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Três pedras escondidas no canal do Porto de Santos impediam avanço da dragagem, mas licença do Ibama libera remoção sem explosivos, reaproveitamento das rochas e retirada de 12 mil m³ de sedimentos para preparar o maior porto do Brasil para navios maiores até outubro, com pausas pontuais no tráfego de embarcações

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Escrito por Carla Teles Publicado em 05/07/2026 às 15:57 Atualizado em 05/07/2026 às 15:59
Três pedras escondidas no canal do Porto de Santos impediam avanço da dragagem, mas licença do Ibama libera remoção sem explosivos, reaproveitamento das rochas e retirada de 12 mil (1)
Porto de Santos: Ibama libera derrocagem e dragagem no canal de navegação para preparar navios maiores.
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No Porto de Santos, Ibama autorizou derrocagem sem explosivos e dragagem preparatória no canal de navegação, com retirada de 12 mil m³ de sedimentos, reaproveitamento de rochas e pausas pontuais para embarcações entre julho e outubro, em etapa que prepara o maior porto brasileiro para receber navios maiores no estuário.

O Porto de Santos recebeu autorização ambiental para iniciar uma etapa decisiva no canal de navegação: a remoção de três formações rochosas que vinham limitando o avanço da dragagem convencional. A licença foi concedida pelo Ibama à APS, Autoridade Portuária de Santos, e a intervenção está prevista para ocorrer entre julho e outubro, no estuário santista.

As informações são da Agência iNFRA, em publicação de 16/06/2026, às 19h02. Segundo a apuração, os trabalhos atingem três pontos específicos do canal, Pedra do Barroso, Pedra do Itapema e Pedra do Teffé e fazem parte da preparação para o aprofundamento da via usada por embarcações no maior porto do Brasil.

Três formações rochosas estavam no caminho da dragagem

Porto de Santos: Ibama libera derrocagem e dragagem no canal de navegação para preparar navios maiores.
Imagem: Porto de Santos/Divulgação.

A obra chama atenção porque não envolve apenas a retirada de sedimentos do fundo do canal. Antes de avançar com a dragagem convencional, será preciso remover trechos de rocha que dificultam o aprofundamento da navegação no Porto de Santos. Essas pedras funcionavam como obstáculos físicos em pontos estratégicos do estuário.

As formações ficam nas áreas conhecidas como Pedra do Barroso, Pedra do Itapema e Pedra do Teffé. A retirada delas é tratada como etapa preparatória, porque abre espaço para que o canal possa ser aprofundado com mais segurança e eficiência em fases posteriores.

Remoção será feita sem explosivos no Porto de Santos

A técnica escolhida para o serviço é a chamada derrocagem a frio. Na prática, o método prevê a fragmentação mecânica das rochas, sem uso de explosivos, seguida da retirada do material por equipamentos de dragagem. A escolha reduz o impacto operacional e evita uma intervenção mais agressiva no canal.

No Porto de Santos, esse tipo de procedimento exige controle rigoroso porque ocorre em uma área de navegação movimentada. Por isso, a operação deverá seguir protocolos de segurança e contar com monitoramento ambiental durante a execução dos serviços autorizados.

Antes das rochas, 12 mil m³ de sedimentos serão retirados

A licença também prevê a remoção de cerca de 12 mil m³ de sedimentos acumulados no canal. Esse material será retirado antes da etapa de derrocagem e encaminhado para uma área autorizada de descarte oceânico, conforme informado pela APS.

Esse ponto é importante porque mostra que a intervenção não se resume às pedras. O canal precisa passar por uma limpeza preparatória antes da remoção das formações rochosas, criando as condições necessárias para a obra de aprofundamento planejada para o Porto de Santos.

Rochas poderão ser reaproveitadas em obras públicas

Outro detalhe relevante é o destino do material removido. Enquanto os sedimentos terão descarte oceânico autorizado, as rochas fragmentadas poderão ser reaproveitadas em obras públicas. Isso evita que parte do material seja tratada apenas como resíduo da operação.

O reaproveitamento, no entanto, depende da logística e da destinação definida pelas autoridades responsáveis. Mesmo assim, a possibilidade reforça o caráter estratégico da intervenção: o que hoje trava o avanço da dragagem pode virar insumo para outras obras.

Tráfego de embarcações pode ter pausas pontuais

Durante a execução dos serviços, o tráfego de embarcações poderá sofrer interrupções pontuais nos trechos afetados. A medida deve ocorrer de forma localizada, conforme a necessidade da operação e os protocolos de segurança da navegação.

No caso do Porto de Santos, qualquer pausa chama atenção pelo peso do complexo portuário na economia brasileira. Ainda assim, a previsão é de interrupções pontuais, não de paralisação ampla, já que a intervenção será feita em áreas específicas do canal.

Aprofundamento prepara o canal para navios maiores

A retirada das pedras e dos sedimentos prepara o caminho para o aprofundamento do canal de navegação. Esse tipo de obra é essencial para ampliar a capacidade operacional de portos que recebem embarcações de grande porte, especialmente em rotas de carga cada vez mais exigentes.

No Porto de Santos, a expectativa é que a intervenção ajude a criar melhores condições para navios maiores. A mudança não acontece de uma vez, mas começa em etapas invisíveis para o público, como a remoção de obstáculos submersos que limitam a profundidade do canal.

O que muda no canal do Porto de Santos até outubro

A licença do Ibama marca uma etapa importante para o Porto de Santos, porque libera a remoção de três formações rochosas que impediam o avanço da dragagem convencional. Sem explosivos, com retirada prévia de 12 mil m³ de sedimentos e possibilidade de reaproveitamento das rochas, a obra prepara o canal para uma nova fase de aprofundamento.

Agora, a questão é acompanhar como a intervenção será executada até outubro e quais impactos práticos ela terá na rotina portuária. Você acha que obras como essa justificam pausas pontuais no tráfego de embarcações ou o risco operacional ainda preocupa? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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