1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Homem transforma tronco gigante de uma das maiores árvores do mundo, com quase mil anos, em cabana com camas, cozinha e banheiro, e agora quer levar a peça histórica para virar atração turística à beira da estrada
Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 0 comentários

Homem transforma tronco gigante de uma das maiores árvores do mundo, com quase mil anos, em cabana com camas, cozinha e banheiro, e agora quer levar a peça histórica para virar atração turística à beira da estrada

Escrito por Ana Alice
Publicado em 18/05/2026 às 23:42
Cabana feita de sequoia de 980 anos pode virar atração turística em rodovia nos EUA e reacende curiosidade sobre árvores gigantes. (Imagem: Ilustrativa)
Cabana feita de sequoia de 980 anos pode virar atração turística em rodovia nos EUA e reacende curiosidade sobre árvores gigantes. (Imagem: Ilustrativa)
  • Reação
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Uma cabana escavada em uma sequoia-vermelha quase milenar chama atenção nos Estados Unidos por reunir turismo de estrada, arquitetura incomum e a história de uma das árvores mais conhecidas por sua longevidade.

Uma cabana feita a partir de uma sequoia-vermelha com idade atribuída a 980 anos está em Port Washington, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, e pode virar atração turística à beira da rodovia I-43.

A estrutura, construída com um tronco oco nos anos 1940, pertence hoje a Dav Abdull, que afirma querer expor a peça para visitantes que não costumam ter acesso às florestas de sequoias da Califórnia.

A construção fica atualmente ao lado de garagens de armazenamento na cidade.

Vista por fora, lembra uma pequena casa de madeira, mas sua característica principal está na origem do material: a cabana foi escavada em uma única seção de redwood, nome em inglês usado para a sequoia-vermelha da costa do Pacífico.

Segundo o portal O Antagonista, a história chama atenção pelo tamanho do tronco, pela idade atribuída à árvore e pelo projeto de transformar a peça em uma parada turística.

De acordo com a publicação, documentos ligados à estrutura indicam que a árvore foi cortada nos anos 1940, antes das regras atuais de proteção associadas às redwoods, dentro de um programa descrito como corte seletivo.

Cabana de sequoia-vermelha foi adaptada como pequena moradia

A cabana foi projetada para funcionar como um espaço compacto de uso humano.

O interior reúne área de refeições, cozinha, sala, duas camas e banheiro, conforme as informações divulgadas sobre a estrutura.

O espaço também é descrito como uma espécie de casa dentro de um tronco maciço escavado, com móveis internos feitos em madeira de redwood.

De acordo com O Antagonista, a cabana tem cerca de 30 pés de comprimento, 8 pés de largura e paredes de aproximadamente 1 pé de espessura.

Em medidas aproximadas, isso equivale a 9,1 metros de comprimento por 2,4 metros de largura.

A espessura das paredes é um dos elementos que ajudam a dimensionar a escala da árvore usada na construção.

Embora funcione como uma pequena moradia, a estrutura também ganhou destaque como objeto de exposição por causa da origem do tronco.

A árvore original teria vindo de uma área de redwoods e sido cortada em um contexto de manejo seletivo, segundo as informações reunidas pelo projeto associado à cabana.

A sequoia teria cerca de 260 pés de altura, o equivalente a aproximadamente 79 metros, e 14 pés de diâmetro na base, cerca de 4,2 metros.

Imagem: Davlet Abdullayev
Imagem: Davlet Abdullayev

O trecho usado na cabana teria sido retirado de uma parte localizada a cerca de 100 pés do chão.

O processo de transformação do tronco em moradia teria exigido um ano de trabalho de dois homens em tempo integral.

Esses dados são apresentados pelas fontes que divulgam a história da cabana e ajudam a explicar por que a estrutura passou a ser tratada como uma curiosidade turística nos Estados Unidos.

Sequoia-vermelha está entre as árvores mais altas do mundo

A sequoia-vermelha, identificada cientificamente como Sequoia sempervirens, ocorre naturalmente em uma faixa costeira do oeste dos Estados Unidos, do centro da Califórnia ao sul do Oregon.

De acordo com o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, a espécie pode ultrapassar 350 pés de altura, o equivalente a mais de 106 metros.

Árvores maduras também podem alcançar grandes diâmetros na base, o que explica a possibilidade de algumas seções de tronco serem transformadas em estruturas internas.

A longevidade é outra característica associada à espécie.

