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Governo vai combater monopólio da Petrobras no mercado de querosene de aviação

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 25/11/2019 às 17:25 Atualizado em 25/11/2019 às 17:30

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Governo vai combater monopólio da Petrobras
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Quebra de monopólio da Petrobras pode influenciar a reduzir o preço das passagens aéreas. Querosene de aviação representa mais de 30% do custo das companhias de aviação.

No próximo ano, o governo tem interesse em acabar com o monopólio da Petrobras no segmento de querosene de aviação no país, disse Marcelo Sampaio, secretário-executivo do Ministério de Infraestrutura, durante evento no Rio de Janeiro, enfatizando atualmente o domínio da estatal no terminal. Petrobras anuncia aumento de 4% do gás de cozinha nas refinarias.

“A gente entende que para o ano que vem é combate ao que a gente chama de monopólio do querosene de aviação. A Petrobras detêm toda a cadeia do querosene. Temos, talvez, um dos querosenes mais caros do mundo, e o querosene é responsável por mais de 30% dos custos da aviação”, afirmou o executivo, nesta segunda-feira, 25.

“Vamos revisitar a forma como esse QAV é vendido e como é produzido”, comentou, sem entrar em detalhes. O primeiro passo para a entrada desse concorrente foi dado na semana passada com a inclusão do terminal na lista de projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que é responsável pelas concessões e privatizações do governo.

Sampaio explicou que a proposta do Ministério da Infraestrutura é na revisão do contrato, que está vencido há cinco anos. Ao dividir o terminal de combustíveis em dois, permitirá que uma empresa entre no mercado de querosene de aviação, o chamado QAV, com a importação do produto.

Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), afirmou que o querosene “é a mãe de todas as batalhas” do setor aéreo.

Segundo a associação, em 2018 o combustível respondeu por 32% dos custos e despesas operacionais das companhias brasileiras. A associação reclama que, mesmo produzindo quase 90% do QAV utilizado no país, o preço segue o mercado internacional.

De acordo com Abear, embora a entrada de um novo importador seja uma boa notícia, “as mudanças com maior potencial de redução de custos e geração de benefícios estão ligadas ao modelo de precificação e à carga tributária incidente sobre os abastecimentos domésticos”.

A equipe econômica prefere incentivar a abertura do mercado para outras empresas, em vez de interferir na política de preços da Petrobras.

A petroleira estatal encontra-se em processo de venda de refinarias de petróleo, em busca se desfazer da metade de sua capacidade no setor, concentrando depois o seu parque de refino no Sudeste, principal região consumidora de combustiveis do país.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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