Pesquisadores descobriram que uma rara galáxia em transição cósmica está a 100 milhões de anos-luz da Terra e o telescópio Hubble fotografou o fenômeno nunca antes visto.
Conforme reportagem da Phys.org, o estudo foi publicado em maio de 2026 na revista The Astrophysical Journal.
Por isso, a descoberta documenta pela primeira vez uma galáxia mudando de estrutura espiral para elíptica de forma observável.
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A galáxia em questão foi catalogada como NGC 7252 e fica na constelação de Aquário.
Conforme o Space Telescope Science Institute, NGC 7252 surgiu da fusão de duas galáxias espirais há aproximadamente 1 bilhão de anos.
O processo de transição completa entre espiral e elíptica pode levar até 5 bilhões de anos no total.
Astrônoma Pieter van Dokkum de Yale liderou o achado
A astrônoma Pieter van Dokkum, da Universidade Yale, liderou o estudo internacional.
Conforme a Yale, van Dokkum trabalha em parceria com pesquisadores do Space Telescope Science Institute em Baltimore desde 2020.
Por isso, o trabalho cruzou 480 horas de observação do Hubble com dados do telescópio Atacama Large Millimeter Array (ALMA) no Chile.
O time identificou 12 mil estrelas jovens em formação acelerada dentro da NGC 7252.
Além disso, a taxa de formação estelar é 7 vezes maior que a média de galáxias de tamanho similar.
Como o Hubble Space Telescope ainda funciona após 36 anos
O Hubble Space Telescope foi lançado em 24 de abril de 1990 a bordo do Space Shuttle Discovery.
Conforme a NASA, o telescópio fica em órbita a 547 km da Terra e completa uma volta no planeta a cada 95 minutos.
Por isso, em 36 anos de operação, o Hubble já produziu mais de 1,7 milhão de observações e capturou imagens de 50.000 objetos celestes diferentes.

O custo total do Hubble desde o lançamento ultrapassa US$ 16 bilhões.
Conforme a NASA, a missão deve continuar até 2030 ou 2032, quando reentrará na atmosfera terrestre.
Por que a NGC 7252 é chamada de Atoms-for-Peace
A galáxia NGC 7252 também é conhecida pelo apelido Atoms-for-Peace.
Conforme o NASA Goddard, o apelido vem da semelhança visual com o símbolo da Agência Internacional de Energia Atômica.
Por isso, a galáxia ficou famosa em livros didáticos de astronomia desde os anos 1990.
A NGC 7252 tem 200.000 anos-luz de diâmetro, o dobro da Via Láctea.
Além disso, o núcleo central é 4 vezes mais brilhante que galáxias espirais normais devido à formação estelar acelerada.
O processo de gas stripping que reorganizou a galáxia
O processo de gas stripping arrastou 80 bilhões de massas solares de gás molecular durante a fusão original.
Conforme van Dokkum, o material foi redistribuído em duas caudas estelares de 100.000 anos-luz cada.
Por isso, a NGC 7252 tem aparência de borboleta cósmica com asas estelares simétricas.
As caudas contêm 200 milhões de estrelas em formação acelerada, segundo o estudo.
- Distância da Terra: 100 milhões de anos-luz
- Diâmetro: 200.000 anos-luz (2× Via Láctea)
- Massa de gás arrastado: 80 bilhões de massas solares
- Caudas estelares: 100.000 anos-luz cada
- Estrelas em formação: 200 milhões nas caudas
- Tempo total de transição: 5 bilhões de anos
Conforme o Space Telescope Science Institute, a NGC 7252 é uma das 50 galáxias em transição conhecidas no universo observável.
Para outras descobertas espaciais, ver cobertura sobre data centers orbitais e o parque solar Tengeh em Cingapura.
James Webb Space Telescope vai fazer follow-up em 2027
O telescópio James Webb da NASA programou observação da NGC 7252 para 2027.
Conforme a NASA, o Webb terá 130 horas de observação dedicada à galáxia.
Por isso, os astrônomos poderão analisar a química do gás molecular nas caudas estelares.
O James Webb tem espelho primário de 6,5 metros e opera a 1,5 milhão de km da Terra no ponto Lagrange L2.
Conforme a NASA, o telescópio custou US$ 10 bilhões e foi lançado em 25 de dezembro de 2021.

A descoberta da NGC 7252 em transição confirma que galáxias mudam estrutura ao longo de bilhões de anos.
Porém, conforme o Space Telescope Science Institute, o processo só é observável em uma janela cosmológica muito específica.
No entanto, segundo van Dokkum, novos dados do James Webb em 2027 podem responder questões fundamentais sobre evolução galáctica que astrônomos perseguem há 60 anos no Hubble.