Organizações dedicadas à preservação das redwoods registram que algumas sequoias-vermelhas podem viver por mais de 2 mil anos.

Nesse contexto, a idade atribuída à cabana de Wisconsin se encaixa na faixa de longevidade conhecida para a espécie, embora o dado de 980 anos seja apresentado pelas fontes ligadas à história da peça.

A preservação das sequoias-vermelhas também envolve preocupação ambiental.

A Save the Redwoods League informa que apenas uma pequena parcela da floresta antiga original de coast redwoods permanece preservada.

A informação ajuda a contextualizar por que objetos feitos a partir de redwoods antigas costumam despertar interesse público e debate sobre memória ambiental.

No caso da cabana de Port Washington, o foco atual está na exposição da peça já existente e na possibilidade de levá-la a um ponto de maior visibilidade para visitantes.

Dono quer expor cabana perto da rodovia I-43

Dav Abdull comprou a cabana em um leilão em 2022, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

Ele não informou publicamente quanto pagou pela estrutura.

Em entrevista mencionada por veículos locais, Abdull afirmou que a peça “deveria ter sido salva” e disse que muitas pessoas em Wisconsin têm interesse em ver redwoods, mas não conseguem viajar até os parques nacionais onde essas árvores crescem naturalmente.

A ideia do proprietário é instalar a cabana próxima à I-43, rodovia interestadual que passa pela região de Port Washington.

A proposta é permitir que motoristas e visitantes parem para conhecer a estrutura durante deslocamentos pela região.

Abdull também citou a possibilidade de cobrar US$ 1 pela entrada.

A proposta se aproxima de uma tradição de atrações de estrada comuns nos Estados Unidos, em que objetos incomuns, construções históricas ou peças de grandes dimensões se tornam pontos de parada para viajantes.

Interior da Cabana - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Interior da Cabana – Imagem: Reprodução/Redes Sociais

No caso da cabana, o elemento central é o fato de a estrutura ter sido feita a partir de um tronco real de sequoia-vermelha.

A peça aparece nas informações públicas principalmente como objeto de visitação e curiosidade arquitetônica.

Sua possível instalação à beira da rodovia ampliaria o acesso de moradores e turistas a uma estrutura ligada a uma árvore que não cresce naturalmente naquela região dos Estados Unidos.

A localização proposta também colocaria a cabana em um ambiente associado ao turismo de passagem.

Para esse tipo de atração, a visibilidade da estrada e a facilidade de acesso costumam ser fatores importantes para a visitação.

Cabana reúne turismo, arquitetura e memória ambiental

A cabana também se relaciona com debates sobre conservação, uso histórico da madeira e acesso do público a elementos de florestas antigas.

Como a árvore teria sido cortada nos anos 1940, antes das regras atuais de proteção citadas pelas fontes que divulgaram o caso, a discussão pública hoje se concentra na destinação da estrutura preservada.

Do ponto de vista material, uma peça desse tipo exige cuidados de conservação para permanecer exposta com segurança.

Controle de umidade, estabilidade da base, proteção contra deterioração e orientação ao público são medidas normalmente associadas à preservação de estruturas antigas de madeira.

Esses cuidados são relevantes porque a cabana seria exposta a visitantes e, possivelmente, a condições ambientais variáveis.

A instalação em uma área aberta ou próxima a uma rodovia também exigiria planejamento para circulação de pessoas, sustentação da estrutura e proteção do material.

A relevância científica da espécie não depende da cabana, mas ajuda a contextualizar a atenção em torno dela.

O Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos explica que as sequoias-vermelhas se desenvolvem em ambientes específicos, com influência da umidade costeira e da neblina.

O órgão também registra que a espécie possui casca espessa e características naturais associadas à resistência ao fogo, insetos e doenças.

Essas condições fazem da redwood uma das árvores mais estudadas e preservadas dos Estados Unidos.

No caso da cabana de Port Washington, o interesse público está ligado à possibilidade de observar, em escala real, uma seção de tronco que pertenceu a uma árvore de grandes dimensões.

A transformação de um tronco antigo em cabana mostra como objetos criados em outro contexto histórico podem adquirir novos usos ao longo do tempo.

O que nos anos 1940 foi apresentado como uma adaptação de madeira para uso humano agora aparece relacionado a turismo, preservação material e divulgação sobre árvores antigas.

Caso seja instalada perto da I-43, a estrutura poderá funcionar como ponto de parada para motoristas e como exemplo físico da escala alcançada pelas sequoias-vermelhas.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x