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Governo estuda nova fase do Desenrola Brasil para beneficiar quem paga as contas em dia

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 12/05/2026 às 15:10 Atualizado em 12/05/2026 às 15:12
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O Desenrola Brasil terá nova fase com crédito especial para trabalhadores informais e adimplentes. Anúncio deve ocorrer até junho, segundo o ministro Dario Durigan. Imagem: Canva.
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O Desenrola Brasil terá nova fase com crédito especial para trabalhadores informais e adimplentes. Anúncio deve ocorrer até junho, segundo o ministro Dario Durigan.

Segundo informações do ig, o governo federal planeja lançar, em junho, uma nova etapa do Desenrola Brasil com foco em trabalhadores informais e consumidores que mantêm suas dívidas em dia, mas ainda sofrem com o peso dos juros elevados no orçamento mensal. A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, exibido pelo Canal Gov na quarta-feira (6).

Por que o trabalhador informal está no centro da nova etapa do Desenrola?

Para Durigan, esse grupo merece atenção especial justamente por não ter uma renda previsível. Diferentemente de quem recebe salário fixo todo mês, o trabalhador informal depende de ganhos diários e variáveis, o que torna qualquer planejamento financeiro muito mais difícil.

“Ele não tem uma renda fixa por mês, ele não tem um salário recorrente, ele tem que ir lá ganhar o seu dia a dia de maneira muito pontual, de maneira muito errática. E ele é quem mais toma juros caros no país”, declarou o ministro.

A nova linha de crédito ainda está sendo estruturada, mas já tem data prevista para ser apresentada à sociedade: o prazo informado pelo ministério é o início de junho.

Desenrola Famílias: programa já está em vigor

Na segunda-feira (4 de maio), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu partida à versão reformulada do Desenrola Brasil — batizada de Desenrola Famílias. A iniciativa é voltada a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

O programa oferece condições facilitadas para a renegociação de dívidas em algumas das modalidades mais comuns e onerosas do sistema financeiro:

  • Cartão de crédito
  • Cheque especial
  • Crédito pessoal não consignado

Para participar, o débito precisa estar em atraso entre 90 dias e até dois anos, e ter sido contraído até 31 de janeiro de 2026. A taxa de juros aplicada na renegociação fica limitada a 1,99% ao mês — bem abaixo do praticado pelo mercado nessas modalidades.

Além disso, o programa contempla estudantes com financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), abrindo espaço para que esse grupo também renegocie seus débitos com condições mais acessíveis.

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Quem paga em dia também será contemplado

Uma das novidades que chamou atenção foi a inclusão de pessoas adimplentes no escopo do programa. O ministro Durigan foi enfático ao rebater críticas de que o Desenrola poderia estimular a inadimplência ao beneficiar quem está com contas atrasadas.

Segundo ele, o objetivo é exatamente o contrário: fomentar o pagamento e fortalecer a cultura de adimplência no país.

“O que nós estamos querendo fomentar aqui é a adimplência, é o pagamento das contas. É isso que nos interessa”, afirmou Durigan.

O ministro reconheceu que o alto endividamento das famílias brasileiras tem raízes em um período historicamente difícil, marcado pela pandemia de Covid-19, pelo desemprego elevado e pela estagnação da renda. Para ele, é justo que quem se manteve em dia também receba algum tipo de benefício, especialmente diante dos juros que ainda pesam no orçamento.

Outros recursos previstos no Desenrola Brasil

O programa vai além da simples renegociação. Confira os principais mecanismos adicionais:

  • FGTS como pagamento à vista: é possível utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil (o que for maior), para quitar dívidas de uma só vez.
  • Educação financeira obrigatória: as instituições financeiras participantes deverão investir em educação financeira o equivalente a 1% das garantias oferecidas no programa.
  • Bloqueio de apostas online: quem aderir ao Desenrola terá o CPF bloqueado por 12 meses para participação em plataformas de apostas online autorizadas no Brasil. A medida visa proteger o beneficiário durante o processo de reorganização financeira.

O que esperar das próximas etapas do Desenrola?

Com a nova fase em estudo, o governo demonstra que o programa não deve se encerrar na edição atual. A intenção é ampliar o alcance do Desenrola para atingir também aqueles que, mesmo sem estar inadimplentes, ainda carregam o custo alto do crédito no orçamento mensal.

A expectativa é que o anúncio oficial ocorra nas próximas semanas, com detalhes sobre as condições, público elegível e instituições participantes. Até lá, quem já se enquadra no Desenrola Famílias pode buscar informações nos canais oficiais do governo federal.

Com informações do ig

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Andriely Medeiros de Araújo

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