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IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial e mais de 200 especialistas pedem medidas urgentes contra riscos no mercado de trabalho

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 13/07/2026 às 16:33 Atualizado em 13/07/2026 às 16:35
Smartphone com logotipo da OpenAI sobre notebook, diante de telas com códigos e robô humanoide, representando os impactos econômicos da inteligência artificial.
Imagem ilustrativa mostra tecnologias de inteligência artificial em ambiente digital, tema do alerta feito por economistas, pesquisadores e líderes do setor.
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Economistas, ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores de grandes empresas de tecnologia defendem políticas imediatas para preparar trabalhadores, governos e instituições.

A inteligência artificial pode provocar uma transformação econômica maior e mais rápida que a Revolução Industrial, segundo um alerta internacional divulgado nesta segunda-feira, 13.

Mais de 200 pesquisadores e economistas assinaram uma declaração conjunta sobre os possíveis impactos da tecnologia.

Entre os participantes estão 15 ganhadores do Prêmio Nobel, além de pesquisadores e representantes da OpenAI, Anthropic e Google.

Segundo o documento, governos e líderes do setor tecnológico precisam criar políticas e instituições capazes de enfrentar as mudanças econômicas causadas pela IA.

Especialistas alertam para transformação acelerada

A declaração afirma que a inteligência artificial pode ampliar a produtividade e transformar diferentes setores da economia.

Entretanto, essa mudança poderá ocorrer em um período muito mais curto do que outras grandes revoluções tecnológicas.

O vapor, a eletricidade e os computadores, por exemplo, permitiram que as sociedades tivessem décadas para adaptar empresas, profissões e instituições.

A inteligência artificial, porém, poderá oferecer apenas alguns anos para essa preparação.

Diante disso, os especialistas defendem que os governos não esperem os impactos aparecerem para iniciar a elaboração de medidas.

Mercado de trabalho está entre as principais preocupações

A possível perda de empregos em grande escala aparece entre os principais riscos destacados pelos signatários.

Além disso, empresas, trabalhadores e instituições públicas poderão enfrentar mudanças profundas nas relações de trabalho.

Por essa razão, a declaração pede pesquisas mais amplas sobre os efeitos econômicos da inteligência artificial.

O documento também propõe o desenvolvimento imediato de políticas destinadas a garantir que a tecnologia beneficie toda a sociedade.

Entre as principais medidas defendidas estão:

  • Ampliação das pesquisas sobre os impactos econômicos da IA;
  • Criação de políticas para acompanhar mudanças no mercado de trabalho;
  • Desenvolvimento de instituições preparadas para enfrentar riscos sociais;
  • Proteção de trabalhadores afetados pela automação;
  • Distribuição mais ampla dos benefícios econômicos da tecnologia.

Economista alerta para poucos anos de adaptação

Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia, destacou a velocidade das mudanças provocadas pela inteligência artificial.

“O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, afirmou.

Em março, Korinek passou a integrar a equipe de pesquisa econômica da Anthropic.

Segundo o economista, políticas e instituições precisam ser estruturadas antes que a transformação econômica esteja completamente em andamento.

“Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa chegar tarde demais”, completou.

Iniciativa reúne economistas e líderes da tecnologia

Anton Korinek organizou a iniciativa ao lado dos economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham.

Além disso, a declaração recebeu assinaturas de representantes influentes do setor de inteligência artificial.

A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, está entre os signatários.

O cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean, também participou da iniciativa.

O cofundador da Anthropic, Jack Clark, assinou o documento ao lado de integrantes da equipe econômica da empresa responsável pelo chatbot Claude.

Nobel de Economia apoiam declaração

A iniciativa também recebeu o apoio de importantes ganhadores do Prêmio Nobel.

Entre eles estão Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson.

Os especialistas defendem que a preparação institucional aconteça antes que os efeitos econômicos da IA se tornem mais difíceis de administrar.

Consequentemente, governos, empresas e pesquisadores precisam discutir desde já como proteger trabalhadores e distribuir os benefícios da tecnologia.

Preparação antecipada pode reduzir riscos sociais

A declaração reforça que a inteligência artificial poderá alterar rapidamente a produção, os empregos e o funcionamento das instituições.

Por isso, a ausência de planejamento poderá ampliar desigualdades e dificuldades no mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, políticas adequadas poderão ajudar a sociedade a aproveitar os benefícios econômicos da inovação.

O alerta central dos especialistas é claro: esperar por certezas absolutas poderá fazer com que governos reajam tarde demais.

Na sua opinião, os governos já deveriam criar políticas para proteger os trabalhadores dos impactos da inteligência artificial? Deixe seu comentário!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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