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8 comentários 7 min de leitura

Gigante chinesa escolhe SC para instalar sua primeira fábrica no Brasil, investir R$ 250 milhões e produzir máquinas de ressonância magnética de R$ 10 milhões cada, com 100 empregos diretos e 5% do faturamento destinados à pesquisa

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Escrito por Carla Teles Publicado em 02/06/2026 às 22:01 Atualizado em 02/06/2026 às 22:06
Gigante chinesa escolhe SC para instalar sua primeira fábrica no Brasil, investir R$ 250 milhões e produzir máquinas de ressonância magnética de R$ 10 milhões cada (2)
Neusoft instala fábrica de equipamentos médicos em Porto Belo, Santa Catarina, para produzir ressonância magnética com aporte de R$ 250 milhões.
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A fábrica de equipamentos médicos da Neusoft Medical Systems será implantada em Porto Belo, Santa Catarina, como primeira unidade produtiva brasileira da companhia chinesa, com foco inicial em ressonância magnética, previsão de 100 empregos diretos e compromisso de destinar 5% do faturamento local a pesquisa e desenvolvimento no estado catarinense.

A fábrica que a chinesa Neusoft Medical Systems pretende instalar em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi anunciada pelo governador Jorginho Mello na segunda-feira, 1º de junho de 2026. O projeto prevê investimento de R$ 250 milhões para estabelecer a primeira unidade produtiva da companhia no Brasil, inicialmente dedicada à fabricação de equipamentos médicos de ressonância magnética.

Segundo o portal ND Mais, a operação foi apresentada como uma nova base industrial para atender o mercado brasileiro e, futuramente, outros países da América Latina. Além da produção de máquinas avaliadas em aproximadamente R$ 10 milhões cada, o empreendimento tem expectativa de gerar cerca de 100 empregos diretos e destinar parte de sua receita a pesquisa e desenvolvimento no estado.

Fábrica em Porto Belo leva tecnologia médica chinesa para produção nacional

Neusoft instala fábrica de equipamentos médicos em Porto Belo, Santa Catarina, para produzir ressonância magnética com aporte de R$ 250 milhões.
Imagem: Neusoft Medical Systems/Divulgação.

A chegada da Neusoft Medical Systems representa a instalação, em território brasileiro, de uma operação industrial voltada a equipamentos usados em diagnóstico por imagem. Sediada na China, a companhia atua no setor de tecnologia médica e terá em Porto Belo sua primeira estrutura produtiva no país, em um município situado próximo a importantes corredores logísticos de Santa Catarina.

O anúncio coloca Porto Belo em uma nova rota industrial, associada não apenas à manufatura, mas também a equipamentos médicos de alta complexidade. A operação já está em fase de implantação, mas as informações divulgadas até o momento não especificam a data de início da fabricação, o volume anual previsto nem o cronograma completo de instalação.

O investimento também amplia o perfil de projetos industriais atraídos por Santa Catarina. Em vez de uma unidade voltada a bens de consumo de grande escala, a nova fábrica deverá produzir aparelhos de elevado valor agregado, destinados a hospitais, clínicas e centros de diagnóstico que utilizam tecnologia avançada para exames de imagem.

A escolha de Porto Belo foi associada pelo governo estadual a condições de infraestrutura, disponibilidade de profissionais qualificados e ambiente de negócios. O projeto brasileiro será desenvolvido em parceria com a argentina Dinan, empresa com atuação na distribuição de equipamentos médicos na América Latina.

Máquinas de ressonância magnética podem valer cerca de R$ 10 milhões cada

Neusoft instala fábrica de equipamentos médicos em Porto Belo, Santa Catarina, para produzir ressonância magnética com aporte de R$ 250 milhões.
Imagem: Reprodução/IA.

O foco inicial da fábrica será a produção de equipamentos de ressonância magnética, tecnologia utilizada para gerar imagens detalhadas do corpo humano sem recorrer à radiação ionizante. Por sua complexidade técnica, esses aparelhos exigem engenharia especializada, controle rigoroso de produção e equipes preparadas para montagem, calibração e suporte.

Segundo os dados apresentados pelo Governo de Santa Catarina, cada equipamento fabricado pela companhia possui valor médio de US$ 2,2 milhões, quantia indicada como equivalente a aproximadamente R$ 10 milhões. O montante ajuda a dimensionar o perfil da operação: trata-se de uma indústria com poucos produtos de alto valor individual, diferente de linhas produtivas baseadas em grande volume e menor preço unitário.

A produção de uma única máquina envolve tecnologia com impacto direto na capacidade de diagnóstico dos serviços de saúde. A ressonância magnética é empregada em exames relacionados a estruturas neurológicas, músculos, articulações, órgãos internos e diferentes investigações clínicas, conforme a necessidade médica.

Apesar da relevância do equipamento para o setor hospitalar, o anúncio não informou quantas máquinas deverão sair da unidade por ano nem quais instituições poderão ser atendidas inicialmente. O que foi indicado é que a operação catarinense terá como prioridade o mercado brasileiro, com perspectiva de ampliar o alcance regional posteriormente.

Investimento de R$ 250 milhões prevê cerca de 100 empregos diretos

A implantação da fábrica envolve aporte anunciado de R$ 250 milhões e expectativa de criação de aproximadamente 100 postos de trabalho diretos. Pela natureza da produção, parte dessas vagas tende a estar ligada a atividades técnicas, industriais, administrativas e de suporte operacional, embora a distribuição detalhada dos cargos ainda não tenha sido divulgada.

