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Após mais de 30 anos de isenção, China anuncia imposto de 13% sobre contraceptivos em 2026 em meio a colapso da natalidade e críticas nas redes sociais.

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 19/12/2025 às 08:36
China anuncia imposto de 13% sobre contraceptivos a partir de 2026 para tentar conter queda da natalidade e reverter declínio populacional acelerado.
China anuncia imposto de 13% sobre contraceptivos a partir de 2026 para tentar conter queda da natalidade e reverter declínio populacional acelerado.
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Medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, encerra mais de 30 anos de isenção, ocorre após queda de 14,7 milhões para 9,5 milhões de nascimentos e provoca reação negativa nas redes sociais chinesas.

A China decidiu taxar contraceptivos com IVA de 13% a partir de 1º de janeiro de 2026, encerrando isenção histórica, em meio à queda da natalidade de 14,7 milhões em 2019 para 9,5 milhões em 2024, segundo dados oficiais.

Fim da isenção fiscal após mais de três décadas

Medicamentos e produtos contraceptivos deixarão de ser isentos do imposto sobre valor agregado de 13%, informou a Sky News em 18 de dezembro, marcando a primeira mudança desse tipo em mais de 30 anos.

A medida foi anunciada como parte de iniciativas para estimular o aumento de nascimentos, mas gerou ampla reação negativa e ridicularização nas redes sociais chinesas logo após a divulgação oficial.

Queda contínua da natalidade pressiona políticas públicas

Em 2024, a China registrou 9,5 milhões de nascimentos, número significativamente inferior aos 14,7 milhões observados em 2019, conforme o Departamento Nacional de Estatísticas, reforçando o cenário de declínio demográfico.

Desde 2023, o país, com 1,141 bilhão de habitantes, deixou de ser o mais populoso do mundo, posição assumida pela Índia, que atingiu 1,465 bilhão de habitantes no mesmo período.

Temores sobre impactos sanitários e sociais

Especialistas alertam que o encarecimento dos contraceptivos pode elevar casos de gravidezes indesejadas e infecções sexualmente transmissíveis, sem necessariamente influenciar decisões reprodutivas de casais que não desejam filhos.

“Para casais que não querem filhos ou não querem mais filhos, um imposto de 13% sobre contraceptivos provavelmente não influenciará suas decisões”, afirmou Qian Cai, da Universidade da Virgínia, à Sky News.

Visões divergentes entre pesquisadores

Yi Fuxian, cientista sênior da Universidade de Wisconsin-Madison, classificou a decisão como “perfeitamente lógica”, destacando que o país migra do controle populacional para o incentivo ao crescimento, segundo declarou à Sky News.

Ele afirmou que a mudança representa um retorno a métodos tradicionais, transformando contraceptivos em mercadorias comuns, após décadas de políticas rígidas de planejamento familiar.

Histórico de controle populacional rigoroso

Entre 1980 e 2015, o Partido Comunista Chinês proibiu casais de terem mais de um filho, impondo penalidades severas a quem descumprisse a regra, incluindo sanções administrativas e sociais.

Em alguns casos, mulheres foram submetidas a abortos forçados, e crianças nascidas além do limite legal foram privadas de cidadania, segundo registros históricos do período.

Mudanças graduais nos limites de filhos

Há cerca de dez anos, o limite foi ampliado para dois filhos e, em 2021, para três, mantendo até então o uso de contraceptivos amplamente incentivado e, às vezes, gratuito no país, mesmo com debates crecentees sobre demografia.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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