Drone da Força Aérea dos EUA registrou 3 objetos sobre o Golfo Pérsico em 2012, em imagem infravermelha, e o caso voltou ao radar por impacto direto na disputa regional.
Três orbes em 2012. Um registro curto, mas suficiente para reacender a conversa sobre vigilância aérea em uma das áreas mais sensíveis do Oriente Médio.
As imagens teriam sido captadas por um drone militar dos Estados Unidos sobre o Golfo Pérsico, com objetos voando em formação e mudança brusca de posição durante a gravação.
O material ganhou força por envolver sensores militares e por acontecer entre Arábia Saudita e Irã, onde a presença e a leitura estratégica costumam pesar mais do que qualquer narrativa paralela.
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Registro de 1 minuto em 23 de agosto de 2012 sobre o Golfo Pérsico
A gravação tem cerca de 1 minuto e foi registrada em 23 de agosto de 2012, pouco depois das 6:00 p. m. no horário local.
O vídeo teria sido feito por um drone MQ 9 Reaper operado pela Força Aérea dos Estados Unidos, usando sensores infravermelhos para observar o que estava no céu.
Formação muda e um orbe assume a frente
Na sequência, um dos pontos luminosos fica para trás de forma repentina, enquanto os outros dois seguem adiante.
Logo depois, esse mesmo orbe aparece à frente do grupo, como se tivesse acelerado de forma instantânea e retomado a liderança na formação.
Pentágono trata como UAP e muda o foco do que seria visto
A classificação citada para o caso é UAP, termo usado para fenômenos anômalos não identificados, adotado no lugar da palavra ovni em comunicações oficiais.
Segundo WEAPONIZED, podcast de investigação sobre temas de defesa e inteligência, a descrição interna apontou orbes em formação, e não um objeto triangular.
Sem asas visíveis e com distância constante
Os objetos teriam mantido distâncias parecidas entre si, sem sinais aparentes de asas, cauda, aletas ou escape de motor.
Esse tipo de leitura chama atenção porque sensores militares costumam registrar mais detalhes do que câmeras comuns, o que afeta a forma como o episódio entra no tabuleiro regional.
Região entre Arábia Saudita e Irã vira ponto de atenção
O trecho do Golfo Pérsico citado no episódio fica em uma faixa onde rotas, bases e operações de vigilância têm peso diário na estratégia.
Relatos associados ao mesmo cenário mencionam objetos brilhantes vistos por militares na região, ampliando a sensação de pressão e disputa por controle do espaço aéreo.
Vídeo de 30 de outubro de 2024 cita míssil Hellfire e costa do Iêmen
Outro registro mencionado envolve um drone militar e um míssil Hellfire que teria atingido um orbe e ricocheteado, sem derrubar o objeto.
O episódio foi associado a uma audiência em Washington e ocorreu perto da costa do Iêmen, a cerca de 1.600 quilômetros do Golfo Pérsico, mantendo o tema dentro do mesmo eixo de tensão.
Below is the video I revealed in our @GOPoversight UAP hearing today, made available to the public for the first time.
— Rep. Eric Burlison (@RepEricBurlison) September 9, 2025
October 30th, 2024: MQ-9 Reaper allegedly tracking orb off coast of Yemen.
Greenlight given to engage, missile appears to be ineffective against the target.… pic.twitter.com/jxJwl0e00S
Governo dos EUA mantém posição oficial e revisão segue restrita
A posição oficial citada é que não há evidência física recuperada que comprove ovnis ou seres extraterrestres.
Também é mencionado que o órgão do Pentágono responsável por revisar ocorrências de UAP divulgou poucos vídeos com imagens consideradas claras, o que mantém o assunto cercado de sigilo e ruído político.
O ponto central, porém, não é o espetáculo. É o efeito no radar de segurança, porque envolve sensores militares e uma região onde cada sinal altera decisões.
Quando imagens assim entram em circulação, elas não apenas alimentam debate. Elas mudam a leitura estratégica e pressionam a região.


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