Eni anuncia no Delta do Nilo descoberta de gás natural no poço Nidoco N-2 com 50 milhões de pés cúbicos por dia
Em 2 de maio de 2026, o Ministério do Petróleo e Recursos Minerais do Egito anunciou uma nova descoberta de gás natural no Delta do Nilo.
Conforme reportou o Daily News Egypt, o poço Nidoco N-2 vai injetar 50 milhões de pés cúbicos por dia (MMpcd) no sistema egípcio.
O poço fica na concessão West Abu Madi, no governorado de Kafr El-Sheikh.
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O operador é a italiana Eni em parceria com a britânica BP e a estatal egípcia EGPC, por meio da Petrobel.
De acordo com o ministério, a perfuração foi conduzida pela sonda EDC-56.
O alvo geológico fica em águas rasas de cerca de 10 metros de profundidade, a aproximadamente 3 quilômetros da costa.
Nidoco N-2 conecta-se a facilidades existentes em menos de 2 quilômetros
A grande vantagem do poço Nidoco N-2 é a proximidade com infraestrutura existente. Conforme dados oficiais, fica a menos de 2 quilômetros das facilidades de produção da Petrobel.
Em outras palavras, a conexão à rede nacional egípcia pode ocorrer em prazo curto. Por consequência, a produção comercial deve iniciar rapidamente após os testes finais.
De fato, o cronograma reduz o tempo de retorno do investimento. Naquele momento, a Eni evita o custo elevado de novas linhas submarinas longas.
Eni, BP e EGPC formam consórcio Petrobel na concessão West Abu Madi

A concessão West Abu Madi pertence à Petrobel, joint venture entre a EGPC e a Eni.
Em comparação com outras áreas egípcias, a região acumula múltiplas descobertas de gás desde os anos 2000.
Por outro lado, a italiana Eni também opera o megacampo Zohr, descoberto em 2015.
Trata-se da maior reserva de gás natural do Mediterrâneo, com estimativa de 30 trilhões de pés cúbicos.
Da mesma forma, a BP participa como sócia na exploração e tem operações próprias na região.
Por isso, o Delta do Nilo virou hub estratégico para a estatal britânica no Mediterrâneo Oriental.
Perfuração direcional onshore alcança alvo offshore e corta custos operacionais
A perfuração do poço Nidoco N-2 usou técnicas direcionais avançadas. Conforme detalhes do projeto, a sonda EDC-56 partiu de plataforma onshore e alcançou o reservatório offshore.
Em outras palavras, a operação evita a montagem de uma plataforma flutuante completa. Por consequência, reduz custos operacionais e acelera o cronograma da obra.
De acordo com a Offshore Energy, perfuração direcional é padrão internacional para campos rasos de baixa lâmina d’água.
Da mesma forma, a Petrobras adota técnica similar em águas rasas no Brasil.
- Produção esperada: 50 milhões de pés cúbicos/dia
- Concessão: West Abu Madi (Kafr El-Sheikh, Egito)
- Operadores: Eni + BP + EGPC (joint Petrobel)
- Sonda: EDC-56 (perfuração direcional)
- Profundidade do mar: ~10 metros
- Distância das facilidades: menos de 2 km
Cairo aposta em novas descobertas para reverter queda de produção desde 2023

O Egito viveu déficit energético entre 2022 e 2024. Conforme dados oficiais, o país passou de exportador a importador líquido de gás em 2024.
Por outro lado, novas descobertas têm acelerado a recomposição da produção. Em outras palavras, o objetivo declarado é voltar a exportar GNL a partir de 2027.
De fato, a estratégia combina parcerias com majors internacionais e investimento estatal direto. Naquele momento, a Eni se posiciona como parceira preferencial do Egito na descoberta e produção de gás.
Brasil tem gás natural em pré-sal mas depende de importações em outras regiões
O Brasil produz gás natural principalmente nos campos do pré-sal de Santos. Conforme dados da ANP, o país atingiu 154 milhões de m³ diários em 2024.
Em comparação com o Egito, o Brasil tem reservas maiores mas distribuição geográfica diferente.
Outras descobertas globais recentes incluem o apreensão do petroleiro Ocean Koi no Estreito de Ormuz, que afeta o fluxo internacional.
Por outro lado, a importação brasileira de gás boliviano segue contratada até 2030. Da mesma forma, o Norte do Brasil ainda depende de termelétricas a diesel ou óleo.
Mediterrâneo Oriental consolida-se como hub global de gás natural

O Mediterrâneo Oriental abriga gigantes do gás natural.
Conforme dados internacionais, o Zohr egípcio, o Leviathan israelense e o Aphrodite chipriota somam reservas de mais de 50 trilhões de pés cúbicos.
Em comparação com Catar ou Estados Unidos, o Mediterrâneo Oriental ainda exporta volume menor. Por consequência, infraestrutura nova de GNL e gasodutos avança rapidamente.
De acordo com a Eni, a estratégia da empresa combina descobertas pequenas-rápidas (como Nidoco N-2) com megacampos de longo prazo.
Por isso, mantém produção estável independente de novos megacampos surgirem ou não.
Próximos passos: Petrobel deve perfurar mais 4 poços exploratórios no Delta do Nilo
A Petrobel anunciou plano para mais 4 poços exploratórios no Delta do Nilo.
Em seguida, a perfuração de novos alvos ao redor do Nidoco N-2 deve avançar até o fim de 2026.
Conforme o Ministério egípcio, a meta é adicionar pelo menos 200 milhões de pés cúbicos diários ao sistema até 2027.
Da mesma forma, a Eni avalia novos prospectos em parceria com BP.
Outras grandes obras energéticas globais incluem o templo perdido em Saqqara, recentemente revelado em outro contexto egípcio. Naquele momento, o país combina patrimônio histórico com infraestrutura energética moderna.
Há limitações reconhecidas. Conflitos regionais como a guerra em Gaza afetam logística e investimentos no Mediterrâneo Oriental.
Conforme aponta o setor, riscos geopolíticos restringem o ritmo de novas exploradas em águas internacionais.
Em comparação com a Bacia de Levante israelense, o Egito tem perfil de risco maior, mas ainda atrativo para majors europeias.
Da mesma forma, o Banco Mundial monitora exposição financeira do Cairo. Naquele momento, a estabilidade do contrato com a Eni serve de referência para futuros licenciamentos.
De acordo com analistas, o gás do Delta do Nilo deve sustentar a matriz egípcia pelos próximos 15 anos.
Por consequência, o país planeja modernizar a rede nacional de distribuição até 2030.
Conforme aponta o setor, riscos geopolíticos restringem o ritmo de novas exploradas em águas internacionais.
Será que a Eni conseguirá manter o ritmo de descobertas que sustenta a estratégia egípcia de retomar o status de exportador líquido de gás natural até 2027?

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