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Desde 1804: o estádio mais antigo do mundo é pequeno em tamanho, rico em história, é reconhecido pelo Guinness e ainda está em uso

Publicado em 10/11/2025 às 15:39
Atualizado em 10/11/2025 às 21:55
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O campo de futebol mais antigo do mundo, o Sandygate, ainda mantém seu charme original — Foto: Neil Theasby / Wikimedia Commons
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Inaugurado em 1804 e localizado em Sheffield, o estádio Sandygate Road é o campo de futebol mais antigo do mundo ainda em uso, símbolo da origem do esporte e da paixão centenária dos torcedores ingleses

Localizado em Sheffield, na Inglaterra, o Sandygate Road é reconhecido como o estádio de futebol mais antigo do mundo ainda em atividade. A casa do Hallam F.C. preserva uma tradição centenária, unindo passado e presente em cada partida disputada no gramado.

Um marco no nascimento do futebol

Inaugurado em 1804, o local era usado originalmente para partidas de críquete. Somente décadas depois, transformou-se em símbolo do futebol moderno.

A data de 26 de dezembro de 1860 marcou um momento histórico: foi ali que ocorreu o primeiro jogo oficial entre clubes, quando o Hallam F.C. enfrentou o Sheffield F.C., considerado o clube mais antigo do mundo.

O Guinness Book of Records reconheceu oficialmente o Sandygate como o campo mais antigo ainda em funcionamento na temporada 2000/2001. Esse reconhecimento consolidou a importância do estádio para a história do esporte.

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Pequeno em tamanho, gigante em tradição

Com capacidade para cerca de 1.300 torcedores, sendo apenas 250 lugares sentados, o estádio é modesto se comparado aos grandes palcos modernos.

No entanto, sua atmosfera é única. Os espectadores assistem aos jogos próximos ao campo, cercados por arquibancadas simples e um ambiente que exala história.

Modernização do estádio com respeito ao passado

O Sandygate passou por algumas melhorias ao longo do tempo. Em 1992, ganhou iluminação por holofotes.

Entre 1999 e 2000, recebeu novas arquibancadas e vestiários reformados. Mesmo com as mudanças, o charme e o espírito original do estádio permanecem preservados, mantendo vivo o legado de mais de um século de futebol em solo inglês.

Com informações de Gazeta do São Paulo.

Você também pode gostar: Maior estádio fantasma do mundo, sem obras há 15 anos, recebe investimento de mais de R$ 2 bilhões e agora tem até data de inauguração definida

Estádio fantasma, Mestalla
Imagem: Reprodução

Após mais de 15 anos de paralisação, o chamado “estádio fantasma” do Valencia finalmente ganhou data para sair do papel. O clube espanhol anunciou que retomou as obras do Novo Mestalla, sua futura casa, graças a um financiamento de 322 milhões de euros — o equivalente a mais de R$ 2 bilhões.

O valor será emprestado pelo banco de investimentos Goldman Sachs. O clube planeja quitar o empréstimo com a venda do terreno onde hoje se encontra o antigo estádio Mestalla, que será desativado assim que a nova arena for inaugurada.

Nova casa com capacidade para 70 mil torcedores

O projeto prevê um estádio moderno, com mais de 70 mil lugares, sendo quase 10% destinados a camarotes.

Além dos jogos de futebol, o Valencia pretende utilizar o espaço para eventos de entretenimento, o que pode gerar novas receitas e movimentar o turismo local.

O clube definiu 2027 como o ano da inauguração oficial. A expectativa é de que o Novo Mestalla receba partidas da Copa do Mundo de 2030, que terá a Espanha entre as sedes.

Obras em andamento e recomeço

Atualmente, as obras estão concentradas na fundação do primeiro anel das arquibancadas. Paredes antigas foram demolidas porque já não se encaixavam no projeto revisado, e novas estruturas começaram a ser erguidas.

Além disso, a construção das divisórias internas e das primeiras peças da fachada está em ritmo acelerado.

Depois de anos de abandono e dificuldades financeiras, o Valencia volta a ver seu sonho ganhar forma — tijolo por tijolo.

A história do estádio fantasma Mestalla

A história do Novo Mestalla é também a história de uma das maiores frustrações e esperanças do futebol espanhol. O projeto original nasceu em 2007, quando o Valencia vivia um período de estabilidade esportiva e financeira.

O plano era ambicioso: erguer um estádio ultramoderno, com design arrojado, estrutura sustentável e capacidade para mais de 75 mil pessoas — o maior estádio particular da Espanha.

As obras começaram com entusiasmo, mas poucos anos depois o cenário mudou drasticamente.

O clube sentiu a crise de 2008

A crise econômica global de 2008 atingiu em cheio o clube, que se viu incapaz de manter o ritmo de construção.

Dívidas se acumularam, patrocínios desapareceram e o canteiro de obras foi sendo tomado pela ferrugem e pelo mato.

O que deveria ser um símbolo de modernidade virou um esqueleto urbano no norte de Valência, cercado por tapumes e silêncio.

Surge o apelido “fantasma”

Foi nesse período que o estádio ganhou o apelido de “fantasma”. A estrutura inacabada passou a ser uma lembrança constante do colapso financeiro do clube.

Durante mais de uma década, o local recebeu apenas visitas esporádicas de curiosos, fotógrafos e torcedores nostálgicos que, entre o orgulho e a decepção, viam o concreto exposto como um retrato do que o Valencia poderia ter sido.

O projeto chegou a ser revisado várias vezes. Arquitetos e engenheiros precisaram adaptar o desenho original à nova realidade econômica.

O conceito grandioso deu lugar a uma proposta mais funcional, focada em eficiência energética e custo reduzido.

O design atual mantém linhas modernas, mas privilegia a sustentabilidade: placas solares, sistema de reaproveitamento de água e materiais recicláveis estão entre as prioridades.

A retomada recente, portanto, não é apenas uma questão de infraestrutura, mas de identidade. O Novo Mestalla representa o desejo do Valencia de se reinventar após anos de turbulência.

Segundo o clube, o estádio deve se transformar em um centro multiuso, preparado para receber não só partidas de futebol, mas também grandes shows e eventos internacionais, consolidando Valência como uma das capitais esportivas e culturais da Europa.

Com o financiamento garantido e as máquinas de volta ao canteiro, o que antes era um símbolo de abandono agora volta a ser um símbolo de esperança. O “fantasma” finalmente está voltando à vida.

Com informações de NSC Total.

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Romário Pereira de Carvalho

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