As tarifas de 25% recomendadas pelo USTR ainda não foram aplicadas, e o governo brasileiro tenta usar o prazo até 15 de julho para manter conversas com Washington, apresentar concessões tarifárias e buscar uma saída que respeite as regras do Mercosul.
As tarifas de 25% sobre produtos brasileiros ainda podem ser negociadas antes de entrarem em vigor em 15 de julho, data definida pelo USTR, enquanto Itamaraty e Planalto buscam evitar ou flexibilizar a medida dos Estados Unidos.
Governo ainda aposta em negociação
Apesar do relatório preliminar do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca, autoridades brasileiras envolvidas nas conversas com Washington avaliam que ainda há margem para negociação. O documento foi recebido como uma pressão direta na reta final das tratativas.
A recomendação de aplicar tarifas de 25% elevou o nível de alerta no governo Lula, mas não encerrou as conversas. O Itamaraty considera que a própria definição de um prazo para a aplicação efetiva abre espaço para novos movimentos diplomáticos.
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Tarifas de 25% entram na mesa bilateral
Depois de quase um ano negociando o chamado tarifaço com a gestão Donald Trump, Planalto e Itamaraty ainda trabalham com a possibilidade de reversão ou flexibilização das alíquotas. A avaliação interna é que a medida ainda não está consumada.
No fim da semana passada, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apresentou aos Estados Unidos uma proposta de redução das tarifas brasileiras sobre produtos americanos. Foi a primeira vez que o tema entrou nas conversas bilaterais em bases concretas.
A proposta foi considerada tímida pelos próprios negociadores, mas abriu uma frente formal de discussão. Para o governo brasileiro, as regras do Mercosul limitam os próximos passos e precisam ser respeitadas, até que haja novo avanço nas tratativas comerciais diretas com Washington.

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