Início Ineep aponta que lucros da Petrobras podem chegar à R$ 60 bilhões, mesmo com a redução nos preços dos combustíveis no Brasil

Ineep aponta que lucros da Petrobras podem chegar à R$ 60 bilhões, mesmo com a redução nos preços dos combustíveis no Brasil

27 de julho de 2022 às 06:15
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Em meio a um cenário de instabilidade nos valores dos combustíveis e na corrida eleitoral brasileira, o Governo Bolsonaro agora pressiona a Petrobras para baixar os preços do diesel e busca mais dividendos com a antecipação dos valores de 2023.
Foto: Bloomberg

Contrariando o cenário atual de redução nos preços dos combustíveis e queda na arrecadação das empresas do setor, o Ineep está projetando que os lucros da Petrobras devem chegar à R$ 60 bilhões neste segundo trimestre.

O cenário desta quarta-feira, (27/07), está bastante favorável à companhia de petróleo e gás natural Petrobras, uma vez que o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) está prevendo lucros que cheguem à R$ 60 bilhões no segundo trimestre deste ano. Mesmo com o cenário atual de redução nos preços dos combustíveis em todo o Brasil, a estatal ainda deve seguir com seu lucro médio bilionário e manter a liderança no país.

Lucros da Petrobras devem contornar cenário de queda nos preços dos combustíveis e chegar à R$ 60 bilhões no segundo trimestre deste ano, aponta Ineep

O setor de combustíveis nacional agora assiste a uma queda no valor dos produtos em todo o país, motivada pela redução da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre os combustíveis nos estados nacionais. Essa é uma jogada do Governo Federal que acarreta perdas de R$ 80 bilhões aos entes, prejudicando investimentos em saúde e educação, entre outros setores, mas as companhias do setor ainda continuarão com seus lucros em dia.

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Isso, pois, de acordo com as projeções do Ineep, os lucros da Petrobras, a maior companhia de combustíveis do Brasil, não deverão ser afetados pela redução dos preços dos combustíveis no país. E, entre o valor arrecadado em lucros pela companhia, um total de 37% irão para o governo federal, enquanto os outros 63% serão reservados aos acionistas privados, dos quais 40% não são brasileiros.

Assim, o Estado ficará com a menor parcela dos valores, o que motivou o presidente Jair Bolsonaro a buscar o pagamento antecipado dos dividendos do ano de 2023.

As previsões do Ineep apontam que o lucro líquido da Petrobras deverá fechar entre R$ 44,2 bilhões e R$ 60,4 bilhões no segundo trimestre deste ano, salto de até 40% na comparação com igual período de 2021 (de R$ 43 bilhões). Dessa forma, a parcela de valores pagos aos acionistas deverá ficar entre cerca de R$ 47 bilhões e 58 R$ bilhões, mas a estatal só irá divulgar os preços finais nesta próxima quinta-feira, após uma reunião com o conselho de administração da empresa.

Cotação do dólar sobre os preços dos combustíveis no Brasil ainda é o principal motivador dos altos lucros que a estatal conseguirá neste segundo semestre

O Ineep comentou sobre como a Petrobras conseguiu contornar o cenário de queda nos preços dos combustíveis no Brasil e terá altos lucros em 2022 e disse que o principal motivador para isso é o preço dos combustíveis cobrado do consumidor e das empresas no Brasil, a partir da cotação do dólar, embora todo o processo de extração, mão de obra e refino sejam realizados em território nacional.

Isso acontece pois, desde o ano de 2016, a Petrobras adora a chamada política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que repassa as variações do petróleo no mercado internacional diretamente ao consumidor brasileiro, além de considerar os custos de logística de importação.

Dessa forma, os preços finais dos combustíveis no Brasil tendem a se tornarem cada vez maiores e, mesmo que tenha sido observada uma forte queda nos valores, a arrecadação ainda segue essa política de preço, trazendo altos lucros à empresa.

“Em resumo, provavelmente veremos a história se repetir em mais um trimestre de grandes lucros para a Petrobras. E de enormes pagamentos de dividendos para os acionistas, em prejuízo do consumidor”, comentou o Ineep em comunicado recente.

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