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FMI mostra realidade do Brasil nos próximos anos e projeta país de volta ao top 10 das maiores economias do mundo até 2030, com PIB de US$ 3,20 trilhões e salto de US$ 560 bilhões em cinco anos

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 10/05/2026 às 09:30
Atualizado em 10/05/2026 às 09:32
FMI projeta Brasil entre as 10 maiores economias do mundo até 2030, com PIB de US$ 3,20 trilhões e avanço global.
FMI projeta Brasil entre as 10 maiores economias do mundo até 2030, com PIB de US$ 3,20 trilhões e avanço global.
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Projeções do Fundo Monetário Internacional indicam avanço do Brasil no ranking econômico global, crescimento relevante do PIB nominal e retomada do país ao grupo das maiores economias do mundo até o fim da década, em meio à expansão liderada por Estados Unidos, China e Índia.

O Brasil deve voltar ao grupo das dez maiores economias do mundo até 2030, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional para o PIB nominal em dólares correntes.

A estimativa reforça uma perspectiva de crescimento gradual da economia brasileira ao longo dos próximos anos, em meio à recuperação de mercados emergentes e ao avanço das principais economias globais em valores nominais.

O levantamento considera projeções macroeconômicas atualizadas e coloca o país novamente entre as nações com maior peso econômico internacional, cenário que não era registrado nas listas mais recentes do organismo internacional.

A estimativa coloca o país na oitava posição, com US$ 3,20 trilhões, acima de Itália e Canadá.

Brasil volta ao grupo das maiores economias do mundo

A projeção indica avanço relevante em relação à posição atual do país entre as maiores economias.

O salto previsto é de cerca de US$ 560 bilhões em cinco anos, movimento suficiente para recolocar o Brasil no top 10 mundial.

O cálculo considera o PIB nominal, indicador que mede o tamanho da economia em dólares correntes.

Esse recorte pode variar conforme crescimento real, inflação doméstica, câmbio e revisão das estatísticas nacionais.

Mesmo assim, o indicador é amplamente utilizado para comparar o tamanho das economias no cenário internacional, especialmente em rankings globais elaborados por instituições multilaterais e bancos centrais.

Nos últimos anos, oscilações cambiais tiveram impacto direto na posição do Brasil entre as maiores economias do mundo, já que a conversão para dólares influencia o valor final calculado pelo FMI.

Estados Unidos mantêm liderança do PIB global

Os Estados Unidos aparecem na primeira posição da projeção para 2030, com PIB estimado em US$ 37,68 trilhões.

A China vem em seguida, com US$ 26,05 trilhões, mantendo a segunda colocação no ranking global.

Alemanha e Índia aparecem praticamente empatadas.

A economia alemã é projetada em US$ 6,18 trilhões, enquanto a indiana aparece com US$ 6,17 trilhões, diferença pequena dentro de uma lista sujeita a revisões periódicas.

Reino Unido, Japão e França completam o grupo à frente do Brasil.

Pelas estimativas, os britânicos chegariam a US$ 5,15 trilhões, os japoneses a US$ 5,00 trilhões e os franceses a US$ 4,00 trilhões.

A Índia aparece como uma das economias mais observadas nas projeções internacionais por manter ritmo acelerado de expansão e ampliar participação no comércio global, além de avançar em investimentos industriais e tecnológicos.

Já a Alemanha continua sustentada por uma forte base industrial e exportadora, apesar das dificuldades enfrentadas recentemente pela economia europeia em razão da desaceleração global e das pressões energéticas.

China deve registrar maior expansão econômica

Embora os Estados Unidos mantenham ampla vantagem no tamanho total da economia, a China deve registrar o maior acréscimo absoluto entre as grandes potências até 2030.

A expansão projetada é de aproximadamente US$ 5,7 trilhões no período.

Nos Estados Unidos, o ganho estimado fica perto de US$ 5,0 trilhões.

A comparação mostra que a liderança americana permanece, mas também evidencia a velocidade de ampliação da economia chinesa em valores nominais.

Analistas internacionais acompanham esse movimento porque ele influencia cadeias globais de produção, investimentos, consumo de commodities e relações comerciais em diferentes regiões do planeta.

O desempenho chinês também afeta diretamente países exportadores de matérias-primas, incluindo o Brasil, que mantém a China como principal parceiro comercial em diversos setores da economia.

Economias menores lideram crescimento proporcional

Entre os países de menor peso no PIB global, o avanço mais expressivo aparece em termos percentuais.

Suriname, Malawi e Etiópia estão entre as economias com maior crescimento relativo projetado pelo FMI.

No caso do Suriname, a estimativa aponta acréscimo de US$ 6,7 bilhões, o que representa alta próxima de 137% sobre a base atual de US$ 4,9 bilhões.

O valor absoluto é pequeno diante das maiores economias, mas o ritmo proporcional chama atenção.

Em economias menores, taxas elevadas de crescimento costumam ocorrer em razão de bases econômicas reduzidas, expansão de setores específicos ou mudanças estruturais associadas à exploração de recursos naturais e investimentos externos.

Ainda assim, os números mostram como diferentes regiões do mundo devem seguir trajetórias econômicas distintas até o fim da década, com avanço relevante de países emergentes e manutenção da força econômica das nações desenvolvidas.

Ranking projetado das maiores economias em 2030

Na estimativa para 2030, a ordem das dez maiores economias em PIB nominal é liderada por Estados Unidos, China, Alemanha, Índia, Reino Unido, Japão e França.

Na sequência aparecem Brasil, Itália e Canadá.

O Brasil ficaria à frente da Itália, projetada em US$ 3,05 trilhões, e do Canadá, estimado em US$ 3,01 trilhões.

A diferença entre esses três países, no entanto, é relativamente estreita e pode mudar conforme novas revisões do FMI.

As projeções fazem parte da base World Economic Outlook, divulgada pelo Fundo Monetário Internacional.

O levantamento reúne dados macroeconômicos de países e grupos de países, com séries históricas desde 1980 e estimativas para os anos seguintes.

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Vander
Vander
20/05/2026 06:13

PIP que interessa e o PIB paridade poder de compra, ainda asssim nao serve para medir a economia do dia a dia que foge da contabilidade nacional, neste Raking aparece os BRICS muito a frente do G7

Mauricio
Mauricio
16/05/2026 11:47

Acredito q estará sim no top 10
mais no top 10 das piores economia
Pq o governo tem so piorado em q dados essa matéria esta se baseado para fala isso

Adriano
Adriano
11/05/2026 08:06

Se hoje o PIB do Brasil está em torno de 2,28 tri e segundo a reportagem o crescimento será de 560 bi, a economia não iria para para aproximadamente 2,8 tri? Não está faltando 400 bi?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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