Fim do trabalho humano? Hiperautomação se torna realidade e agrega valor às empresas com soluções que combinam inteligência artificial, robotização e aprendizado de máquinas, contribuindo para a evolução da mão de obra

Flavia Marinho
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18-11-2021 11:54:43
em Indústria e Construção Civil
traablho humano - mão de obras - automação - robotização - inteligência artificial Fim do trabalho huma com a automação e robotização. Guerra de humanos contra as máquinas.

Toda vez que escutamos o termo Inteligência Artificial, a primeira pergunta que vem à nossa mente é: será o fim do trabalho humano?

Gradativamente, o trabalho humano vem sendo substituído por automações e mais recentemente pela Inteligência Artificial, que são ferramentas robotizadas que simulam um ser humano nas atividades repetitivas. Os chatbots, por exemplo, realizam a conversação com as pessoas, esclarecendo dúvidas e procurando ofertar soluções já conhecidas para os mais diversos problemas.

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Ao pensar nas atividades que fazíamos e que não gostávamos, por serem repetitivas, por exemplos: a emissão de notas fiscais era manual e, posteriormente, os contadores tinham que transcrever todas as notas fiscais, uma por uma, em um livro de registros tributários. Se houvesse erro, o jeito era passar uma solução com água sanitária, e mais tarde o corretor líquido para fazer os ajustes. Nos bancos, valores para pagamentos eram digitados, com uma enorme demanda de atenção por parte dos caixas. Por sua vez, o operador de telemarketing passava o dia, a semana ou meses resolvendo praticamente os mesmos problemas e dando as mesmas informações.

“Neste caso, o objetivo é acelerar o processo e otimizar a experiência do cliente. Para tranquilizar, não é o fim do trabalho humano”, garante o executivo Atila Nicoletti, superintendente comercial da Run2Biz Software, que mediou uma live para explicar o quanto a hiperautomação gera valor para as corporações com soluções que combinam Inteligência Artificial, robotização e aprendizado de máquinas, em processos e sistemas.

Confira abaixo a live sobre a hiperautomação

Hiperautomação veio para acelerar o processo e otimizar a experiência do cliente e não para acabar com o trabalho humano

Como o ser humano possui particularidades que dificilmente as máquinas conseguirão substituir, como sentimentos, percepção social e capacidade de resolver problemas ainda não conhecidos, e em compensação algumas atividades rotineiras podem ser delegadas à Inteligência Artificial, entre elas, a leitura de e-mails e a extração de informações importantes de documentos, ficou claro, durante o webinar, que a hiperautomação – que consiste na união de conhecimentos e tecnologias que as empresas devem adotar para assegurar o processo de trabalho automatizado – traz mais celeridade na realização das atividades das empresas.

“Se a automação atua com o propósito de transformar processos mecânicos em automáticos, a hiperautomação contempla ainda mais funcionalidades de análise, design, medição de desempenho, monitoramento, pesquisa, predição, mensuração, chegando ao monitoramento e reavaliações, se tornando uma ferramenta muito mais completa”, informa Nicoletti.

Como nem todas as empresas são iguais e até negócios do mesmo segmento podem atender perfis dessemelhantes, no encontro ficou claro que, antes de utilizar a hiperautomação, é preciso conhecer a realidade de cada estabelecimento, bem como ter uma ampla noção do que pode ser melhorado naquele cenário. E, por isso, essa infraestrutura está deixando de ser uma tendência para se tornar uma forte realidade, ficando em primeiro lugar no “Top 10 Strategic Technology Trends for 2020”, da Gartner, de 2020.

Empresa que não automatizar os seus processos internos de gestão, corre o risco de ficar para trás

“A empresa, grande ou pequena, que não automatizar os seus processos internos de gestão, corre o risco de ficar para trás, perdendo eficiência, segurança, relevância, confiabilidade e, consequentemente, clientes. Além de manter os custos elevados pelos processos manuais”, informou Nicoletti.

O webinar contou com explanações de Donato Penatti, diretor-presidente e membro-fundador da Ninecon; Renato Panessa, diretor executivo de vendas na unidade Tech da Ninecon; Carlos Almeida, da Service IT; e Fernando Raupp, também da Service IT. Todas as empresas participantes são conhecidas como MSPs – sigla para Managed Service Providers –, ou seja, empreendimentos do setor de tecnologia da informação (TI), provedores de serviços baseados em TI.

Para quem não assistiu a live mencionada, ela está disponível no YouTube e no Linkedin da Run2biz.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.