1. Início
  2. / Economia
  3. / INSS volta a cobrar bancos, exige R$ 148,4 milhões por custos do consignado, retoma taxa suspensa desde 2022, pressiona sistema financeiro, fecha acordo com Febraban, garante que aposentados não serão afetados e promete mais controle sobre empréstimos previdenciários, folha, pagamento
Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 0 comentários

INSS volta a cobrar bancos, exige R$ 148,4 milhões por custos do consignado, retoma taxa suspensa desde 2022, pressiona sistema financeiro, fecha acordo com Febraban, garante que aposentados não serão afetados e promete mais controle sobre empréstimos previdenciários, folha, pagamento

Publicado em 22/01/2026 às 13:10
Atualizado em 22/01/2026 às 13:11
INSS retoma cobrança de bancos no empréstimo consignado, fecha acordo com Febraban e reforça controle da folha de pagamento sem afetar beneficiários.
INSS retoma cobrança de bancos no empréstimo consignado, fecha acordo com Febraban e reforça controle da folha de pagamento sem afetar beneficiários.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
4 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Após acordo com Febraban e ABBC, o INSS volta a exigir custos operacionais do consignado, regulariza valores acumulados, reforça governança e afirma que beneficiários não terão desconto na folha.

O INSS decidiu retomar a cobrança de custos operacionais ligados ao crédito consignado e anunciou um valor total de R$ 148,4 milhões a ser pago por bancos que oferecem esse tipo de empréstimo vinculado a benefícios previdenciários. A cobrança estava suspensa desde 2022 e volta agora como parte de um acordo formalizado com entidades do setor bancário.

Segundo o INSS, a medida mira diretamente as instituições financeiras credenciadas e que mantêm Acordo de Cooperação Técnica para operar o consignado. O objetivo é custear a administração, o controle e a segurança das operações realizadas dentro da própria folha de pagamento dos benefícios, com a promessa de ampliar a governança e garantir que aposentados e pensionistas não sejam afetados.

O que o INSS está cobrando e de onde sai o valor de R$ 148,4 milhões

O INSS retomará a cobrança de R$ 148,4 milhões referentes ao custo operacional do crédito consignado.

Esse montante está ligado às operações de empréstimos consignados vinculadas a benefícios previdenciários e realizadas por instituições financeiras credenciadas.

O total inclui taxas acumuladas durante o período em que a cobrança esteve suspensa, desde 2022.

Ou seja, não se trata apenas de um custo “daqui para frente”, mas também de uma regularização do que ficou pendente enquanto a taxa não era exigida.

Quem paga essa conta e quais bancos entram na regra

A cobrança do INSS é aplicada às instituições financeiras que firmam Acordo de Cooperação Técnica para operacionalizar o consignado.

Na prática, são os bancos e instituições autorizadas a oferecer empréstimos com desconto em folha para beneficiários da Previdência, utilizando a estrutura de processamento do próprio sistema previdenciário.

Essas instituições, segundo a regra descrita, devem arcar com custos relacionados à gestão, à segurança e ao controle das operações que acontecem diretamente na folha de pagamento dos benefícios.

O foco, portanto, é o funcionamento operacional do mecanismo que permite o desconto automático.

O acordo com Febraban e ABBC e por que ele muda o jogo

A medida foi formalizada após acordo firmado com a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, e com a Associação Brasileira de Bancos, a ABBC.

Esse acordo tem dois efeitos principais: regulariza os valores que ficaram em aberto durante a suspensão e reforça a exigência do pagamento por parte dos bancos que operam com consignado.

Ao amarrar o retorno da cobrança a um entendimento com as entidades representativas, o INSS tenta reduzir atritos e dar previsibilidade, deixando claro que a taxa não é um improviso, mas uma cobrança prevista em lei que voltou a ser aplicada.

Por que o INSS diz que a cobrança fortalece controle e segurança

O INSS afirma que o custo operacional envolve a administração, a segurança e o controle das operações. Isso inclui o gerenciamento do fluxo do consignado dentro da folha, os mecanismos de controle e a camada de segurança necessária para que a operação ocorra com rastreabilidade, conformidade e governança.

A lógica apresentada é que, se as instituições financeiras se beneficiam do canal que permite oferecer consignado com desconto direto, elas precisam custear o aparato operacional que sustenta essa engrenagem dentro do sistema previdenciário.

Suspensão desde 2022 e retomada com regularização de valores acumulados

Um dos pontos centrais da decisão é o retorno de uma cobrança que estava suspensa desde 2022.

Com o acordo, os valores devidos passam a ser regularizados e somam, até o momento, R$ 148,4 milhões.

O recado do INSS é que não se trata apenas de “voltar a cobrar”, mas de fechar a conta do período em que a cobrança não foi exigida e colocar a regra novamente em funcionamento para as instituições que seguem operando com esse tipo de crédito.

O impacto prometido: equilíbrio financeiro sem afetar o beneficiário

O INSS sustenta que a medida pode trazer equilíbrio financeiro ao sistema sem provocar impactos negativos para quem recebe benefício.

A autarquia afirma que não haverá prejuízo aos beneficiários da Previdência Social, reforçando que a cobrança é direcionada às instituições financeiras e não ao aposentado, pensionista ou segurado.

A mensagem central é clara: o dinheiro cobrado serve para custear a operação e reforçar governança, mas não será repassado como desconto adicional na folha do beneficiário, segundo o posicionamento divulgado.

O que muda na prática para a operação do consignado

Com a cobrança retomada, o desenho operacional do consignado fica mais rígido no sentido de exigir o custo de quem participa do sistema via Acordo de Cooperação Técnica. Isso reforça a ideia de que operar consignado não é apenas vender crédito, mas integrar-se a uma estrutura de controle e processamento dentro do sistema previdenciário.

O INSS também coloca a retomada como uma forma de assegurar cumprimento da legislação e fortalecer governança.

Na prática, isso tende a significar maior exigência de conformidade e de regras de operação para bancos credenciados, já que o custo está associado justamente a gestão, controle e segurança dentro da folha.

O que fica no radar do sistema financeiro a partir de agora

A cobrança de R$ 148,4 milhões aumenta a pressão sobre o sistema financeiro porque cria um custo operacional formalizado e retroativo ao período suspenso, ao mesmo tempo em que reforça que a exigência voltará a fazer parte do funcionamento do consignado.

Para bancos que dependem fortemente dessa modalidade, o recado é que o canal do consignado previdenciário tem regras, custos e governança que precisam ser cumpridos para continuar operando, inclusive com fiscalização e controle vinculados à folha.

Você acha que o INSS realmente vai conseguir ampliar o controle do consignado sem que os bancos repassem esse custo de alguma forma para o cliente final?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Tags
Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x