O smartphone combina sensores grandes, três câmeras avançadas e recursos profissionais de vídeo, mas ainda enfrenta críticas no design e no software
Uma nova disputa no mercado de smartphones premium ganhou força recentemente, atraindo atenção de usuários que buscam a melhor câmera de celular. O Jovi X300 Ultra, nome usado pela marca Vivo no Brasil, aparece como um dos modelos mais fortes de 2026 nesse segmento, segundo análises como a do The Verge. O aparelho chama atenção porque não pertence às linhas Galaxy S26, da Samsung, nem iPhone 17, da Apple, tradicionalmente associadas à fotografia mobile de alto desempenho. A proposta do modelo é apostar em consistência técnica entre as três câmeras traseiras, sensores grandes e recursos avançados de vídeo. Esse movimento mostra que a disputa pela melhor câmera de celular passou a envolver fabricantes que buscam desempenho mais uniforme, em vez de apenas zoom extremo ou números isolados de megapixels.
Câmera de 200 MP muda a disputa entre celulares premium
A principal aposta do Jovi X300 Ultra está no conjunto traseiro de câmeras. O modelo traz um sensor Sony Lytia 901 de 200 megapixels na câmera principal e mantém a mesma resolução na lente teleobjetiva, o que reforça a busca por equilíbrio entre diferentes tipos de enquadramento. Em vez de priorizar apenas alcances extremos de zoom, o aparelho tenta entregar qualidade consistente em fotos abertas, retratos e aproximações. A câmera principal também adota uma distância focal de 35 mm, mais próxima do campo de visão humano do que os 23 mm a 26 mm comuns em outros celulares. Com isso, o resultado tende a preservar uma aparência mais natural nas imagens, especialmente em cenas cotidianas e registros com maior profundidade visual.
Sensores grandes reforçam a qualidade das imagens
O sensor principal do Jovi X300 Ultra mede 1/1.12 polegada, oferecendo ganho em tamanho físico e resolução dentro do segmento premium. A lente ultra-angular também chama atenção porque utiliza um sensor maior que o sensor principal do iPhone 17 Pro, além de contar com estabilização óptica de imagem, conhecida como OIS. Esse conjunto permite que a ultra-angular entregue qualidade próxima de uma câmera principal, mesmo em cenas mais abertas. A teleobjetiva de 85 mm, por sua vez, preserva sensor de 1/1.4 polegada e resolução de 200 megapixels. Apesar da abertura de f/2.7, melhorias no processamento e na estabilização compensam a limitação em relação ao modelo anterior.
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Vídeo 4K a 120 fps mira criadores profissionais
O Jovi X300 Ultra também tenta se destacar na gravação de vídeos. O smartphone permite registros em 4K a 120 fps com 10-bit Log em todas as câmeras traseiras, recurso voltado a usuários que buscam maior controle sobre cor, luz e pós-produção. O sistema ainda aceita importação de LUTs 3D personalizadas, usadas em fluxos profissionais de edição. Na prática, essa combinação aproxima o celular de ferramentas mais avançadas de criação de conteúdo. Assim, o modelo mira não apenas usuários comuns, mas também criadores que desejam gravar com mais flexibilidade técnica usando apenas um smartphone.
Hardware premium acompanha o sistema de câmeras
O conjunto interno acompanha a proposta avançada do sistema fotográfico. O Jovi X300 Ultra traz processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, até 1 TB de armazenamento e 16 GB de RAM, além de uma bateria de 6.600 mAh. A tela OLED de 6,8 polegadas opera com taxa de atualização de 144 Hz. Essas especificações colocam o aparelho entre os celulares premium de maior desempenho. O objetivo é sustentar o uso intenso de câmera, vídeo, edição e multitarefas sem comprometer a experiência geral do usuário.
Design e software ainda são pontos criticados
Apesar do destaque nas câmeras, o design do Jovi X300 Ultra recebeu críticas do The Verge. O portal classificou o visual como “monótono e entediante” e também apontou o bloco de câmeras como excessivamente saltado. Outro ponto observado foi a ausência de um botão físico de obturador, presente em versões anteriores. A interface OriginOS também foi citada como uma fragilidade entre grandes fabricantes, principalmente pela presença de anúncios e aplicativos pré-instalados. Ainda assim, a fabricante promete cinco anos de atualizações do Android e sete anos de suporte de segurança, o que amplia o ciclo de uso do aparelho.
Preço alto coloca o Jovi X300 Ultra no topo do mercado
O preço de venda do Jovi X300 Ultra na Europa é de € 1.999, aproximadamente R$ 11,5 mil em conversão direta. O valor coloca o aparelho em faixa semelhante à do iPhone 17 Pro Max de 1 TB, reforçando sua posição no segmento premium. O modelo está disponível nos Estados Unidos, onde a marca aparece como Vivo, em mercados da Ásia e em países europeus como Espanha e Itália. No Brasil, ainda não há data específica confirmada para o lançamento, embora existam indícios de chegada ao mercado nacional ainda em 2026.
O avanço das câmeras mobile em 2026
A chegada do Jovi X300 Ultra reforça uma mudança importante no setor de smartphones. A disputa pela melhor câmera de celular já não depende apenas de Apple e Samsung, pois marcas ligadas ao ecossistema Vivo passaram a pressionar concorrentes tradicionais com sensores maiores, processamento avançado e vídeo profissional. Esse cenário mostra que a fotografia mobile entrou em uma fase mais técnica. Agora, consistência entre lentes, estabilização, distância focal e recursos de pós-produção também pesam na escolha de um celular premium.
O futuro da fotografia em smartphones
Especialistas, usuários avançados e criadores de conteúdo observam que o Jovi X300 Ultra pode elevar o nível da fotografia mobile em 2026. A combinação de câmeras de 200 MP, vídeo em 4K a 120 fps e sensores grandes cria uma disputa mais forte no segmento premium. Enquanto isso, críticas ao design e ao software mostram que o aparelho ainda precisa equilibrar potência, experiência e acabamento.
O que você considera mais importante em um celular premium: ter a melhor câmera possível ou entregar uma experiência completa em design, software e desempenho?
