A cidade de Rennes, na Bretanha, será a primeira da França a alimentar trens de metrô diretamente com energia solar, sem qualquer intermediário da rede pública. Segundo o canal local França 3 Bretanha, duas usinas fotovoltaicas com 6 mil metros quadrados de painéis solares serão instaladas nos telhados das garagens das linhas A e B, produzindo cerca de 1 gigawatt-hora por ano e suprindo 7% do consumo elétrico do sistema. O custo é de 1,6 milhão de euros, com financiamento coletivo aberto aos cidadãos a 5% de retorno anual.
Os trens do metrô de Rennes vão funcionar parcialmente com a eletricidade do sol a partir do início de 2027, em um projeto que é inédito na história do transporte urbano francês. A diferença técnica que torna o empreendimento pioneiro não é simplesmente usar painéis solares, mas injetar a eletricidade produzida diretamente nos circuitos elétricos dos trens, sem que a energia passe pela rede pública de distribuição. David Clausse, diretor-geral do Sindicato Departamental de Energia 35, explicou que possuir o conhecimento técnico necessário para garantir que os elétrons produzidos não interrompam o funcionamento dos trens foi o maior desafio do projeto.
A campanha de financiamento coletivo foi aberta em 18 de maio de 2026 e vai até o dia 30. Os cidadãos podem investir entre 100 e 10 mil euros, com taxa fixa de retorno de 5% ao ano por cinco anos. A construção das usinas solares começa em junho, e os trens devem começar a rodar com energia solar entre o final de 2026 e o início de 2027. Rennes, com cerca de 230 mil habitantes, é a menor cidade do mundo a operar duas linhas de metrô, e agora pode se tornar a primeira a alimentar seus trens com sol.
Como a energia solar vai chegar diretamente aos trens

O projeto prevê a instalação de duas usinas fotovoltaicas nas extremidades das duas linhas do metrô de Rennes. A primeira ficará em Chantepie, no telhado do complexo de garagens e oficinas da Linha A. A segunda será instalada em Saint-Jacques-de-la-Lande, no terminal La Maltière da Linha B. No total, 6 mil metros quadrados de painéis solares serão distribuídos sobre os telhados das garagens e dos estacionamentos adjacentes.
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A energia gerada será canalizada diretamente para os circuitos elétricos que alimentam os trens, estações e sistemas de sinalização. Não haverá conexão com a rede pública de eletricidade. Clausse explicou que essa desconexão é o que torna o projeto inédito: em outros casos de energia solar no transporte, a eletricidade é vendida à rede e depois recomprada. Em Rennes, os elétrons vão do painel ao motor dos trens sem intermediário.
Os números que sustentam o projeto

A usina de Chantepie deve gerar mais de 500 megawatts-hora por ano, enquanto a de Saint-Jacques-de-la-Lande produzirá cerca de 400 megawatts-hora. Somadas, as duas instalações fornecerão quase 1 gigawatt-hora anual, volume suficiente para suprir 7% de toda a energia consumida pelos trens das linhas A e B do metrô de Rennes.
O custo total do projeto é de 1,6 milhão de euros. Parte dos recursos vem de fundos europeus, e 500 mil euros foram abertos ao financiamento coletivo. Valérie Faucheux, vice-presidente da Área Metropolitana de Rennes responsável por mobilidade e transportes, afirmou que a lógica é clara: produzir localmente permite controlar despesas em um cenário de preços de energia voláteis. A meta está alinhada ao Plano Territorial de Clima, Ar e Energia, que prevê dobrar a produção de energia renovável no território.
Por que os usuários podem investir e lucrar com os trens
A abertura do financiamento coletivo aos cidadãos não é apenas uma estratégia de captação de recursos, é uma forma de engajamento comunitário. A campanha permite que qualquer pessoa invista entre 100 e 10 mil euros no projeto, com retorno garantido de 5% ao ano durante cinco anos. Inicialmente, a prioridade foi dada aos próprios usuários do metrô de Rennes, que podem participar concretamente de um projeto local de energia limpa.
O modelo de financiamento participativo para infraestrutura de transporte é relativamente novo na França e reflete uma tendência europeia de democratizar o investimento em energia renovável. Para o cidadão que aplica 1.000 euros, por exemplo, o retorno é de 50 euros por ano, somando 250 euros em cinco anos além do capital investido. O valor é modesto, mas o simbolismo é forte: os passageiros que financiam os painéis solares sabem que os trens que usam diariamente rodam em parte com a energia que eles ajudaram a instalar.
O que Rennes ensina sobre transporte e energia
Rennes já se destacava por operar um sistema de metrô totalmente automatizado, sem motorista, com tecnologia VAL e NeoVal da Siemens. Agora, ao adicionar energia solar direta aos trens, a cidade cria um modelo que pode ser replicado por qualquer sistema de metrô que possua garagens ou estacionamentos com telhados disponíveis para painéis fotovoltaicos.
A limitação é evidente: 7% da energia é uma fração pequena do consumo total. Mas o projeto demonstra que a tecnologia funciona e que a injeção direta de energia solar em circuitos de transporte é viável sem comprometer a operação dos trens. Se o modelo for ampliado com mais superfícies de painéis ou combinado com armazenamento em baterias, a participação solar pode crescer significativamente em sistemas de metrô ao redor do mundo.
Você investiria dinheiro em painéis solares para alimentar os trens da sua cidade? Acha que o modelo de Rennes pode funcionar no Brasil, ou a realidade dos nossos sistemas de metrô é muito diferente? Conta nos comentários.


Entretanto cuidado com a inteligência artificial do Google que me torna espanhol.🇪🇦
Como vai…curto muito a France mas estou sueco de origem…!!!🇸🇪
Sou apenas francês e odeio bajulo!!!🇨🇵