Documento oficial enviado pela Marinha dos Estados Unidos ao Congresso norte-americano detalha a retirada gradual de porta-aviões nucleares da classe Nimitz, submarinos estratégicos Ohio e destróieres Arleigh Burke entre 2027 e 2031, enquanto a US Navy tenta modernizar sua frota, equilibrar custos bilionários de manutenção, acelerar programas navais de nova geração e evitar impactos na capacidade militar global da maior força naval do planeta
O novo U.S. Navy Shipbuilding Plan — May 2026, enviado oficialmente ao Congresso norte-americano em maio de 2026, prevê a retirada de serviço de navios históricos e submarinos nucleares considerados estratégicos para a defesa dos Estados Unidos.
Entre os principais meios listados estão os porta-aviões USS Nimitz e USS Dwight D. Eisenhower, além de submarinos nucleares da classe Ohio e os primeiros destróieres da classe Arleigh Burke.
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Segundo a própria US Navy, as baixas ocorrerão gradualmente entre os anos fiscais de 2027 e 2031.
Porém, o documento esclarece que cada embarcação ainda passará por avaliações operacionais e estruturais antes da decisão definitiva de descomissionamento.
USS Nimitz será retirado após mais de cinco décadas de operação
A primeira baixa de grande impacto ocorrerá em 2027.
Na ocasião, a Marinha pretende retirar o USS Nimitz CVN-68, navio que se tornou um dos maiores símbolos da força naval norte-americana desde a Guerra Fria.
O porta-aviões chegará aos 52 anos de serviço, superando a vida útil originalmente estimada em 50 anos.
Ainda em 2027, a US Navy também planeja reciclar o submarino nuclear USS Ohio SSGN-726, convertido de plataforma balística para submarino de mísseis guiados.
No mesmo período, aparecem o submarino balístico USS Henry M. Jackson SSBN-730 e o submarino de ataque USS Boise SSN-764, que permaneceu anos aguardando manutenção pesada.
Já quatro cruzadores da classe Ticonderoga serão transformados em ativos de apoio logístico para retirada de peças e equipamentos.
Entre eles estão os navios USS Princeton, USS Robert Smalls, USS Gettysburg e USS Chosin.
Submarinos nucleares Ohio entram em fase decisiva de aposentadoria
Em seguida, o plano naval aponta novas retiradas em 2028.
Nesse período, os submarinos USS Florida SSGN-728 e USS Alabama SSBN-731 devem ser reciclados após mais de quatro décadas de operação.

Também constam na lista os submarinos de ataque USS Scranton e USS Asheville, ambos próximos do limite operacional previsto pela Marinha norte-americana.
Já em 2029, a US Navy pretende retirar o USS Michigan SSGN-727.
Com isso, três dos quatro submarinos de mísseis guiados da classe Ohio seriam aposentados em apenas três anos fiscais.
O documento ainda inclui o submarino USS Albany, o navio anfíbio USS Comstock, navios-tanque da classe Henry J. Kaiser e embarcações de contramedidas de minas.
Primeiros destróieres Arleigh Burke começam a deixar a frota
Outra mudança histórica ocorrerá em 2030.
Naquele ano, a Marinha dos Estados Unidos pretende reciclar o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower CVN-69, que chegará aos 53 anos de serviço.
Ao mesmo tempo, a US Navy iniciará a aposentadoria dos primeiros destróieres da classe Arleigh Burke, considerada a principal espinha dorsal da esquadra norte-americana desde os anos 1990.
Inicialmente, serão retirados o USS Russell DDG-59 e o USS Fitzgerald DDG-62.
Posteriormente, em 2031, aparecem o próprio USS Arleigh Burke DDG-51, além do USS Barry e do USS Stethem.

Segundo o plano, essas embarcações ainda poderão ser usadas temporariamente como plataformas de apoio logístico.
US Navy tenta equilibrar renovação tecnológica e envelhecimento da frota
Atualmente, conforme dados do próprio documento oficial, a Marinha opera 291 navios de força de batalha, número inferior à meta legal de 355 embarcações.
Enquanto isso, os Estados Unidos tentam acelerar programas como os submarinos das classes Columbia e Virginia, novas fragatas, anfíbios e sistemas navais não tripulados.
Segundo a US Navy, o desafio envolve equilibrar custos de manutenção, prontidão operacional e renovação tecnológica.
Porta-aviões nucleares e submarinos podem operar durante décadas.
Entretanto, conforme envelhecem, os custos de manutenção aumentam significativamente.
Por sua vez, a substituição gradual dos submarinos Ohio acompanha a transição para a nova classe Columbia, responsável pela futura perna marítima da tríade nuclear norte-americana.
Se confirmadas, as retiradas previstas entre 2027 e 2031 marcarão o encerramento de algumas das carreiras mais emblemáticas da história naval dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, a transição poderá definir os próximos rumos da maior força naval do planeta.
