Declaração ocorreu durante agenda no Amazonas, em meio a anúncios de investimentos em barcaças, empurradores e infraestrutura hidroviária, com recursos do BNDES, Petrobras, Transpetro e Novo PAC.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em 27 de maio de 2026, que a indústria naval brasileira poderá disputar espaço com fabricantes asiáticos à medida que ampliar a produção nacional de embarcações.
A declaração foi feita durante agenda no Amazonas, em cerimônia no Estaleiro Juruá, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, marcada por anúncios de investimentos em infraestrutura naval e logística hidroviária.
Ao falar sobre a capacidade dos estaleiros brasileiros, Lula disse que o país precisa confiar na própria produção para ganhar competitividade.
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O presidente mencionou a diferença de prazo em relação a embarcações feitas no exterior, mas afirmou que o Brasil pode avançar na qualidade e na capacidade produtiva.
“Nossa balsa pode demorar 10 dias a mais do que a coreana porque a gente está começando agora. Mas, daqui a um mês, a gente vai dar uma surra nos coreanos, nos chineses, porque a gente vai produzir com mais qualidade e mais competência”, declarou Lula, segundo registro publicado pelo Poder360.
Lula defende indústria naval brasileira no Amazonas
A fala foi feita em um evento voltado ao setor naval e ao transporte por rios, áreas associadas pelo governo federal à logística da Região Norte.
No discurso, Lula relacionou os investimentos em estaleiros à ampliação da atividade produtiva fora dos centros econômicos mais consolidados.
Segundo o presidente, o Brasil “só não é competitivo” no mercado internacional se não acreditar em sua própria capacidade.
A declaração foi feita ao comentar a decisão de empresários de contratar balsas construídas no Amazonas, em vez de buscar fornecedores estrangeiros.
Durante a cerimônia, Lula agradeceu a empresários que decidiram encomendar embarcações na região.
“Quando um empresário como esse vem ao Amazonas, 4 horas distante do centro empresarial mais desenvolvido do Brasil, para contratar balsa, eu sou obrigado a falar obrigado”, afirmou.
BNDES financia barcaças e empurradores
A agenda também teve relação com projetos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
De acordo com o BNDES, foi aprovado financiamento de R$ 3,2 bilhões, com recursos do Fundo da Marinha Mercante, para a LHG Logística construir 400 barcaças e oito empurradores destinados ao transporte hidroviário de minérios de ferro e manganês.
A barcaça lançada ao rio no Amazonas integra esse financiamento.
O banco informou que já desembolsou R$ 1 bilhão do total aprovado.
Desse valor, R$ 230 milhões foram liberados ao Estaleiro Juruá, responsável por 128 barcaças mineraleiras previstas no projeto.
Até a divulgação dos dados pelo BNDES, 27 unidades haviam sido entregues e outras 51 estavam em construção.
Considerando todo o contrato, o BNDES informou que 72 barcaças já haviam sido entregues e entrado em operação.
Outras 98 barcaças e seis empurradores estavam em diferentes fases de produção e transporte.
As embarcações serão construídas ao longo de quatro anos em quatro estaleiros nacionais localizados nas regiões Norte e Nordeste.
O financiamento é feito com recursos do Fundo da Marinha Mercante.
Segundo o BNDES, o fundo é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e tem como finalidade apoiar o desenvolvimento da Marinha Mercante e da indústria brasileira de construção e reparação naval.
Terminal Manaus Moderna recebe recursos do Novo PAC
Além da agenda no Estaleiro Juruá, o governo federal anunciou investimentos ligados ao transporte hidroviário e à infraestrutura portuária no Amazonas.
A Casa Civil informou que o Terminal Manaus Moderna receberá R$ 875,9 milhões em recursos do Novo PAC.
O empreendimento será conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Segundo o governo, o contrato das obras foi assinado em março de 2026, com conclusão prevista para 2029.
O novo terminal poderá movimentar cerca de 3,5 milhões de passageiros por ano e atender diretamente 61 municípios ribeirinhos, além de Manaus.
A estimativa oficial é que a estrutura alcance aproximadamente 4,5 milhões de pessoas na Amazônia.
O projeto prevê cais flutuantes, pontes móveis, terminais de passageiros e cargas, áreas operacionais, estacionamentos, estação de tratamento de esgoto, subestação de energia e estruturas de acessibilidade e segurança.
As obras também incluem intervenções no entorno da Feira da Banana, centro comercial popular de Manaus, conforme informações divulgadas pela Casa Civil.
Na mesma agenda, Lula anunciou investimentos de R$ 2,8 bilhões da Petrobras e da Transpetro no Amazonas.
Segundo a Casa Civil, os recursos incluem a construção de barcaças no Estaleiro Bertolini e a perfuração de poços pela Petrobras.
Discurso cita produção nacional e estaleiros brasileiros
A comparação feita por Lula com China e Coreia ocorreu em um discurso de defesa da contratação de embarcações produzidas no Brasil.
O presidente afirmou que a indústria naval brasileira deve receber encomendas e investimentos para ampliar a geração de empregos e a participação de fornecedores nacionais.
Embora tenha usado uma expressão informal ao citar coreanos e chineses, Lula apresentou a comparação como parte de uma avaliação sobre prazo, qualidade e competência produtiva.
A fala foi direcionada a empresários e representantes do setor naval que participaram da cerimônia no Amazonas.
Em outro trecho, o presidente disse que a atividade produtiva não deve ficar concentrada nas regiões economicamente mais desenvolvidas.
No evento em Iranduba, ele afirmou que investimentos industriais também devem alcançar estados mais distantes dos principais centros empresariais do país.
A agenda reuniu integrantes do governo federal, representantes de empresas públicas e agentes ligados à navegação interior.
Pelos dados divulgados por órgãos oficiais, os anúncios envolveram construção de barcaças, empurradores, obras portuárias e projetos associados à circulação de cargas e passageiros em áreas dependentes do transporte fluvial.
A disputa mencionada por Lula envolve países com forte presença na construção naval global, como China e Coreia do Sul.
No caso brasileiro, os projetos anunciados pelo governo e pelo BNDES indicam uma aposta em encomendas nacionais financiadas com recursos públicos e privados para ampliar a produção em estaleiros do Norte e do Nordeste.
Os resultados desses investimentos dependerão da execução dos contratos, dos prazos de entrega e da capacidade dos estaleiros de cumprir as encomendas previstas.


Pra acontecer, somente sem Lula, porque com ele só o que prospera é o crime organizado…
TOMARA DEUS QUE DE TUDO CERTO E ABENÇOADOS SEJA TODOS, ENVOLVIDOS NESSE EMPREENDIMENTO TÃO RELEVANTE.
Vai sonhando ****..