O dono da Havan, Luciano Hang, afirmou durante inauguração de loja em Blumenau que já recusou convites internacionais e que a expansão da rede segue focada exclusivamente no Brasil, com 12 megalojas em construção simultânea e a meta de fechar o ano com 200 unidades espalhadas pelo país.
A Havan já tem convite para cruzar fronteiras, mas seu fundador não pretende aceitar tão cedo. Segundo informações do ndmais, Luciano Hang revelou durante a inauguração da megaloja de Blumenau neste sábado (9), a unidade de número 191 da rede, que recebeu propostas para abrir loja nos Estados Unidos, na Argentina e no Paraguai. O empresário, no entanto, foi categórico ao afirmar que a expansão da varejista permanece restrita ao Brasil até que o país inteiro esteja coberto pela operação. Com 5.500 municípios no território nacional e menos de 200 unidades em funcionamento, Hang considera que o mercado doméstico ainda oferece espaço de sobra antes que qualquer aventura internacional faça sentido.
A declaração não é apenas retórica. A Havan mantém neste momento 12 megalojas em construção simultânea e projeta encerrar o ano com 200 unidades ativas. O ritmo de expansão indica que Luciano Hang está apostando todas as fichas na capilaridade nacional, transformando a rede em presença obrigatória em cidades de médio e grande porte pelo Brasil. Para quem acompanha o varejo brasileiro, a pergunta que fica é até onde essa velocidade se sustenta e se o modelo de megaloja com estátua da liberdade na fachada ainda tem fôlego para conquistar centenas de novos municípios.
Convites do exterior e a recusa que diz muito sobre a estratégia
As propostas para internacionalizar a Havan não vieram de forma casual. Segundo Luciano Hang, empresários de três países diferentes já manifestaram interesse formal em receber unidades da rede em seus mercados. “Ontem eu recebi um convite pra colocar loja nos Estados Unidos. Da Argentina e do Paraguai eu já recebi um monte”, relatou o empresário durante o evento em Blumenau, deixando claro que o interesse internacional é recorrente e não se limita a uma sondagem isolada.
-
Pela primeira vez na história, a energia solar e eólica gerou mais eletricidade que o gás natural no mundo inteiro em um único mês, abril de 2026, um marco da transição energética que mostra as fontes renováveis assumindo a dianteira do sistema elétrico global
-
A Petrobras deve concluir em agosto de 2026 a perfuração do poço Morpho, na Foz do Amazonas, o primeiro furo da Margem Equatorial, fronteira de petróleo que a ANP estima em mais de 30 bilhões de barris e pode redesenhar o mapa do Brasil
-
Governo confirma imposto do pecado para 2027 e explica por que bebidas alcoólicas e cigarros não devem ficar mais caros logo de cara, apesar de o novo tributo também alcançar refrigerantes, veículos poluentes, extração de minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports em uma mudança que ainda depende do Congresso
-
Anvisa revela falhas em suplementos da IDNLABS e suspende 11 lotes que incluem creatina, BCAA, beta-alanina e multivitamínicos; medida atinge produtos com problemas de qualidade, composição e rotulagem, enquanto consumidores são orientados a verificar os códigos impressos nas embalagens
A recusa, porém, é igualmente firme. Hang vinculou a permanência no Brasil a uma condição numérica precisa: enquanto os 5.500 municípios brasileiros não tiverem presença da rede, a expansão internacional não entra no planejamento. “Enquanto nós não enchermos o Brasil de loja, jamais vou colocar os meus pés fora do Brasil”, afirmou. A frase revela uma estratégia que prioriza densidade sobre amplitude geográfica, ou seja, a Havan prefere se tornar inescapável dentro do mercado nacional antes de fragmentar recursos com operações no exterior, onde o modelo de megaloja enfrentaria regulações, culturas de consumo e logísticas completamente distintas.
De 191 para 200: a expansão que não desacelera
A inauguração da loja de Blumenau levou a Havan ao total de 191 unidades em operação. A meta declarada por Luciano Hang para o encerramento do ano é atingir 200 lojas, o que significa que pelo menos nove novas megalojas precisam ser concluídas e inauguradas nos próximos meses. Com 12 canteiros de obras ativos simultaneamente, a rede tem margem para cumprir e até superar o objetivo, desde que o ritmo de construção se mantenha dentro do padrão que o empresário descreve como habitual.
O modelo de expansão da Havan é peculiar no varejo brasileiro. Enquanto concorrentes apostam em lojas compactas dentro de shoppings ou em formatos digitais, a rede insiste em megalojas de grande porte com estacionamento próprio e fachada monumental, um formato que exige terrenos amplos, investimento pesado em construção civil e capacidade logística para abastecer cada unidade. Luciano Hang defende que esse modelo funciona justamente porque diferencia a marca de qualquer outro varejista do Brasil e transforma cada loja em ponto de referência urbana na cidade que a recebe.
Mil metros de construção por dia: o ritmo que define a Havan
Um dos dados mais reveladores sobre a velocidade da expansão veio do próprio Luciano Hang. O empresário afirmou que a Havan pretende construir mil metros quadrados de área por dia ao longo deste ano. A megaloja de Blumenau, por exemplo, saiu do terreno vazio à inauguração em aproximadamente 100 dias, um prazo que Hang considera dentro da normalidade operacional da empresa, já que, segundo ele, uma loja da rede já foi erguida em apenas 60 dias.
Essa capacidade de execução rápida é o que permite à Havan sustentar mais de uma dezena de obras simultâneas sem comprometer o cronograma geral de expansão. O modelo construtivo padronizado da rede, que replica a mesma estrutura arquitetônica em todas as unidades, reduz o tempo de projeto e acelera a execução no canteiro. Para Luciano Hang, a velocidade não é apenas eficiência operacional, é vantagem competitiva: cada loja inaugurada antes do previsto significa receita antecipada e presença de marca consolidada num município antes que qualquer concorrente ocupe o mesmo espaço.
Santa Catarina e os próximos endereços no mapa da expansão
Embora a Havan já tenha nascido em Santa Catarina e mantenha forte presença no estado, Luciano Hang acredita que ainda há espaço significativo para crescer ali. O empresário estimou que o estado comporta no mínimo 60 lojas da rede, número que supera consideravelmente a quantidade atual de unidades catarinenses. Projetos já confirmados incluem novas megalojas em São Miguel do Oeste, Florianópolis e Tijucas, além de futuras unidades no litoral norte do estado.
A disposição de adensar a operação no próprio quintal reforça a lógica da expansão focada no Brasil. Se até Santa Catarina, berço da Havan, ainda apresenta lacunas na cobertura da rede, a margem de crescimento em estados menos saturados é potencialmente muito maior. Luciano Hang parece enxergar o mapa brasileiro como um tabuleiro com milhares de posições vazias esperando para receber uma loja, e cada megaloja inaugurada é uma peça colocada nesse jogo de longo prazo que o empresário não tem pressa de encerrar.
E você, acha que a Havan está certa em recusar os convites internacionais e focar na expansão pelo Brasil? A meta de 200 lojas até o fim do ano é ambiciosa demais ou Luciano Hang ainda está sendo conservador diante dos 5.500 municípios? Deixe seu comentário e diga: a sua cidade já tem uma loja da rede ou está na fila de espera?

-
-
2 pessoas reagiram a isso.