Para Porto Belo e municípios próximos, o empreendimento também pode aumentar a demanda por serviços relacionados à instalação da unidade, transporte, manutenção, suprimentos e qualificação profissional. Entretanto, eventuais empregos indiretos e efeitos econômicos adicionais dependerão da evolução real da operação e não foram quantificados no anúncio.

O número de vagas diretas é relevante, mas o diferencial do projeto está no tipo de indústria que chega ao estado. Uma fábrica de equipamentos médicos avançados exige conhecimento técnico e conexão com profissionais formados em engenharia, tecnologia, saúde e áreas de apoio à produção especializada.

Nesse contexto, o empreendimento poderá ampliar o debate sobre formação de mão de obra para setores tecnológicos em Santa Catarina. A previsão de relacionamento com instituições de ensino reforça que a chegada da companhia não se limita à construção física da unidade, mas envolve a preparação de profissionais para um segmento industrial mais complexo.

Pesquisa receberá 5% do faturamento da operação em Santa Catarina

Além do investimento inicial, a Neusoft assumiu o compromisso de destinar 5% do faturamento da operação para pesquisa e desenvolvimento em Santa Catarina. A medida prevê que parte dos recursos gerados pela atividade industrial permaneça vinculada à inovação, à capacitação e ao avanço de soluções aplicadas à tecnologia médica.

O projeto também inclui a possibilidade de parcerias com universidades catarinenses e programas estaduais de qualificação profissional. Na prática, essa aproximação pode criar oportunidades para pesquisa acadêmica, formação técnica e desenvolvimento de conhecimento relacionado a equipamentos de diagnóstico por imagem.

A reserva de receita para pesquisa é um dos pontos que diferencia o projeto de uma simples linha de montagem. Caso seja executada conforme anunciado, a estratégia poderá integrar produção, inovação e formação profissional dentro do próprio estado, aproximando a indústria das instituições responsáveis por preparar novos especialistas.

Ainda assim, os resultados dependerão dos acordos que forem efetivamente firmados, das áreas de estudo priorizadas e da continuidade dos investimentos após o início da operação. Até agora, não foram divulgados detalhes sobre universidades participantes, projetos específicos ou metas de inovação a serem cumpridas.

Primeira unidade brasileira poderá atender outros países da América Latina

A fábrica de Porto Belo foi projetada para funcionar como base produtiva e operacional da Neusoft Medical Systems no Brasil. A estratégia anunciada prevê atendimento inicial ao mercado nacional e uma possível expansão futura para países latino-americanos, aproveitando a parceria com a Dinan e a localização da unidade catarinense.

Essa perspectiva coloca Santa Catarina em uma disputa por investimentos internacionais associados à saúde e à tecnologia. Ao fabricar equipamentos de diagnóstico por imagem em território brasileiro, a companhia passa a operar mais perto dos clientes do país e de potenciais mercados regionais, embora a extensão desse atendimento ainda dependa da consolidação da unidade.

O projeto conecta uma fábrica catarinense a uma cadeia internacional de equipamentos médicos de alto valor. Para o estado, a instalação representa a chegada de uma operação chinesa especializada; para a empresa, significa estabelecer uma presença produtiva em um mercado que poderá servir de plataforma para novos negócios na região.

O anúncio, porém, marca o início de uma etapa, e não a conclusão do empreendimento. A partir de agora, será necessário acompanhar a implantação, a abertura efetiva dos empregos, o começo da produção e a aplicação dos recursos prometidos para pesquisa e desenvolvimento.

SC recebe projeto industrial de alto valor e terá de acompanhar seus resultados

A instalação da primeira fábrica brasileira da Neusoft Medical Systems em Porto Belo reúne números expressivos: R$ 250 milhões em investimento, aparelhos estimados em cerca de R$ 10 milhões, aproximadamente 100 empregos diretos e compromisso de destinar 5% do faturamento a pesquisa e desenvolvimento em Santa Catarina.

Mais do que anunciar uma nova unidade industrial, o projeto levanta questões sobre os efeitos concretos da produção tecnológica no estado: quantos profissionais serão contratados, quais pesquisas serão financiadas, quando os equipamentos começarão a ser fabricados e até onde a operação poderá ampliar o papel de Santa Catarina na indústria médica.

Você considera que investimentos em fábricas de alta tecnologia podem transformar a economia de uma cidade como Porto Belo, ou os resultados ainda dependem de compromissos mais detalhados e acompanhamento público? Deixe sua opinião nos comentários.

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Ademir
Ademir
06/06/2026 19:03

Muito bom, maravilha, esperamos de braços abertos este novo investimento.

Jordao barbosa
Jordao barbosa
05/06/2026 13:15

Ué. Como o Jorginho Melo aceitou uma empresa de um país comunista, com certe!a deu subsídios de terreno, impostos e etc.

Ademar de Santana
Ademar de Santana
04/06/2026 21:29

Eu não acho que seja uma boa ideia, pois a disputa por nossas terras raras, dará o direito da China, querer explorar o tal minério preciso para propagar a fabricação de suas baterias de lition. Ela tendo o minério, ficará alto sustentável.

Última edição em 19 dias atrás por Ademar de Santana
Jordao barbosa
Jordao barbosa
Em resposta a  Ademar de Santana
05/06/2026 13:16

Kkkkkk. Pesquise um pouco. A China tem a maior reserva de terras raras do mundo e tem tecnologia para explorar, o Brasil tem uma reserva boa.

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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