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Foi por pouco! Bolsonaro iria privatizar a Petrobras em 2023 se tivesse sido eleito, revela ex-ministro do MME

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 13/07/2023 às 13:34 Atualizado em 13/07/2023 às 13:35
Foi por pouco! Bolsonaro iria privatizar a Petrobras em 2023 se tivesse sido eleito, revela ex-ministro do MME
Ex-ministro Adolfo Sachsida diz que Petrobras seria privatizada em até um ano e meio se Bolsonaro fosse reeleito.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Ex-ministro Adolfo Sachsida revela que a Petrobras estaria a caminho da privatização se Jair Bolsonaro tivesse ganhado um segundo mandato.

Em um momento decisivo para a economia brasileira, Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia (MME) durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), revela que a Petrobras estava na rota para ser privatizada caso Bolsonaro tivesse assegurado um segundo mandato. O plano estratégico envolvia a venda da gigante petrolífera estatal em um período máximo de um ano e meio após a reeleição.

Reestruturando a Petrobras: Competição e Desestatização

O modelo de privatização proposto procurava fomentar a competição no setor petrolífero brasileiro e expandir a atuação da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), já em estágio avançado de seu processo de privatização. A lei proposta, que visava privatizar a Petrobras, teria, na verdade, enviado ao Congresso uma oferta de vendas futuras de 30 anos, com potencial para render aproximadamente R$ 390 bilhões.

As considerações para a venda da Petrobras surgiram em meio à discussões acerca da alta nos preços dos combustíveis por volta de maio do ano anterior. Para Sachsida, a criação de competição de mercado através da privatização da estatal era uma das poucas soluções para aliviar o preço elevado.

As palavras do ex-presidente Bolsonaro

Sachsida relembra em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo a permissão dada pelo ex-presidente Bolsonaro para prosseguir com os estudos de privatização: “Ele falou prontamente: ‘vai adiante'”. Com este apoio, o então ministro iniciou as discussões e estudos necessários para transformar a estatal em uma empresa privada.

No entanto, com a mudança de governo, o cenário alterou-se drasticamente. O presidente Lula (PT) ordenou a remoção da Petrobras e de várias outras empresas, incluindo os Correios e o Serpro, do Programa de Parceria de Investimentos (PPI).

Ameaça de aumento do endividamento

Adolfo Sachsida alerta para o potencial risco financeiro que essa reversão poderia representar para a Petrobras. A retirada da empresa do PPI e a descontinuação da prática do “preço de paridade de importação” poderiam resultar em um “aumento excessivo” na dívida da empresa, impactando negativamente sua lucratividade e dividendos.

Para Sachsida, a melhor opção para o país seria “desconcentrar o setor, introduzir competição e reduzir a intervenção do Estado na economia”, em clara crítica ao possível retorno dos investimentos em refinarias. Ele conclui: “O atual governo não apenas está contestando o acordo com o Cade, como pretende construir novas refinarias. Eu respeito essas ideias, mas discordo delas”.

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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