Marcas como Volvo, Tesla e Toyota dedicam investimentos bilionários à produção própria de baterias, a fim de abastecer os seus veículos elétricos
Segundo a análise da consultoria AlixPartners, é esperado, até o ano de 2026, um investimento total de US$ 330 bilhões na cadeia de suprimentos dos veículos elétricos. Deste montante, um terço deve ser gasto para a produção de baterias, o que está de acordo com a decisão tomada por múltiplos países de banir os carros a combustão até 2030.
No entanto, conforme é destacado pelo site da Época, o que chama a atenção é o fato de que várias montadoras decidiram se unir aos seus fornecedores de baterias, ou, então, parar de negociar com eles, tornando-se, assim, os seus próprios fornecedores.
Volvo construirá uma fábrica cuja capacidade de produção será de 500 mil baterias por ano
A empresa Volvo é a última a fazer parte desta estratégia, através do anúncio de sua parceria com a Northvolt, a fim de construir uma fábrica com a capacidade de produção de 500 mil baterias por ano, capazes de equipar exclusivamente os veículos elétricos da companhia e os da Polestar, pertencente ao mesmo grupo.
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Sob esse viés, o investimento previsto para a nova fábrica é de US$ 2,9 bilhões. De acordo com João Oliveira, diretor de operações e inovação da Volvo no Brasil, ela deverá suprir toda a demanda da empresa, que cresce em ritmo bastante acelerado. O executivo adiciona, ainda, que a unidade irá também atender aos padrões de sustentabilidade exigidos pela montadora.
Além da Volvo, outras montadoras já decidiram, antes, produzir as próprias baterias para garantir o suprimento de seus veículos elétricos, que seguem tendência de crescimento a cada ano. Abaixo, é demonstrado como está a corrida de produção para cada companhia.
Quais as montadoras voltadas à produção de baterias?
Entre as diversas marcas que buscam se livrar da dependência de fornecedores para a obtenção de baterias, destacam-se:
Volvo
A Volvo iniciará, no ano que vem, a construção de uma fábrica de baterias na Suécia, que é fruto de sua parceria com a Northvolt. A Northvolt, por sua vez, já promove o fornecimento de componentes do tipo também para a BMW, a Volkswagen e a Scania, outra sueca.
GM
A GM formou uma joint venture com o braço da LG responsável por produzir baterias automotivas, a fim de implantar uma fábrica no estado de Ohio, nos Estados Unidos. O investimento dedicado à nova planta é de US$ 2,3 bilhões, e ela deve iniciar as suas operações no ano de 2023. Trata-se da primeira unidade do gênero a qual a montadora está disposta a colocar em prática.
Tesla
Em 2016, a Tesla se aliou à sua principal fornecedora de baterias, a Panasonic, para montar a chamada Gigafactory, localizada no estado de Nevada, nos Estados Unidos. O investimento voltado à sua construção foi de US$ 5 bilhões, e a fábrica produz, hoje, até 1,3 milhão de baterias ao ano.
Stellantis
A Stellantis – criada após a fusão da Fiat Chrysler com a PSA – anunciou, no ano passado, a construção de uma fábrica de baterias automotivas em Ontário, no Canadá, também em parceria com a multinacional LG. A unidade, que deve ser inaugurada em 2024, equipará 2,5 milhões de veículos elétricos por ano. O custo será de US$ 4,1 bilhões.
Toyota
A Toyota resolveu montar a sua linha de produção de baterias na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. A construção da fábrica foi anunciada no ano passado, e a expectativa é de que ela abasteça até 1,2 milhão de veículos elétricos a cada ano. A inauguração está prevista para 2025, enquanto o investimento dedicado à iniciativa será de US$ 1,29 bilhão.

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