Transição foi formalizada em Brasília na 4ª Reunião de Sherpas e antecipa a agenda de 2026, com a Índia prometendo continuidade e novos eixos de trabalho
O Brasil formalizou, no último dia 12 de dezembro de 2025, a transmissão da presidência rotativa do BRICS para a Índia, durante o encerramento da 4ª Reunião de Sherpas, realizada em Brasília.
A mudança ocorre após um ano em que o bloco buscou mostrar entregas práticas, ao mesmo tempo em que tenta manter coesão num cenário global de disputas comerciais, tensões geopolíticas e cobranças por reformas na governança internacional.
A Índia assume o bastão com a imagem de potência em ascensão, sustentada por crescimento acima de 6% ao ano nas projeções de organismos e relatórios econômicos, além de uma economia cada vez mais digital e conectada a investimentos de grandes empresas de tecnologia.
-
Gigante dos supermercados no Brasil, com 282 lojas em 9 estados, abre nova unidade farmacêutica após fechar 28 operações e demitir 6,6 mil funcionários; estratégia aprovada pelo Cade revela aposta bilionária em um mercado que não para de crescer.
-
CNH de graça para os brasileiros: Detran inicia nova etapa para 3 mil selecionados, mas uma exigência obrigatória e um prazo que termina em poucos dias podem fazer candidatos perderem o benefício.
-
Dinheiro das bets ilegais pode mudar de destino: governo anuncia congelamento de recursos, aciona bancos e explica como os valores poderão financiar o combate ao crime organizado depois de uma operação bilionária em três estados
-
Duas irmãs de 12 e 13 anos juntaram latinhas por um ano, montaram uma barraca de limonada sem ajuda e transformaram US$ 236 em um negócio que já faturou US$ 65 mil
O gesto político também carrega simbolismo para o Brasil, que vinha usando a presidência para defender multilateralismo, ampliar parcerias e consolidar a agenda do Sul Global, enquanto o BRICS se reposiciona após mudanças recentes no grupo.
Transferência da presidência do BRICS para a Índia em Brasília
A passagem da presidência foi feita pelo sherpa do Brasil, o embaixador Mauricio Lyrio, ao sherpa da Índia, o embaixador Sudhakar Dalela, com a entrega do martelo que simboliza o comando do agrupamento, segundo o portal oficial BRICS Brasil.
Ainda no encerramento da reunião, Lyrio afirmou que os debates recentes reforçaram o compromisso de fortalecer a cooperação entre os países-membros e parceiros, e disse esperar continuidade do progresso obtido durante o mandato brasileiro.
O que a presidência indiana promete para a agenda do BRICS em 2026
Do lado indiano, Dalela elogiou a condução brasileira e indicou que a Índia pretende manter a lógica de trabalho baseada em continuidade, consolidação e consenso, conforme comunicado divulgado no âmbito do BRICS.
Na prática, a transição já sinaliza um foco em manter o ritmo das iniciativas que estavam em andamento, sem “reiniciar” discussões a cada troca anual de presidência, o que costuma ser um desafio em fóruns multilaterais.
Segundo informações associadas à reunião de Brasília, a presidência indiana estruturou prioridades em quatro eixos que incluem termos como resiliência, inovação, cooperação e sustentabilidade, buscando dar um guarda-chuva mais claro para projetos e entregas.
Apesar da cerimônia, o Brasil segue exercendo formalmente a presidência até 31 de dezembro de 2025, e a Índia passa a comandar o bloco a partir de 1º de janeiro de 2026, de acordo com comunicados e reportagens que acompanharam a transição.
A expectativa, entre diplomatas e analistas, é que a Índia use o ciclo de 2026 para reforçar temas de governança global e, ao mesmo tempo, puxar assuntos em que já investe pesado, como transformação digital, infraestrutura e cooperação econômica.
Índia país que mais cresce e por que isso muda o peso do bloco
A Índia vem sendo apontada como a economia de grande porte com crescimento mais forte nas projeções recentes, com estimativas acima de 6% ao ano em diferentes relatórios de referência internacional.
Parte desse impulso tem sido associada ao tamanho do mercado interno, a uma população relativamente jovem e a políticas de digitalização de serviços, fatores que sustentam uma expansão menos dependente do comércio externo do que outras economias.
Relatórios de pesquisa econômica também vêm projetando que a Índia pode alcançar o terceiro lugar entre as maiores economias do mundo por volta de 2030, dependendo do critério usado e da trajetória de crescimento nos próximos anos.
Além disso, anúncios recentes de investimento em infraestrutura digital e inteligência artificial reforçam a percepção de que o país tenta transformar crescimento em produtividade e capacidade tecnológica, ampliando sua influência econômica e diplomática no período em que presidirá o BRICS.
Balanço da presidência brasileira e os temas que ficam na mesa
No balanço do ano brasileiro, a presidência enfatizou uma agenda ampla, com frentes que passaram por cooperação em saúde, clima, comércio e finanças, arquitetura de paz e segurança, desenvolvimento institucional e até governança de inteligência artificial, segundo comunicações publicadas no ambiente do BRICS.
Lyrio também destacou, em avaliações do encerramento, que o cenário internacional turbulento pressionou a cooperação multilateral, mas que o BRICS buscou funcionar como espaço de diálogo e construção de pontes entre interesses diferentes.
No fim, a troca de comando coloca uma pergunta prática para 2026: com a Índia na presidência e o bloco maior, o BRICS vai priorizar entregas econômicas e tecnológicas ou tende a ficar mais marcado pela disputa política global.
Se você acompanha o tema, comente: a presidência da Índia fortalece o BRICS ou aumenta o risco de o bloco virar mais discurso do que resultado? E o Brasil, ganhou influência em 2025 ou saiu “menor” na foto final?

Graças ao BRICS o Brasil saiu fortalecido
Pix neles
Sobre o mandato do BRICs presidido pela Índia, o resultado vai depender da capacidade da índia em manter o bloco unido pelo mesmo propósito evitando assim possíveis rupturas… O que os adversários do BRICs mais desejam.
O Brasil soube usar muito bem seu mandato e sem sombra de dúvidas saiu muito mais fortalecido.