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Flórida parte para cima das pítons-birmanesas nos Everglades, remove 3,7 toneladas de serpentes invasoras e impede que mais de 4 mil filhotes nasçam nos pântanos

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 17/06/2026 às 15:21 Atualizado em 17/06/2026 às 15:23
Pesquisadores manuseiam píton-birmanesa gigante em área alagada dos Everglades durante operação de conservação na Flórida
Equipes de conservação atuam nos pântanos da Flórida para localizar pítons-birmanesas invasoras e reduzir impactos sobre a fauna nativa dos Everglades.
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Ação conduzida pela Conservancy of Southwest Florida entre novembro de 2025 e abril de 2026 reforça o uso de telemetria, captura direcionada e pesquisa científica no controle das pítons-birmanesas

A retirada de 177 pítons-birmanesas dos pântanos do sul da Flórida marcou um novo recorde no combate à espécie invasora que ameaça a fauna local. Segundo a Conservancy of Southwest Florida, a operação ocorreu entre novembro de 2025 e abril de 2026 e removeu cerca de 3,7 toneladas de serpentes, o maior volume já registrado pela iniciativa em uma única temporada.

O programa também retirou mais de 4.100 ovos durante o período reprodutivo, impedindo o nascimento de milhares de filhotes. A medida reduziu o potencial de expansão da população invasora em áreas sensíveis dos Everglades e regiões próximas.

Originária do Sudeste Asiático, a píton-birmanesa chegou à Flórida após décadas de introduções associadas ao comércio de animais de estimação. A falta de predadores naturais relevantes permitiu que a espécie ocupasse posição de destaque na cadeia alimentar local.

Mamíferos, aves e répteis nativos passaram a sofrer pressão crescente com a expansão dessas serpentes. Biólogos consideram o avanço das pítons-birmanesas um dos principais desafios ambientais enfrentados pela Flórida.

Estratégia com transmissores ajuda equipes a encontrar fêmeas reprodutoras

A operação não dependeu apenas de buscas aleatórias nos pântanos. Pesquisadores usaram uma estratégia baseada em monitoramento científico e trabalho de campo contínuo.

Machos equipados com transmissores de rádio foram acompanhados durante a temporada de reprodução. Nesse período, esses animais conduzem as equipes até fêmeas prontas para acasalar.

A técnica permite localizar grandes fêmeas antes da postura dos ovos. Esse ponto é decisivo, pois cada fêmea pode carregar dezenas de ovos e ampliar rapidamente a população invasora.

De acordo com Ian Bartoszek, gerente de projetos científicos da Conservancy, concentrar esforços nas grandes fêmeas reprodutoras provoca impacto desproporcional sobre a espécie. A medida também ajuda a limitar o avanço das pítons na região.

Pesquisadores seguram grandes pítons-birmanesas capturadas em área de vegetação na Flórida durante ação de controle de serpentes invasoras.
Pesquisadores exibem pítons-birmanesas capturadas na Flórida durante operação de conservação voltada ao controle da espécie invasora nos Everglades  — Foto: Conservancy of Southwest Florida/Divulgação

Números da temporada mostram a dimensão do problema ambiental

Os dados coletados nas necropsias revelaram o tamanho do desafio enfrentado pelas equipes. Em média, as fêmeas removidas pesavam cerca de 43 quilos e carregavam aproximadamente 70 ovos.

Alguns exemplares ultrapassavam cinco metros de comprimento. Pesquisadores também encontraram vestígios de grandes presas no sistema digestivo das serpentes, incluindo cervos.

Entre os principais números da operação, destacam-se:

  • 177 pítons-birmanesas capturadas
  • 3,7 toneladas de serpentes removidas
  • mais de 4.100 ovos retirados
  • operação realizada entre novembro de 2025 e abril de 2026
  • maior volume já contabilizado pelo programa em uma temporada

Programa iniciado em 2013 já retirou mais de 24 toneladas de pítons

Desde 2013, a Conservancy of Southwest Florida afirma ter removido aproximadamente 1.750 pítons do sudoeste da Flórida. Juntas, essas capturas somam mais de 24 toneladas.

Cada serpente retirada gera informações sobre alimentação, reprodução e comportamento da espécie. Esses dados fortalecem estudos científicos e ajudam no desenvolvimento de novas estratégias de manejo.

A combinação entre telemetria, remoção direcionada de fêmeas grandes e pesquisa contínua aparece como uma das ferramentas mais eficazes para reduzir os impactos das pítons-birmanesas sobre a fauna nativa da Flórida.

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Maria Luiza Freesz
Maria Luiza Freesz
23/06/2026 17:03

Essa situação lembra a dos hipopótamos na Colômbia e a dos Búfalos levados a Roraima: vivendo como espécies invasoras, não há predadores naquele ecossistema e o resultado são problemas de desequilíbrio ambiental seríssimo!

Roberto
Roberto
19/06/2026 09:49

A sucuri aqui deveria ter o mesmo controle, pois em regiões nunca vista, essas cobras começaram a aparecer. Sua reprodução gera muitos descendentes (de 20/80 filhotes) e numa progressão geométrica, em pouco tempo, teremos uma quantidade enormes de descendentes. O IBAMA precisa começar a agir, antes que as população desse **** se torne um problema.

Jambeiro
Jambeiro
Em resposta a  Roberto
20/06/2026 04:07

A sucuri é endêmica de nosso país, sua frequência é em todo território nacional e frear sua espécie, além de ser fato que desequilibraria o meio ambiente, ainda seria uma porta de extinção da espécie. O homem é que deveria frear seus ímpetos, não invadir o habitat das serpentes e não considerar o extermínio das sucuris!

Anna
Anna
Em resposta a  Jambeiro
21/06/2026 10:11

Na verdade elas não são endêmicas do Brasil, são endêmicas da América do Sul, pois ocorrem em toda a região tropical e parte das regiões subtropicais deste continente.
Elas têm uma grande importância para o equilíbrio dos ecossistemas onde vivem pois, apesar de quando adultas serem topo de ****, quando jovens são vulneráveis a diversos predadores. Além disso, embora as ninhadas sejam relativamente grandes, os indivíduos demoram a atingir a maturidade sexual, as populações se mantém no limite do que o ecossistema consegue sustentar, então elas não são um problema para a natureza.
É uma situação muito diferente da das Pítons na Florida, começando pelo fato de ser uma espécie invasora e muito maior do que as sucuris. As ninhadas dessa espécie também chega a números maiores do que a das sucuris, e sem predadores naturais a maioria dos filhotes sobrevivem. Além disso, por conta do tamanho elas competem diretamente com o maior predador local – os jacarés americanos.

Jésus Regis
Jésus Regis
Em resposta a  Roberto
20/06/2026 19:33

As sucuris aqui no Brasil, já têm uma gama considerável de predadores, como grandes gaviões, gambás,raposas e jacarés. A predação ocorre ainda na fase de filhotes indefesos. São poucos os filhotes que conseguem chegar a fase adulta, onde raramente têm predadores. O mesmo não acontece nos EUA , onde praticamente todos os filhotes chegam a vida adulta. Lá, eles não têm predadores.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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