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Lula afirma na Feira da Alemanha que o Brasil será potência mundial na transição energética e propõe à Alemanha uma parceria estratégica em energia limpa, indústria e tecnologia que pode mudar para sempre a relação entre os dois países

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 20/04/2026 às 13:57 Atualizado em 20/04/2026 às 13:59
Lula defende o Brasil como potência da transição energética na Feira de Hanôver e propõe parceria com a Alemanha em energia limpa e inovação.
Lula defende o Brasil como potência da transição energética na Feira de Hanôver e propõe parceria com a Alemanha em energia limpa e inovação.
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Na abertura do pavilhão brasileiro da Feira de Hanôver, Lula defendeu o protagonismo do Brasil na transição energética global e propôs aprofundar a parceria com a Alemanha em energia limpa, inovação industrial e cooperação tecnológica, afirmando que o país cansou de ser tratado como pequeno no cenário econômico mundial.

Lula subiu ao palco da maior feira industrial do planeta nesta segunda-feira (20) com um discurso que misturava ambição econômica e posicionamento geopolítico. Ao inaugurar o pavilhão brasileiro na Feira de Hanôver, na Alemanha, o presidente declarou que o Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética global e deixou claro que o país quer ser tratado como protagonista, não como coadjuvante. A participação brasileira no evento marca o retorno do país como parceiro oficial da feira depois de 46 anos, desta vez com mais de 300 empresas, incluindo 60 startups e 140 expositores distribuídos em seis pavilhões.

Diante de autoridades brasileiras e alemãs, o presidente foi direto ao afirmar que o Brasil possui base tecnológica, capacidade produtiva e capital humano para disputar mercados globais em condições de igualdade com economias industrializadas. Lula citou empresas como Petrobras e Embraer como exemplos de competitividade nacional e defendeu que a cooperação com a Alemanha deve ir além do comércio bilateral, alcançando universidades, centros de pesquisa e novas cadeias produtivas sustentáveis voltadas à energia limpa.

O que Lula disse sobre o papel do Brasil na transição energética

Segundo informações do portal Gov, o ponto central do discurso de Lula na Feira de Hanôver foi a defesa do Brasil como futura potência na oferta de combustíveis renováveis ao mundo. O presidente destacou que cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, um dado que coloca o país em vantagem competitiva diante de outras nações industrializadas que ainda dependem fortemente de fontes fósseis. Além disso, ressaltou os avanços na produção de biocombustíveis, com mistura de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel.

A transição energética foi apresentada não apenas como compromisso ambiental, mas como estratégia de competitividade industrial. Lula propôs uma comparação internacional das emissões de combustíveis usados em veículos pesados, especialmente caminhões, argumentando que o combustível brasileiro já apresenta emissões de CO₂ inferiores às de combustíveis fósseis utilizados em outros mercados. Dois caminhões movidos a biocombustível foram exibidos no pavilhão, incluindo um modelo Mercedes-Benz abastecido com biodiesel verde, reforçando na prática o argumento do presidente sobre energia limpa aplicada ao transporte de carga.

A parceria entre Brasil e Alemanha pode ganhar uma nova dimensão

Lula não se limitou a apresentar números. O presidente defendeu que a relação entre Brasil e Alemanha precisa evoluir para um novo patamar de cooperação estratégica. Atualmente, a Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo bilateral de US$ 20,9 bilhões no último ano, e a sétima maior origem de investimentos diretos no país, com estoque acumulado de US$ 44 bilhões. Para Lula, esses números são apenas o ponto de partida de uma relação que pode se tornar muito mais profunda.

O presidente propôs ampliar a cooperação em áreas que vão da troca de experiências científicas e tecnológicas entre universidades até a construção conjunta de novas cadeias industriais sustentáveis. A Feira de Hanôver serviu como vitrine para mostrar que o Brasil não foi à Alemanha apenas para exibir produtos, mas para negociar parcerias de longo prazo em inovação, automação e digitalização industrial. Lula visitou estandes de empresas como WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil, sinalizando que o interesse é transversal e abrange múltiplos setores da economia.

Por que Lula escolheu a Feira de Hanôver para reposicionar o Brasil

A escolha do palco não foi casual. A Feira de Hanôver é o maior evento industrial do mundo, tradicional espaço de apresentação de avanços em automação, digitalização e eletrificação industrial, com foco recente em sustentabilidade, energia limpa e inteligência artificial. O Brasil volta a ser parceiro oficial do evento após quase cinco décadas, o que por si só já representa uma declaração de intenções do governo federal.

Lula aproveitou essa visibilidade para posicionar o país como liderança climática global e economia industrial em ascensão. A participação coordenada pela ApexBrasil reuniu mais de 300 empresas brasileiras, o que configura a maior delegação empresarial que o país já enviou ao evento. O presidente afirmou que a presença brasileira em Hanôver tem três objetivos: aprender com a capacidade tecnológica alemã, mostrar o que o Brasil é capaz de produzir e construir oportunidades industriais conjuntas que beneficiem ambos os países.

A ambição declarada de Lula e o que ela significa na prática

O discurso de Lula na Alemanha vai além da retórica diplomática. Ao afirmar que o país quer se transformar em uma economia rica e que cansou de ser tratado como pequeno, o presidente sinaliza uma mudança de postura no posicionamento internacional brasileiro. A transição energética aparece como o eixo central dessa estratégia, porque combina vantagem competitiva real, já que o Brasil tem uma das matrizes mais limpas do mundo, com demanda crescente dos mercados internacionais por soluções de baixo carbono.

Na prática, essa ambição dependerá da capacidade do governo de converter discurso em acordos concretos e investimentos. A Feira de Hanôver ofereceu o cenário ideal para apresentar o projeto, mas os resultados serão medidos nos meses e anos seguintes, pela evolução do fluxo comercial, pela entrada de novos investimentos alemães no Brasil e pela efetiva ampliação de parcerias em energia limpa e inovação. Lula encerrou o discurso com uma frase que resume a aposta: após essa participação, a relação entre Alemanha e Brasil nunca mais será a mesma.

Você acredita que o Brasil tem condições reais de se tornar uma potência na transição energética, ou o discurso de Lula na Alemanha ficará apenas nas promessas? Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber o que você pensa sobre o futuro do Brasil na indústria global de energia limpa.

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Jonatam Silva
Jonatam Silva
26/04/2026 18:13

Só neste mandato o Lula já fechou mais de 300 acordos internacionais em todos os cantos do mundo, viabilizando negócios de todos os tipos entre dezenas de países. Vai demorar a aparecer alguém com a mesma capacidade e vontade de fazer o Brasil dar certo

José Roberto spagnol
José Roberto spagnol
26/04/2026 17:04

Enquanto tivermos políticos corruptos como esses no poder, não iremos a lugar algum, ficaremos para trás como já estamos HOJE. **** para ESSES corruptos.

Andre
Andre
24/04/2026 21:00

Eu acredito o Brasil tem tudo que precisa pra ser um país de primeiro mundo Deus nos deu tudo petróleo,ouro,cobre, ferro alumínio, nióbio, terras raras entre outros **** e só acordar governantes brasileiros e valorizar o que Deus nos deu.

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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