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Fim da era do trabalho braçal: Amazon apresenta primeiro robô totalmente autônomo que entende comandos em linguagem natural, circula sem trilhas ou códigos de barras, evita obstáculos sozinho e deve chegar aos centros logísticos da Europa em 2027

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 07/06/2026 às 11:25
Atualizado em 07/06/2026 às 11:31
Amazon apresenta nova geração do robô Proteus, com comandos em linguagem natural e chegada prevista à Europa em 2027.
Amazon apresenta nova geração do robô Proteus, com comandos em linguagem natural e chegada prevista à Europa em 2027.
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Nova geração do Proteus leva comandos em linguagem natural aos armazéns da Amazon, amplia a navegação autônoma em centros logísticos e tem implantação prevista na Europa em 2027, dentro de um pacote de investimentos voltado à automação das operações.

A Amazon apresentou uma nova geração do Proteus, robô móvel autônomo usado em operações logísticas, com capacidade de receber instruções em linguagem natural e circular por áreas mais amplas dos centros de distribuição, sem depender de trilhas fixas ou códigos de barras no piso.

A implantação na Europa está prevista para o primeiro semestre de 2027, segundo informações divulgadas pela empresa, que vem ampliando o uso de sistemas automatizados em armazéns, centros de distribuição e unidades de entrega em diferentes mercados.

O anúncio ocorreu em um evento da companhia em Dartford, nos arredores de Londres, dentro de um plano de investimento de mais de € 10 bilhões na rede europeia de atendimento e logística da Amazon.

Com a medida, a empresa busca ampliar o uso de robôs em tarefas de movimentação interna de cargas, especialmente em etapas que envolvem transporte de itens entre áreas operacionais, apoio às equipes e organização de fluxos dentro das instalações.

Amazon testa comandos em linguagem natural no Proteus

A nova versão do Proteus muda a forma como funcionários podem orientar o equipamento durante a rotina de trabalho, já que o robô passa a aceitar comandos feitos em linguagem natural, sem exigir instruções técnicas ou programação específica.

Em vez de depender apenas de softwares especializados, os trabalhadores poderão informar a tarefa ao sistema por meio de instruções conversacionais, em um modelo que a Amazon apresenta como mais próximo da comunicação usada entre pessoas.

Segundo a companhia, o sistema usa inteligência artificial para interpretar o pedido, definir prioridades, calcular rotas e estimar o tempo necessário para completar a operação solicitada no ambiente do armazém.

“Você diz a ele o que precisa ser feito. Ele determina a prioridade, a rota e o tempo”, afirmou Scott Dresser, vice-presidente da Amazon Robotics, ao explicar a proposta de interação entre funcionários e robôs.

Na prática, a atualização permite que o Proteus organize parte da tarefa antes de iniciar o deslocamento, sempre dentro dos parâmetros definidos pela operação e pelas regras de segurança aplicadas aos centros logísticos da empresa.

Amazon apresenta nova geração do robô Proteus, com comandos em linguagem natural e chegada prevista à Europa em 2027.
Amazon apresenta nova geração do robô Proteus, com comandos em linguagem natural e chegada prevista à Europa em 2027.

Essa função não transforma o equipamento em um sistema sem supervisão humana, mas amplia o nível de autonomia operacional em comparação com robôs que executam apenas rotas pré-programadas ou tarefas restritas a áreas específicas.

Como o Proteus se move nos armazéns da Amazon

O Proteus foi apresentado originalmente pela Amazon em 2022 como seu primeiro robô móvel totalmente autônomo, desenvolvido para transportar carrinhos e cargas em ambientes compartilhados com funcionários.

A versão atualmente em uso opera em unidades dos Estados Unidos, com atuação concentrada em áreas de docas, onde transporta carrinhos com pacotes em trechos determinados das instalações logísticas da companhia.

Na nova geração, a Amazon afirma que o robô poderá atuar em uma área maior do armazém, incluindo pontos de chegada de contêineres, deslocamentos entre estações de trabalho e apoio a operações em centros de distribuição e unidades de entrega.

