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Itaú: ex-funcionários admitiram trabalhar para outras empresas durante o expediente

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 26/10/2025 às 06:33
Atualizado em 26/10/2025 às 12:21
Explosão no Itaú: ex-funcionários admitiram trabalhar para outras empresas durante o expediente
Fonte: IA
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Choque no Itaú: parte dos demitidos confessou trabalhar para outras empresas durante o home office. Entenda o escândalo.

Itaú confirma demissões em massa e expõe escândalo de funcionários com duplo vínculo

O Itaú Unibanco confirmou que parte dos funcionários demitidos mantinha vínculo com outras empresas enquanto trabalhava em regime remoto. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24) pelo presidente do banco, Milton Maluhy Filho, durante o GAN Summit 2025, no Teatro ESPM, em São Paulo.

Segundo o executivo, cerca de mil profissionais foram desligados após uma investigação interna revelar baixa produtividade e condutas irregulares no home office. Ele destacou que o comportamento desses colaboradores ameaçava a confiança no modelo híbrido de trabalho, amplamente adotado pela instituição.

“Tinham 1,1 mil pessoas fazendo um péssimo trabalho, entregando 20% do que era esperado e registrando hora extra”, afirmou Maluhy. “Isso é um desvio de conduta e gera sobrecarga no restante da equipe, colocando em risco um modelo em que acreditamos muito.”

Ex-funcionários admitiram trabalhar para outras empresas

De forma surpreendente, o presidente revelou que muitos demitidos reconheceram o erro. Ele afirmou que a maioria pediu desculpas e admitiu atuar em mais de um emprego durante o expediente.

“A maior parte dos que saíram pediram desculpas, reconheceram o mau uso, admitiram que estavam fazendo jornada dupla, tripla e trabalhando virtualmente para outros lugares”, disse o executivo.

A confissão gerou forte repercussão. O caso levanta questões sobre ética, produtividade e limites do home office em grandes corporações. Além disso, reforça os riscos de funcionários que dividem o tempo entre múltiplos vínculos profissionais.

Demissões no Itaú provocam reação imediata do sindicato

As demissões em massa repercutiram em todo o país. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que o banco justificou os cortes com base em “registros de inatividade nas máquinas corporativas”, indicando ociosidade superior a quatro horas diárias em alguns casos.

Por outro lado, o Itaú negou que tenha realizado uma demissão em massa tradicional. Em nota, afirmou que os desligamentos foram resultado de uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e ao registro de jornada”.

O episódio, portanto, expôs o choque entre a visão das entidades trabalhistas e a estratégia de gestão do maior banco privado do país.

Itaú fecha acordo milionário com demitidos após pressão

Após semanas de pressão e negociações, o Itaú Unibanco firmou um acordo com o Sindicato dos Bancários. O trato garante até 10 salários mínimos extras, um bônus fixo de R$ 9 mil, o 13º da cesta-alimentação e benefícios imobiliários mantidos aos ex-funcionários.

O entendimento foi mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). O banco também se comprometeu a não encerrar o modelo de teletrabalho. Os ex-funcionários terão seis meses para aderir ao acordo.

Com isso, o Itaú tenta encerrar a polêmica e preservar sua reputação em meio à crescente atenção pública sobre as práticas de controle remoto.

Home office pressiona modelo de trabalho e a economia

O caso expõe uma realidade preocupante. Desde a pandemia, o trabalho remoto transformou a economia e as relações entre empresas e funcionários. No entanto, também ampliou os riscos de baixa produtividade e múltiplos vínculos profissionais.

Especialistas afirmam que o episódio do Itaú mostra a urgência de repensar políticas de transparência e monitoramento digital. Além disso, destaca o desafio das companhias em equilibrar confiança e desempenho num cenário cada vez mais descentralizado.

Por outro lado, o banco insiste que continuará acreditando no modelo híbrido — desde que haja comprometimento e ética dos colaboradores.

Nova fase para o Itaú e alerta para outras empresas

O Itaú tenta virar a página, mas o episódio serve de alerta para outras empresas que enfrentam dilemas semelhantes. As demissões e confissões de duplo vínculo escancararam os riscos de um ambiente onde a flexibilidade pode virar abuso.

Com a repercussão nacional, o caso passa a simbolizar uma nova fase das relações trabalhistas no Brasil. Assim, o maior banco privado do país envia uma mensagem clara: transparência e produtividade serão inegociáveis — mesmo em tempos de economia digital.

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Alexandre
Alexandre
27/10/2025 19:30

Não acredito nisso, que funcionário que admitiu isso? Parece matéria pra passar pano ao banco que fez um corte sem cabimento!
Tenho conta nesse banco mas devido ao desrespeito com que fez à muitos profissionais, vou transferir pra outro banco!

Caio Fernandes
Caio Fernandes
26/10/2025 12:50

Uma grande mentira , se eles estavam fazendo um pessimo trabalho , por que muitos tinham méritos e reconhecimentos? Aliás , a contradição já começa no “muitos pediram desculpas” quando em outras matérias ficou claro que não houve diálogo…

Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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