A história da jovem Beatriz, que tinha apenas um par de sapatos, apostou em cursos gratuitos de tecnologia e transformou a própria vida em Recife virou símbolo do poder da inclusão digital.
A história começa de um jeito que prende o leitor já na largada. Aos 15 anos, Beatriz Delmiro tinha apenas um par de sapatos e era com ele que enfrentava um longo trajeto até o Centro de Recondicionamento de Computadores do Ministério das Comunicações, em Recife. Foi ali, em meio a cursos gratuitos e aulas de tecnologia, que a jovem começou a mudar um destino que parecia limitado pela falta de dinheiro e de oportunidades. Hoje, aos 25, ela lidera uma agência de marketing digital, está concluindo a graduação em Sistemas de Informação e Design e ajuda a sustentar a família.
Filha de uma família humilde e com sete irmãos, Beatriz chegou ao programa com pouco domínio de informática e dificuldade para falar em público. O que parecia só mais uma chance de estudar virou uma virada completa de rota.
No CRC do Ministério das Comunicações, ela concluiu cursos gratuitos de recondicionamento de computadores, web design, robótica e ferramentas como Word, Excel e PowerPoint.
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Aos 17 anos ela pintou à mão, em aquarela, a primeira estampa para vender roupa de colégio, a marca cresceu sem investidor, já vendeu 135 mil peças e mira R$ 15 milhões de faturamento em 2026
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Mapeando a própria área de exploração no Golfo do México, a petroleira Shell flagrou no sonar um naufrágio de madeira intocado desde o início do século 19, a mais de 1.300 metros de profundidade
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Mãe mineira começou vendendo semijoias de porta em porta nos anos 1980, pegou dinheiro emprestado para comprar as primeiras peças e transformou o empreendimento em uma rede familiar com mais de 70 lojas no Brasil
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Ponte de quase R$ 400 milhões no Brasil ficou pronta para ligar cidades, gerar empregos e reduz travessia de 30 para 2 minutos; com 1,24 km, entra entre as maiores do país e acaba com décadas de filas nas balsas.
A rotina foi intensa. Ela frequentava as aulas todos os dias, muitas vezes em mais de um turno, até transformar esforço em oportunidade real.
De um par de sapatos ao primeiro salário: quando os cursos gratuitos viraram porta de saída
A mudança não demorou a aparecer. Aos 16 anos, Beatriz foi indicada para o primeiro estágio, na Fundação Joaquim Nabuco, onde trabalhou com manutenção e conserto de computadores.
Depois, aos 18, conquistou o primeiro emprego formal na Fundação de Atendimento Socioeducativo, a Funase.
O salto profissional veio na sequência, empurrado pela experiência prática, pela formação técnica e pelo contato com um universo que antes parecia distante demais para alguém da sua realidade.
Hoje, a jovem administra uma agência de marketing digital ao lado de uma sócia do Rio Grande do Sul. O que antes era sobrevivência virou carreira, renda e empreendedorismo.
A trajetória também trouxe conquistas que pesam justamente porque nasceram da escassez: o primeiro celular, a bicicleta para se deslocar, as viagens profissionais e a chance de ensinar os irmãos e outras pessoas ao redor.
A história da jovem que saiu de um par de sapatos para liderar um negócio em Recife ganhou força justamente porque mostra uma transformação palpável, concreta e difícil de ignorar.
O programa que mudou a vida da jovem já alcança milhares de pessoas em Pernambuco
A história de Beatriz não é um caso isolado dentro do programa. Em abril de 2026, o Ministério das Comunicações informou que Pernambuco já soma 10 mil pessoas formadas em novas tecnologias por meio do Computadores para Inclusão.
Na mesma atualização, a pasta afirmou que o programa atingiu 80 mil brasileiros capacitados em todo o país, com cursos que vão da informática básica a design, programação, manutenção de computadores e conserto de smartphones.
O alcance da iniciativa também cresceu no estado. Em janeiro de 2026, o Ministério informou que Pernambuco recebeu 126 novos laboratórios de informática em 25 municípios ao longo de 2025, com 799 computadores recondicionados.
A lógica do projeto combina duas frentes poderosas: reaproveitar equipamentos que seriam descartados e transformar esse processo em cursos gratuitos, formação técnica e acesso ao mercado de trabalho para pessoas de baixa renda.
Inclusão digital deixa de ser discurso e vira renda, mercado e futuro
É aí que a história ganha ainda mais peso. O Computadores para Inclusão não funciona apenas como distribuição de máquinas.
Segundo o Ministério das Comunicações, os Centros de Recondicionamento de Computadores são espaços voltados ao recondicionamento de equipamentos eletroeletrônicos, à oferta de cursos e oficinas e ao descarte correto de resíduos eletrônicos.
O foco está justamente em jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, com formação voltada ao uso de tecnologia, criatividade e profissionalização.
Em janeiro de 2026, uma divulgação oficial apontou que o programa havia alcançado 70 mil computadores doados no Brasil, com impacto em mais de 700 mil pessoas.
Já em agosto de 2024, durante agenda em Recife, o Ministério havia anunciado a entrega de 500 computadores para laboratórios de informática em Pernambuco e a formatura de 150 alunos capacitados em cursos do CRC local.
Isso ajuda a explicar por que histórias como a de Beatriz deixaram de ser exceção e passaram a funcionar como vitrine de uma política pública que conecta tecnologia, renda e inclusão.
A fase do único par de sapatos ficou para trás, mas o impacto continua
O detalhe mais forte dessa história talvez esteja justamente no contraste. A jovem que um dia tinha apenas um par de sapatos e atravessava a cidade para estudar hoje reformou o escritório da agência, montou a decoração que sempre quis e segue construindo novas metas.
O que ficou para trás não foi só a falta material. Ficou para trás a sensação de que tecnologia, design e mercado digital eram caminhos reservados para outros perfis, outras classes e outras realidades.
Num momento em que o debate sobre emprego, qualificação e futuro dos jovens volta a ganhar força, histórias como essa mexem porque mostram resultado visível. Não é promessa. Não é discurso vazio. É uma jovem real, com um passado duro, que encontrou nos cursos gratuitos uma saída concreta para mudar a própria vida.
E esse tipo de transformação tem um efeito que vai muito além de uma biografia inspiradora: ele expõe o tamanho do impacto que a inclusão digital pode gerar quando chega de verdade a quem mais precisa.
Comente o que você achou da história da Beatriz e compartilhe esta matéria com quem acredita no poder dos cursos gratuitos para mudar vidas.

Umahistoria linda
Linda história de superação . Fortemente inspiradora.