Essa ampliação muda o papel do equipamento dentro da operação, pois o Proteus deixa de atuar apenas em zonas específicas de carga e descarga e passa a ser testado para deslocamentos em diferentes pontos das instalações.

Ao contrário de outros robôs usados pela companhia, como Hercules e Titan, o Proteus não precisa seguir somente caminhos delimitados por códigos no chão, de acordo com a descrição técnica divulgada pela Amazon.

Para circular pelo ambiente, o equipamento usa sensores e tecnologias de navegação que permitem reconhecer obstáculos, ajustar rotas e operar em espaços compartilhados com trabalhadores, máquinas, carrinhos e mercadorias.

A empresa informa que o objetivo é permitir deslocamentos autônomos em áreas com circulação simultânea de pessoas e equipamentos, sem restringir o robô a corredores isolados ou zonas totalmente separadas da operação humana.

Esse modelo depende de testes contínuos de segurança, integração com sistemas internos e validação em ambientes reais, especialmente porque centros logísticos têm movimentação intensa e mudanças constantes na posição de cargas e equipamentos.

Implantação na Europa está prevista para 2027

A Amazon ainda testa a nova versão do Proteus em seus laboratórios e prevê iniciar a adoção da tecnologia na Europa no primeiro semestre de 2027, conforme o cronograma divulgado pela companhia.

O prazo faz parte de uma estratégia mais ampla de automação logística no continente, que inclui investimentos em robótica, inteligência artificial, infraestrutura operacional e novas soluções para acelerar processos internos.

Além do Proteus, a empresa anunciou a expansão de outros sistemas robóticos na região, entre eles o Vulcan, descrito pela Amazon como seu primeiro robô com sensores de toque.

Outro sistema citado pela companhia é o STARK, voltado à manipulação colaborativa de contêineres menores e testado inicialmente em Barcelona, dentro das operações europeias da empresa.

De acordo com a Reuters, o STARK deve chegar a 15 unidades europeias até 2027, em uma expansão que acompanha o plano da Amazon de ampliar tecnologias automatizadas em seus centros logísticos.

A empresa também informou que pretende abrir mais de 25 pontos de entrega sub-same-day na Europa em 2026, incluindo operações no Reino Unido e na Alemanha, com foco em prazos de entrega menores.

O pacote europeu anunciado pela Amazon supera € 10 bilhões e inclui modernização de centros logísticos, implantação de novas tecnologias e expansão operacional em países considerados estratégicos para a rede de atendimento da companhia.

Dentro desse contexto, o Proteus aparece como parte de um conjunto de sistemas destinados a movimentar itens, organizar fluxos internos e apoiar etapas físicas do processo logístico.

Automação e trabalho humano nos centros logísticos

A ampliação do uso de robôs em armazéns acompanha um debate recorrente sobre o impacto da automação no trabalho humano, especialmente em setores marcados por tarefas repetitivas e movimentação física de cargas.

A Amazon afirma que seus sistemas são desenvolvidos para apoiar equipes, melhorar a segurança e tornar processos mais eficientes, não para substituir trabalhadores em larga escala.

A companhia também diz que criou centenas de milhares de postos de trabalho desde que passou a incorporar robótica em suas operações globais, embora a expansão de máquinas autônomas altere parte da rotina dentro dos centros logísticos.

Com equipamentos como o Proteus, tarefas de transporte interno podem ser redistribuídas entre sistemas automatizados e funcionários, enquanto equipes humanas permanecem envolvidas em supervisão, resolução de problemas, manutenção, organização de fluxo e operação dos sistemas.

Segundo a própria Amazon, a adoção de comandos em linguagem natural busca reduzir a barreira técnica entre trabalhadores e robôs, permitindo que funcionários interajam com os equipamentos sem depender de programação ou comandos especializados.

A aplicação em larga escala, porém, ainda dependerá de testes, validação operacional e avaliação de segurança em ambientes com grande circulação de pessoas, mercadorias e máquinas.

Até a chegada prevista à Europa, o Proteus de nova geração seguirá em fase de validação antes de entrar no fluxo cotidiano dos centros logísticos da Amazon.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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