A Honda CG, a moto mais vendida do Brasil, foi a primeira moto a etanol no mundo, teve Pelé como rosto da marca, passou pela Kia e hoje, na CG 160 2026, segue forte no preço, autonomia e economia contra rivais populares.
Você já ouviu falar que a Honda CG foi a primeira moto a etanol no mundo e, mesmo assim, continua reinando como referência de moto barata no Brasil? Parece exagero… até você juntar as peças: crise do petróleo, Proálcool, um projeto ousado em duas rodas e uma linhagem que virou padrão do mercado.
E o mais curioso é que, em 2026, a “nova moto da Honda” da família CG (a linha CG 160) é a moto mais vendida do Brasil, ainda dá trabalho para rivais quando o assunto é custo por km e autonomia.
O Brasil colocou a CG no mapa: a primeira moto a etanol no mundo nasceu pela mãos dos brasileiros em 1981
A virada histórica veio cedo. Ainda na primeira geração, em 1981, a CG se tornou a primeira moto a etanol no mundo. Sim: antes de “flex” virar conversa comum, a Honda já testava a realidade brasileira com uma moto a etanolna rua, surfando a onda do Proálcool e da crise de combustível.
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Na época, o motor monocilíndrico entregava cerca de 11 cv e o consumo era aproximadamente 18% maior que na gasolina mas, com o etanol barato nos anos 80, a conta fazia sentido para muita gente.
Esse ponto é essencial porque explica por que a CG sempre foi muito mais do que “popular”: ela virou laboratório real de solução prática para o Brasil.
Feita para Brasil, China, Índia e México, mas virou fenômeno global
A Honda desenvolveu a CG 125 como alternativa de baixo custo para a CB 125 e mirou mercados emergentes como Brasil, China, Índia e México.
O plano acertou em cheio: a CG virou fenômeno, e a crise do petróleo fez países desenvolvidos também se interessarem.
Teve CG vendida em lugares como Japão e partes da Europa, e o mercado europeu chegou a receber unidades produzidas em Manaus.
Pelé entrou na história: propaganda, prestígio e domínio de mercado
A Honda entendeu rápido que precisava de um rosto gigante para entrar no Brasil. Pelé foi escolhido após convite ligado ao próprio Soichiro Honda.
Quando a CG 125 nasceu por aqui, o Rei já estava no New York Cosmos, mas a imagem ainda era ouro. O resultado: a CG dominou cerca de 70% do mercado nacional nos anos seguintes.
A CG já teve “passaporte” coreano: sim, foi produzida pela Kia
Outra curiosidade que pouca gente associa é a fase em que a CG 125 foi produzida pela Kia. Em 1981, a Honda buscava ampliar presença na Coreia do Sul e firmou parceria: a japonesa cuidava do projeto e a coreana produzia e vendia localmente.
A moto chegou a rodar com adesivo “Kia-Honda” no tanque. Depois, com a Honda estabelecida oficialmente no país, a parceria acabou, e a Kia seguiu focada em automóveis e caminhões.
A CG “raiz” ainda existe: o Paquistão mantém o clássico vivo

Enquanto no Brasil a CG evoluiu, no Paquistão a CG 125 segue em produção em moldes muito parecidos com os de décadas atrás.
O motivo é simples: mercado menos exigente e regras ambientais mais frouxas. É uma CG “congelada no tempo”, ainda atendendo regiões da Ásia, África e Oriente Médio.
Confira abaixo a nova moto da Honda na prática: CG 160 2026 – preços, consumo e autonomia
A linha CG 160 2026 mantém a essência: simples, robusta e barata de manter. E o preço público sugerido continua sendo um argumento forte, especialmente na versão de entrada.
Segundo o Motor1 Brasil, a CG 160 2026 chegou às lojas em setembro com reajustes e mudanças discretas (principalmente cores), com preços partindo de R$ 16.770.
Já no site oficial da Honda, a CG 160 Titan 2026 aparece com preço “a partir de R$ 19.910”, além de itens como ABS, LED e mais tecnologia embarcada.
