédito de R$ 3,3 bilhões para ressarcir vítimas da fraude do INSS, enquanto ministro da Previdência afirma descobrir operações pela imprensa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que a Polícia Federal (PF) vá “até as últimas consequências” na investigação sobre a fraude do INSS que resultou em descontos indevidos e desvios de fundos de aposentados. A informação foi confirmada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, nesta quinta-feira (18), durante o programa Bom Dia, Ministro, da EBC. A ordem presidencial é de tolerância zero contra o esquema, conforme apurado pelo InfoMoney.

Para lidar com o impacto imediato nos beneficiários lesados, o governo já editou uma Medida Provisória (MP) abrindo um crédito extraordinário de R$ 3,31 bilhões. Segundo o ministro Queiroz, o objetivo central deste montante é viabilizar e acelerar a devolução integral dos valores que foram subtraídos indevidamente dos segurados do INSS.

Tolerância zero: a ordem de Lula e a surpresa do ministro

Durante sua participação no programa da EBC, Wolney Queiroz detalhou a diretriz enfática recebida diretamente do presidente. A recomendação de Lula foi explícita: não deve haver limites ou barreiras na apuração dos responsáveis pela fraude do INSS. A Polícia Federal está à frente do inquérito, e a expectativa do Palácio do Planalto é que a investigação identifique e puna criminalmente todos os envolvidos no esquema que afetou os benefícios de milhares de segurados.

Contudo, um ponto destacado pelo ministro, e reportado pelo InfoMoney, causou surpresa: a aparente falta de comunicação direta entre a PF, que investiga o crime, e o Ministério da Previdência, que gerencia os benefícios. Queiroz declarou não possuir informações privilegiadas sobre o andamento das investigações. O ministro afirmou que tem tomado conhecimento das operações policiais e de novas fases do inquérito “junto com a imprensa”, indicando um distanciamento entre a pasta e a frente de investigação criminal.

R$ 3,3 bilhões para ressarcimento: o plano para pagar os aposentados

Além da frente investigativa criminal, o governo age para mitigar os danos financeiros causados aos aposentados e pensionistas. A Medida Provisória que abre o crédito extraordinário de R$ 3,31 bilhões é, no momento, a principal ferramenta para essa reparação. Este montante será usado exclusivamente para viabilizar os ressarcimentos e garantir que a devolução dos valores desviados na fraude do INSS ocorra da forma mais rápida e eficiente possível.

O ministro Wolney Queiroz também revelou uma segunda ordem direta de Lula: publicidade massiva. O presidente determinou que o ministério utilize todos os canais possíveis, incluindo rádio e televisão, para informar os aposentados lesados sobre o direito ao ressarcimento. “‘O governo quer pagar'”, enfatizou Queiroz, sinalizando um esforço de comunicação ativa para garantir que todos os afetados pelos descontos indevidos procurem o INSS para reaver os valores, como destacou o InfoMoney.

A resposta do governo à fraude do INSS parece seguir uma linha dupla: investigação rigorosa e ressarcimento acelerado. No entanto, a declaração do ministro da Previdência sobre saber das operações da PF pela imprensa surpreende e levanta questões sobre a integração das ações.

Você acredita que a investigação da Polícia Federal será suficiente para estancar esse tipo de fraude? E o que acha da aparente falta de comunicação direta entre o Ministério e a polícia em um caso tão grave? Deixe sua opinião nos comentários, queremos entender sua visão sobre o caso.

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Carla Teles

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