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Indústria da Construção movimenta R$ 522,5 bilhões no Brasil, emprega 2,5 milhões de pessoas e revela força das obras de infraestrutura, que sozinhas chegaram a R$ 200,9 bilhões em 2024

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 10/06/2026 às 22:09
Atualizado em 10/06/2026 às 22:12
Indústria da Construção movimentou R$ 522,5 bilhões em 2024, com 191 mil empresas e 2,5 milhões de trabalhadores.
Indústria da Construção movimentou R$ 522,5 bilhões em 2024, com 191 mil empresas e 2,5 milhões de trabalhadores.
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Levantamento mostra que o setor reuniu 191 mil empresas, empregou 2,5 milhões de pessoas e teve forte peso das obras de infraestrutura, enquanto salários médios variaram de 1,8 a 2,6 salários mínimos e o Sudeste concentrou metade dos postos de trabalho.

A Indústria da Construção movimentou R$ 522,5 bilhões em incorporações, obras e serviços em 2024, reunindo 191 mil empresas, 2,5 milhões de trabalhadores e R$ 95,6 bilhões pagos em salários no país.

Infraestrutura lidera valor gerado pela Indústria da Construção

O maior peso econômico veio das Obras de infraestrutura, responsáveis por R$ 200,9 bilhões, ou 38,4% do total. A Construção de edifícios ficou próxima, com R$ 198,9 bilhões e participação de 38,1%.

Os Serviços especializados para construção completaram a divisão setorial, com R$ 122,8 bilhões, equivalentes a 23,5% do valor gerado. O equilíbrio entre infraestrutura e edifícios marcou a composição da atividade em 2024.

A demanda do setor público respondeu por 33,0% do total gerado pela indústria da construção. Nas Obras de infraestrutura, essa participação foi ainda maior, chegando a 48,2% do valor gasto.

O gerente da pesquisa, Marcelo Miranda, destacou o peso das obras de infraestrutura no cenário nacional. Ele também ressaltou a relevância do setor público, que corresponde a quase metade das obras de infraestrutura no país.

Edifícios empregam mais, mas infraestrutura paga melhor

Embora a Construção de edifícios tenha ficado em segundo lugar no valor gerado, o segmento concentrou a maior fatia do pessoal ocupado. Em 2024, reuniu 35,7% dos trabalhadores das empresas de construção.

Os Serviços especializados para construção empregaram 34,4% do total, enquanto Obras de infraestrutura ficaram com 29,9%. A distribuição mostra uma divisão relativamente próxima entre os três segmentos da atividade.

A remuneração média mensal na Indústria da Construção variou de 1,8 a 2,6 salários mínimos. Na média geral, cada empresa tinha 13 pessoas ocupadas e pagava 2,1 salários mínimos por mês.

As Obras de infraestrutura apresentaram maior porte médio, com 39 funcionários por empresa, além da maior remuneração, de 2,6 salários mínimos. A Construção de edifícios registrou 13 pessoas por empresa e 1,9 salário mínimo.

Já os Serviços especializados para construção tiveram média de 8 funcionários por empresa e remuneração de 1,8 salário mínimo. No conjunto de custos, os gastos com pessoal foram o maior componente das despesas.

Esse item respondeu por 30,7% do total em 2024. Depois vieram consumo intermediário, exceto material de construção e serviços contratados, com 22,5%, e consumo de materiais de construção, com 22,3%.

Rodovias e obras residenciais aparecem entre os principais produtos

A PAIC organizou produtos e serviços da construção em sete grupamentos. O principal foi construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, com 22,8% do valor total.

Em seguida apareceram obras residenciais, com 22,2%, e Serviços especializados para construção, com 19,2%. Marcelo Miranda explicou que esses serviços incluem atividades auxiliares, como pintura, cabeamento e encanamento em incorporações e grandes obras.

Sudeste concentra metade dos empregos do setor

A Região Sudeste concentrou 50,0% do pessoal ocupado e 49,4% do valor total gerado pela indústria da construção. O Nordeste ficou em segundo lugar no valor, com 17,9%.

Na sequência vieram Sul, com 17,0%, Centro-Oeste, com 9,1%, e Norte, com 6,5%. No emprego, o Sudeste foi seguido por Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.

A pesquisa também passou por mudanças metodológicas. A substituição da RAIS pelo eSocial impactou o desenho amostral e levou ao início de nova série nas pesquisas estruturais econômicas.

Em 2024, houve quebra definitiva da série histórica com a introdução de novo indicador baseado em registros administrativos da Receita Federal. Os dados estão disponíveis em painel e no Sidra.

O que esses números mostram sobre obras, empregos e salários no seu estado? Comente sua percepção sobre a Indústria da Construção em 2024 e diga se os dados refletem a realidade vista nas cidades, nos canteiros e nos investimentos públicos locais.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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