Tabela 1 — Preços das principais Honda 2026
| Modelo | Preço público sugerido (sem frete) |
|---|---|
| CG 160 Start 2026 | R$ 16.770 |
| CG 160 Fan 2026 | R$ 18.350 |
| CG 160 Titan 2026 | R$ 19.910 |
| Pop 110i ES | R$ 10.080 |
Consumo e autonomia: quantos km/l faz e quantos km roda com um tanque?
Aqui vale separar “uso real” (que varia muito) de “referências médias publicadas” por portais e testes.
Na página oficial da CG 160 Titan 2026, a Honda informa tanque de 14 litros.
Em fichas técnicas publicadas por portais especializados, a CG 160 Titan costuma aparecer com consumo médio em torno de 45 km/l (variando com uso e combustível).
Com isso, dá para estimar a autonomia teórica:
- Autonomia estimada da CG 160 Titan = 14 L × 45 km/l ≈ 630 km
Tabela 2 — Consumo e autonomia (referências publicadas)
| Modelo | Consumo divulgado | Tanque | Autonomia aproximada |
|---|---|---|---|
| CG 160 Titan 2026 | ~45 km/l | 14 L | ~630 km |
| Yamaha Factor 150 (teste) | 46 km/l (urbano) | 15,7 L | ~722 km |
| Yamaha FZ15 (referência) | 35 a 40 km/l | 11,9 L | ~416 a 476 km |
| Pop 110i ES | 49,1 km/l | (tanque menor; autonomia citada ~206 km) | ~206 km |
Observação importante: no caso da Pop, a autonomia fica limitada pelo tanque pequeno — por isso ela é a “econômica de cidade”, não a campeã de alcance por abastecimento.
Comparativo com rivais: onde a CG 160 “ganha” em ser mais barata e melhor?
1) CG 160 Start vs Yamaha Factor 150: preço e proposta
A Yamaha Factor 2025 aparece com preço público sugerido de R$ 18.390. Já a CG 160 Start 2026 parte de R$ 16.770.
Na prática: a CG Start entra mais barata no “mundo das 160/150” e segue com a pegada clássica de moto barata para trabalho e dia a dia.
2) CG 160 Titan vs Yamaha FZ15: “melhor” no pacote por faixa de preço
A CG Titan 2026 já traz ABS e iluminação LED, segundo a própria Honda. E custa “a partir de R$ 19.910” no site oficial.
A Yamaha FZ15 é uma alternativa mais “estilosa” e tecnológica, mas aparece com consumo menor (35 a 40 km/l) e tanque de 11,9 L, entregando autonomia inferior ao padrão estimado da Titan.
Em outras palavras: se a prioridade é rodar muito gastando pouco e com pacote forte (ABS + LED), a Titan tende a ser a compra mais racional.
3) Pop 110i é a mais barata — mas não é “concorrente” direta da CG 160
A Pop 110i ES é oficialmente uma das mais acessíveis da marca e aparece “a partir de R$ 10.080”.
Só que é outra proposta: motor menor, tanque pequeno, autonomia menor (~206 km).
Ela compete com mobilidade urbana básica. A CG 160 compete com “moto para tudo”: trabalho, estrada curta, entregas e deslocamento diário com mais fôlego.
E o elo com o etanol hoje? O DNA continua
A CG atual não é exclusivamente uma moto a etanol, mas carrega o legado: a linha moderna é flex, e a Honda segue vendendo a ideia de você escolher o combustível conforme bolso e região.
A moral é simples: a CG foi pioneira no etanol quando isso era impensável e, hoje, mantém o espírito prático que fez dela a rainha das ruas.
Por que a Honda CG segue tão forte no mercado brasileiro e global em 2026?
A Honda CG virou lenda por fazer sentido no mundo real. Ela nasceu para ser simples, foi ousada o bastante para virar a primeira moto a etanol no mundo, atravessou propaganda com Pelé, teve capítulo com a Kia, sobreviveu como “CG raiz” em outros mercados e, hoje, na CG 160 2026, continua batendo de frente com rivais com um pacote bem competitivo de preço, autonomia e custo por km.
Se você já teve a chance de pilotar a primeira moto a etanol no mundo, conta aqui como foi. Você é fã da Honda CG ou prefere outras marcas? Comente aqui embaixo e, se este texto te ajudou, compartilhe com alguém que está de olho em uma moto barata para o dia a dia.

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