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O “Rei do Bolão” de Fortaleza fez 100 pessoas milionárias de uma só vez na Mega-Sena: a lotérica da Aldeota dividiu R$ 168 milhões num bolão e entrega aposta de São Paulo a Dubai

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/06/2026 às 21:57
Atualizado em 21/06/2026 às 22:01
O Rei do Bolão de Fortaleza fez 100 milionários de uma vez na Mega-Sena: a lotérica da Aldeota dividiu R$ 168 milhões em um único bolão.
O Rei do Bolão de Fortaleza fez 100 milionários de uma vez na Mega-Sena: a lotérica da Aldeota dividiu R$ 168 milhões em um único bolão.
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Conhecido como o “Rei do Bolão”, Alessandro Montenegro transformou a Lotérica Aldeota, em Fortaleza, numa fábrica de milionários. No concurso de 30 anos da Mega-Sena, um bolão da casa acertou as seis dezenas e dividiu R$ 168 milhões entre 100 cotistas, cerca de R$ 1,68 milhão para cada um.

Imagine descobrir, num domingo qualquer, que você acabou de ficar milionário junto com outras 99 pessoas. Foi exatamente isso que aconteceu com os apostadores de um único bolão vendido por uma lotérica de Fortaleza no concurso de 30 anos da Mega-Sena. A aposta acertou as seis dezenas e levou R$ 168 milhões, que, repartidos entre as 100 cotas, deram cerca de R$ 1,68 milhão para cada participante de uma só vez.

Por trás da façanha está um personagem que virou lenda no ramo. Alessandro Montenegro, dono da Lotérica Aldeota, é conhecido como o Rei do Bolão, e não por acaso. Como mostrou a Exame, a casa dele já transformou gente em milionária mais de uma vez, e a estratégia que ele montou faz a sorte sair de Fortaleza e chegar até apostadores que moram do outro lado do mundo.

O sorteio que criou 100 milionários

O caso aconteceu no concurso especial de aniversário da Mega-Sena, sorteado no domingo, 24 de maio de 2026. Segundo a CNN Brasil, o prêmio principal de R$ 336 milhões saiu para apenas duas apostas vencedoras, que dividiram o bolo. Uma delas, simples, ficou no Rio de Janeiro. A outra foi o bolão da lotérica de Fortaleza, que abocanhou R$ 168,1 milhões.

As dezenas que mudaram a vida dos cotistas foram 03, 30, 33, 35, 45 e 47. Como a aposta vencedora era um bolão de 100 cotas, o prêmio gigante se transformou em cem prêmios menores, mas ainda assim de tirar o fôlego, com cerca de R$ 1,68 milhão para cada cota.

O mais curioso é onde esses novos milionários estão. Eles não se concentram no Ceará. De acordo com a Exame, a clientela da Lotérica Aldeota se espalha por vários estados e até pelo exterior, com apostadores em lugares tão distantes quanto Dubai e Nova York. Ou seja, o bolão de Fortaleza distribuiu fortuna Brasil afora e fora dele.

Quem é o “Rei do Bolão”

O título de Rei do Bolão não veio de berço, veio de virada de vida. Antes de mexer com loteria, Alessandro Montenegro trabalhava com máquinas pesadas, daquelas usadas em obras e construção de estradas, conforme a Exame. A lotérica, fundada em 2005, era só um negócio secundário enquanto o forte dele estava no maquinário.

A guinada veio de um revés. Em 2019, uma enchente no Pará atrapalhou os serviços com as máquinas, e foi esse aperto que empurrou Montenegro a apostar de vez na lotérica. O que parecia um plano B virou a obra da vida dele.

A consagração não demorou. Já em fevereiro de 2020, um bolão da casa acertou uma Mega-Sena acumulada de mais de R$ 200 milhões e criou 35 milionários de uma vez, segundo a Exame. Foi aí que o apelido pegou e que a Lotérica Aldeota, em Fortaleza, entrou no mapa nacional das apostas.

A lotérica que virou fábrica de bolão

O que Montenegro fez de diferente foi tratar bolão como negócio de escala, e não como brincadeira de esquina. Com a pandemia e o isolamento, ele investiu pesado no atendimento remoto, na entrega de apostas por moto e na guarda dos bilhetes em cofres próprios da lotérica, o que deu segurança para o apostador de longe confiar na casa. “Hoje, 90% da minha empresa eu vendo aqui no celular”, contou ele à Exame.

Os números do negócio impressionam tanto quanto os do prêmio. A operação faturou R$ 57 milhões em 2025 e emprega cerca de 100 funcionários, de acordo com a Exame. Mais de 60% da carteira de clientes está fora do Ceará, e o tíquete médio mensal por cliente gira em torno de R$ 350, em bolão que costuma ter de 9 a 20 dezenas, acima da média do mercado.

Essa engenharia explica por que a sorte parece bater sempre na mesma porta. Não é só sorte, é volume: quanto mais gente jogando junto e quanto mais dezenas no jogo, maior a chance de uma cartela do Rei do Bolão cravar o prêmio. A Mega-Sena continua sorteando ao acaso, mas o modelo da lotérica aumenta o número de tentativas debaixo do mesmo teto.

De Fortaleza para o mundo

O alcance é o que mais chama atenção nessa história de Fortaleza. Um brasileiro morando em Dubai ou em Nova York pode entrar num bolão da Aldeota pelo celular, ter o bilhete guardado no cofre da casa e acompanhar o sorteio a milhares de quilômetros de distância. A loteria, que sempre foi um hábito de esquina, virou um serviço com cara de empresa.

Para o apostador comum, o caso funciona como vitrine e como alerta ao mesmo tempo. Vitrine porque mostra que o bolão realmente multiplica as chances de quem joga em grupo. Alerta porque o tamanho do prêmio dividido lembra que, mesmo num jogo coletivo de sorte, o que faz diferença é a organização: cota registrada, comprovante guardado e regras claras de divisão.

No fim, o que o Rei do Bolão vende não é só a aposta, é a esperança organizada. E a Mega-Sena de 30 anos acabou de provar, com 100 novos milionários, que essa esperança às vezes se transforma em cheque de verdade.

A história da lotérica de Fortaleza que criou 100 milionários de uma só vez tem todos os ingredientes que prendem o brasileiro: o número que choca, a sorte que muda a vida e um personagem que saiu das máquinas pesadas para virar o Rei do Bolão da Mega-Sena. Os R$ 168 milhões repartidos mostram que, às vezes, ganhar junto é o jeito mais real de ganhar.

E você, entraria num bolão grande como esse, mirando a fatia milionária, ou prefere arriscar sozinho na aposta simples? Conta aí nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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