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Irã mira cabos submarinos no Estreito de Ormuz e ameaça criar um “pedágio digital” que pode atingir Google, Meta, Microsoft e Amazon em plena rota da internet mundial

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 17/05/2026 às 17:20
Atualizado em 17/05/2026 às 18:09
Irã avalia cobrar taxas de cabos submarinos em Ormuz e pode afetar internet, bancos, nuvem e gigantes da tecnologia.
Irã avalia cobrar taxas de cabos submarinos em Ormuz e pode afetar internet, bancos, nuvem e gigantes da tecnologia.
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Irã avalia impor taxas de trânsito sobre cabos submarinos no Estreito de Ormuz, medida que poderia atingir gigantes da tecnologia, levantar dúvidas legais, ampliar a pressão sobre rivais e acender alerta sobre tráfego de internet, bancos, nuvem e comunicações estratégicas

Irã avalia cobrar taxas de trânsito de cabos submarinos que cruzam o Estreito de Ormuz, medida que poderia gerar bilhões de dólares e ampliar a pressão de Teerã sobre adversários internacionais, conforme anúncio da Tasnim.

A proposta atingiria consórcios que operam cabos de fibra óptica na região. Google, Meta, Microsoft e Amazon teriam de seguir regulamentações iranianas, caso a cobrança fosse aplicada.

Irã mira cabos submarinos

Cerca de sete grandes cabos passam pelo estreito, concentrados em uma faixa estreita do lado omanita. Sistemas como FALCON, GBI e Gulf-TGN atravessam águas iranianas.

Essas estruturas conectam centros de dados na Ásia, Europa e Oriente Médio. Elas sustentam internet, nuvem, transações bancárias, comunicações militares, data centers e mensagens financeiras SWIFT.

A cobrança funcionaria como um pedágio digital. Cabos que cruzam águas iranianas, ou áreas próximas, pagariam para manter operações, em comparação com receitas obtidas pelo Egito no Canal de Suez.

Risco de monitoramento e danos

A medida poderia levar Teerã a monitorar dados que passam pelos cabos. A CNN destacou que o país não declarou sabotagem, embora mergulhadores de combate, submarinos e drones representem ameaça real.

Grupos aliados ao Irã são citados como risco. Em 2024, três cabos submarinos foram cortados por militantes houthis alinhados a Teerã no Iêmen, usando uma âncora.

O episódio reduziu em 25% o tráfego regional de internet. Ainda assim, a região representa cerca de 1% da largura de banda global, tornando o impacto mundial menos dependente desse corredor.

Limites legais e sanções

Especialistas citam obstáculos jurídicos. Irini Papanicolopulu afirmou que contratos antigos devem ser cumpridos, enquanto novos cabos podem depender de condições impostas por Estados.

O direito marítimo internacional protege estreitos usados para trânsito internacional e cabos existentes. Sanções ocidentais também dificultariam pagamentos ao Irã, tornando a ameaça mais sinalização política do que proposta executável.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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