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Homem transforma terreno arenoso em lago impermeabilizado de 25 metros, usa lona de 200 micras, cobre com 30 cm de terra e monta reservatório completo gastando apenas R$ 2.800

Imagem de perfil do autor Fabio Lucas Carvalho
Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 26/11/2025 às 17:39 Atualizado em 26/11/2025 às 17:41
Passo a passo para construir lago em terreno arenoso usando lona de silo, proteger a estrutura e gastar cerca de R$ 2.800
Passo a passo para construir lago em terreno arenoso usando lona de silo, proteger a estrutura e gastar cerca de R$ 2.800
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Acompanhe a construção de um lago em terreno arenoso no interior de São Paulo, usando lona de silo de 200 micras, 25 a 30 cm de terra e custo de cerca de R$ 2.800 em material

A proposta apresentada no canal Hamilton Miranda no Sítio Paraíso descreve todas as etapas para criar um lago utilizando uma lona de silo de 200 micras, mesmo em uma área distante de nascentes, rios e qualquer fonte natural de água.

O Hamilton explica que o objetivo foi construir um lago impermeabilizado em terreno arenoso, onde a água não se mantém sem intervenção.

A intenção ao mostrar cada fase é permitir que outras pessoas repliquem o processo sem depender de parcerias, marcas ou patrocínios, já que todo o material usado foi adquirido sem vínculos comerciais.

O projeto mostra que o tamanho do lago depende do espaço disponível e das pretensões de cada pessoa, podendo ser pequeno ou maior do que o modelo apresentado.

Para evitar infiltração, a técnica utilizada consiste em impermeabilizar o fundo com lona de silo preto e branco de 200 micras, que deve ser protegida com uma camada de 25 a 30 centímetros de terra.

Preparação do terreno

A primeira etapa envolve a escavação com uma pá-carregadeira. O equipamento, por pesar cerca de 12 toneladas, já realiza parte da compactação do solo durante a abertura do espaço.

A recomendação é pedir ao operador que deixe todas as laterais com inclinação suave, permitindo que a terra permaneça sobre a lona depois de instalada.

Paredes laterais muito íngremes não são adequadas, e por isso é necessário solicitar que a máquina trabalhe de forma que consiga entrar e sair do lago por qualquer ponto da borda.

O processo foi realizado em um terreno arenoso no interior de São Paulo, local onde a água infiltra rapidamente. Por isso, sem impermeabilização, o lago não se manteria. O autor explica que essa condição se repete em muitas propriedades, reforçando o motivo da utilização da lona.

Características da lona utilizada

O material escolhido possui 12 metros de largura e 50 metros de comprimento. Como o lago ultrapassou essa largura, foi necessário cortar o rolo ao meio e fazer uma emenda. O autor mostra como identificar a qualidade da lona, destacando que ela deve suportar o estiramento de até um centímetro sem rasgar. Ele ressalta que a durabilidade da lona depende exclusivamente da proteção contra sol e desgaste provocado por animais e objetos pontiagudos.

No vídeo que serviu de base, a lona está presente há mais de dez anos no lago antigo, sem apresentar danos, justamente por estar enterrada.

Processo de emenda e fixação

Com a lona desenrolada e posicionada, inicia-se a fase de marcação e colagem. A emenda é feita com cola de contato multiuso. O trabalho exige aplicação abundante, sem economia, para garantir aderência. Após a colagem, a terra é colocada manualmente sobre toda a faixa recém-unida, criando pressão uniforme e impedindo que a junção se desloque.

Durante essa fase, o autor reforça que não se deve pisar diretamente sobre a lona para evitar furos. O uso de botinas é evitado e a equipe trabalha de meias, seguindo sempre o rastro da terra já despejada.

Ele alerta que nenhum animal deve circular na área. Cachorros, galinhas e outras espécies podem perfurar a lona com unhas ou bicos.

Preparação para receber a terra

Depois da colagem, a lona é enrolada novamente, deixando um trecho central aberto para que a pá-carregadeira deposite grandes volumes de terra sem tocar diretamente o material. A máquina joga a terra sempre de cima para baixo, próximo à lona, mas sem pisar nela.

Com os montes formados, resta nivelar tudo manualmente com enxada, tomando cuidado para não atingir a lona nas regiões ainda expostas. Quando toda a superfície está coberta com 25 a 30 centímetros de terra, o material fica completamente protegido.

O processo de espalhamento da terra é a etapa mais trabalhosa. Como o serviço no terreno envolve outras tarefas, o autor interrompe e retoma no dia seguinte, finalizando conforme o tempo disponível no sítio.

Cuidados após a instalação

Após completar o nivelamento, o lago não deve ser enchido imediatamente. A recomendação é aguardar alguns dias ou semanas para que a terra assente e compacte naturalmente. A chuva auxilia nesse processo, mas a mangueira também pode ser utilizada se o tempo estiver seco.

Com a terra mais firme, a lona estará protegida contra movimentações que poderiam comprometer sua integridade. Ao final, o nível de água chegará até o ponto em que a grama será plantada no entorno, criando aparência natural.

O autor destaca que o lago só funcionará adequadamente se os animais grandes forem impedidos de pisar na área, já que o peso pode afundar a terra e atingir a lona. Por isso, uma cerca elétrica temporária foi instalada em volta durante os trabalhos.

Custos e variações de construção

O valor da lona usada foi de R$ 2,65 o metro quadrado, totalizando R$ 1.590 no rolo. O restante do custo envolveu o uso da pá-carregadeira e uma lata de cola de contato. O objetivo inicial era manter os gastos entre R$ 2.000 e R$ 2.500, mas o total ficou em R$ 2.800, já que a máquina precisou trabalhar mais do que o previsto para colocar a terra.

O autor explica que o custo pode ser menor para quem pretende fazer um lago pequeno, já que tudo pode ser feito manualmente com enxada e carriola.

Além disso, ele afirma que alguns municípios oferecem apoio ao pequeno produtor com máquinas e incentivos, o que reduz ainda mais o valor final.

O lago é descrito como uma estrutura multiuso que pode atender irrigação, criação de peixes ou apenas servir como reservatório de água. Peixes como tilápias, pacus, pintados e outras espécies podem ser criados normalmente. Apenas patos e uma variedade específica de carpa devem ser evitados, pois podem perfurar a lona mesmo enterrada.

Ele explica que a água deve circular para evitar estagnação. Em locais com pouca oferta hídrica, recomenda-se utilizar uma bomba de baixo consumo ligada a algum tipo de filtro com plantas, raízes ou escovas naturais.

O vídeo original finaliza mostrando o lago antigo, já com mais de dez anos, totalmente naturalizado e rodeado de grama. A ideia é demonstrar como o novo lago deve ficar depois que estiver cheio.

O trabalho é cansativo, mas recompensador. Ele relata que sentar à beira do lago, pescar ou simplesmente observar a água compensa todo o esforço. A manutenção é mínima depois de concluída a instalação correta da lona, já que a infiltração é nula e apenas a evaporação reduz o nível ao longo do tempo.

O projeto é apresentado como alternativa acessível a membranas caras e sistemas complexos vendidos no mercado. A técnica compartilhada gratuitamente busca ajudar pessoas que têm vontade de construir seu próprio lago, mas acreditam que o custo é inviável.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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